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sábado, 27 de setembro de 2008

Jornada 4 » Benfica 2-0 Sporting

Peito feito, peito desfeito

JOSÉ MANUEL RIBEIRO

Se houve ou não peito feito do Sporting no jogo de ontem, como Quique Flores pensou ter percebido no discurso de Paulo Bento, talvez só a análise a um ou outro jogador possa dizer ao certo, mas houve um peito desfeito: o do candidato que perdeu na Luz setenta por cento do ar que trazia dentro. E é justo concluir também que não se limitou a perder, também ganhou: um adversário para o título com que nem ele nem talvez ninguém, excepto alguns benfiquistas, estivesse realmente a contar.

Sete jogadores do onze inicial do Benfica chegaram esta época. Dois jogadores do Sporting, sendo um deles Rochemback - que é tão novidade para o Sporting como João Moutinho - não estavam na equipa do ano passado. Desta diferença fundamental, juntando-lhe treinador novo e uma dupla de centrais com 19 anos, partia o dérbi. Isso toda a gente sabia; o que não se podia esperar é que fosse ela, a diferença, a partir o dérbi. Pela espinha.

Preferindo Postiga a Derlei, talvez por poder esperar mais velocidade do primeiro, Paulo Bento apontou, literalmente, ao espaço entre Sidnei e Miguel Vítor. Aos trinta segundos, Miguel Veloso já estava a arremessar Djaló, como um torpedo, entre os dois miúdos. O golo esteve a um metro e meio de distância, uma aproximação que, durante quase toda a primeira parte, se foi encurtando e alargando, em desafio às capacidades ainda verdinhas dos dois centrais.

Batia tudo certo com o esperado: as fraquezas do Benfica, a maturidade do Sporting, capaz de fazer cálculos e montar estratégias, e o que os novos recrutas de Quique iam, apesar de tudo, fazendo de bom estragado pelo nervosismo de quem não tem quatro pontos e três de memórias comuns a fortalecer a confiança.

Até Nuno Gomes (19'), o jogador em campo com mais dérbis, conseguiu tocar numa bola de golo feito e atirá-la para uma direcção que a física deve considerar impossível. Mas até ele, nesta equipa, é outra vez um rapazinho, que Quique tem de cuidar, colocando, por exemplo, todo o banco em aquecimento, para esconder que prepara a entrada de Aimar, a todo o instante.

Dentro deste quadro de inquietação por um lado e calculismo pelo outro, a primeira parte acelerou à entrada, baixou um pouco o ritmo depois de uns dez minutos muito animados e foi caindo, embora nunca abaixo de um nível agradável. Um penálti, nos descontos da primeira parte, teria feito a diferença, se o puxão de Postiga a Yebda não tivesse escapado a Duarte Gomes.

E então, o caso. Ou melhor, a rolha. Quique Flores trouxe uma rolha do intervalo para aquele espaço exacto, entre Miguel Vítor e Sidnei, que Paulo Bento pusera no centro do plano. Uma rolha grega, Katsouranis, que acabou por pesar como chumbo. O Sporting descompôs-se, como se não estivesse preparado para fazer mais nada. É engraçado que, quando o Benfica marcou o seu golo - já bem dentro do período de controlo do jogo -, Derlei estivesse justamente ao lado do quarto árbitro para entrar. Já desorientada por ter perdido aquela lebre que o treinador lhe dera a cheirar com tanta insistência, a equipa do Sporting não conseguiu ganhar nada com Derlei, nem com os seguintes Liedson e Pereirinha. Um aperto final servirá só para alegrar as crónicas. Nessa altura o Benfica ganhava não um, mas dois a zero, da pior maneira: no jogo dos centrais de dezanove anos, o resultado calcificou num lance em que a dupla mais rodada do campeonato - Polga e Tonel - ficou enterrada na relva a ver o quase adolescente Sidnei cabecear. Um soco nos queixos dói sempre mais quando é de baixo para cima e ontem era o caso. Talvez não volte a ser.

Benfica 2-0 Sporting

Estádio da Luz

relvado excelente

60.022 espectadores

Árbitro Duarte Gomes

Assistentes Bertino Miranda e José Lima

4º árbitro Jorge Sousa

Treinador Quique Flores

12 Quim GR 6

14 Maxi Pereira LD 6

28 Miguel Vítor DC 7

27 Sidnei DC 7

25 Jorge Ribeiro LE 5

15 Rúben Amorim MO a int 5

24 Carlos Martins MO 6

26 Yebda MD 7

6 Reyes MO a 75' 8

21 Nuno Gomes AV a 59' 6

7 Cardozo AV 6

-

1 Moreira GR

8 Katsouranis MD d int 7

5 Léo LE

18 Binya MD

20 Di María AE d 75' 4

10 Aimar AV d 59' 6

19 Makukula AV

Golos

[1-0] 67' Reyes[2-0] 72' Sidnei

amarelos nada a assinalar

vermelhos nada a assinalar

Treinador Paulo Bento

1 Rui Patrício GR 5

78 Abel LD a 73' 4

13 Tonel DC 5

4 Polga DC 4

18 Grimi LE 5

24 Miguel Veloso MD 6

26 Rochemback MO 3

28 João Moutinho MO 4

30 Romagnoli MO a 73' 5

20 Djaló AV 4

23 Postiga AV a 68' 5

-

16 Tiago GR

5 Pedro Silva LD

3 Carriço DC

6 Adrien MD

25 Pereirinha MO d 73' 4

11 Derlei AV d 68' 4

31 Liedson AV d 73' 4

amarelos 74' Pereirinha; 87' Grimi; 90' Moutinho

vermelhos nada a assinalar

Lances-chave

Benfica

2' Cardozo responde ao impulso inicial do Sporting com um pontapé de meia-distância para experimentar Rui Patrício.

3' Volta Cardozo, agora com uma grande abertura para Rúben Amorim, que fica com a direita só para ele. Sporting em sarilhos.

13' Cardozo, para outro pontapé. Ao lado.

16' Reyes entusiasma-se e entra em dribles na área do Sporting. Até sair pela linha de fundo.

19' Perfuração de Maxi Pereira, imparável pela direita. Segue-se um cruzamento rasteiro e tenso, a que Nuno Gomes chega, para desviar, desafiando a física, para fora.

24' Sidnei tira, dos pés de Postiga, mais uma insistência pelo meio.

35' Reyes, de recarga, na sobra de um pontapé de canto.

45' Reyes e uma intercepção falhada de Tonel deixam Cardozo sozinho. Veloso corta o cruzamento seguinte, apontado a Nuno Gomes.

45+2' Penálti. Postiga puxa o braço de Yebda na área do Sporting. Duarte Gomes não vê.

51' Dois lances: primeiro Cardozo, na área, controlando a bola e rodando para o remate à meia-volta, que Patrício defende; depois Carlos Martins, de bazuca. Para fora.

72' [2-0] Carlos Martins encarrega-se do livre na direita, Polga e Tonel desencarregam-se de Cardozo, e Sidnei, no poste esquerdo. O brasileiro salta, cabeceia e sai a festejar como louco.

Sporting

1' O Sporting diz ao que vem: Miguel Veloso, com um passe longo, deflagra Djaló entre os centrais do Benfica, facilmente ultrapassados. E Djaló aponta às nuvens quando tinha apenas Quim pela frente.

5' Romagnoli no arremesso de Djaló, outra vez entre os centrais. Não chega à bola.

15' Canto, por Miguel Veloso, na direita. Postiga, incomodado ao segundo poste, cabeceia, em desequilíbrio, para fora, rente ao poste.

21' Quim defende, para canto, um bom remate de Postiga, que fez levantar os adeptos leoninos nas bancadas.

43' Remate forte de Rochemback, na esquina da área, pela esquerda, depois de um passe de calcanhar de Postiga. A bola, perigosa, é desviada para canto.

24' Sidnei tira, dos pés de Postiga, mais uma insistência pelo meio. Na hora certa.

47' João Moutinho, remata em força, de fora da área. Quim defende, mas deixando à bola à mercê de quem chegar primeiro. Um colega, no caso.

50' Desvio alto de Veloso, na área do Benfica.

57' Passe exemplar de Rochemback soltando Moutinho nas costas de Jorge Ribeiro. A jogada perde-se adiante.

82' Bomba de Veloso. Mais força do que perigo.

90+2' Djaló invade a área, em fúria, pela direita. O pontapé violento encontra Quim no caminho que segura o nulo na sua baliza.

O Benfica um a um

Sidnei não tem só pinta de Ricardo Gomes...

SÉRGIO ANDRÉ

Quim 6

Tranquilidade absoluta, excepção feita a um remate de João Moutinho (47'), em que deixou a bola fugir para a frente. As luvas não pesaram e a defesa agradeceu. Desfez todos os lances na sua área de jurisdição, demonstrando que os recentes lapsos já pertencem ao passado. Aos 21', sacudiu bem um remate de Hélder Postiga, aos 49', um de Moutinho, e na parte final do desafio superiorizou-se a Miguel Veloso e Djaló

Maxi Pereira 6

Contou com a preciosa ajuda de Rúben Amorim durante a primeira parte, e isso permitiu-lhe espreitar o ataque em duas ou três ocasiões, com destaque para um lance aos 19' em que deixou Nuno Gomes na cara do golo, mas o avançado não aproveitou. Muito raçudo, meteu sempre o pé, até doer (com lealdade), sempre para ganhar.

Miguel Vítor 7

Quique não gosta de "fazer peito", mas nesta altura tem de dar alguma margem ao jovem central, pois este tem razões mais do que justificadas para andar vaidoso pela portentosa exibição de ontem. Depois de um início complicado com as entradas de rompante de Postiga e Djaló (sempre no limite do fora-de-jogo), foi ganhando confiança, terminando o jogo em grande nível. Ajudou o treinador a subir mais uns pontos no ranking. Afinal, Quique tinha razão na aposta que fez.

Sidnei 7

Diz-se que tem pinta de Ricardo Gomes, mas, decididamente, não é só a pinta... Tal como o colega de sector, sentiu problemas no início perante a velocidade dos homens mais avançados do Sporting, mas rapidamente encontrou a solução para os travar, num misto de garra e classe (sem recurso a muitas faltas), como foi bem visível aos 24' e 29', roubando o ouro a Postiga. Segurou a equipa na primeira parte e deu-lhe tranquilidade com o golpe letal de cabeça.

Jorge Ribeiro 5

O elemento mais tímido da equipa. Ficou quase sempre a meio do caminho... Esteve quase lá, mas... faltou mais qualquer coisa. Tremeu um pouco e não se aventurou nada nos lances ofensivos, mas também a sua prioridade era defender...

Yebda 7

O camisola 26 foi de uma eficácia tremenda, dos poucos que conseguiram anular as investidas do adversário a meio-campo durante a primeira parte. Ganhou claramente o duelo com os médios adversários e ainda serviu bem os companheiros no ataque. Muito forte fisicamente, permitiu alguma liberdade a Carlos Martins.

Carlos Martins 6

Protegeu-se em demasia durante toda a primeira parte, recuando muito no terreno para não ser surpreendido pela rapidez do meio-campo contrário na transposição do jogo para o ataque. Foi mais combativo e lutador do que organizador. Na segunda metade, mudou completamente. Aliás, derivou para o lado direito tornando-se muito mais perigoso frente aos antigos colegas.

Rúben Amorim 5

Muito bem tacticamente. Interpretou na perfeição os princípios básicos do futebol, passando quase sempre bem a bola e compensando com inteligência as subidas dos colegas no terreno. Saiu ao intervalo.

Nuno Gomes 6

Tarefa ingrata, muito difícil. Quase não esteve em jogo durante a primeira parte, mas subiu muito na segunda, tendo criado alguns problemas a Polga e Tonel. Aliás, estava a viver o melhor momento quando foi substituído. Falhou um golo à boca da baliza e poderia estar agora a gozar o estatuto de melhor marcador da equipa nesta altura.

Cardozo 6

É verdade que falhou alguns passes e, em determinados momentos, até pereceu displicente. No entanto, batalhou do primeiro ao último minuto e não virou a cara à luta, suando a camisola.

Katsouranis 7

A sua entrada mudou o jogo. Perdeu o lugar de central, mas poderá ter readquirido a sua posição no meio-campo. O jogo mudou, porque deu outra consistência ao sector intermediário e fechou a zona onde os centrais benfiquistas sentiram mais dificuldades na primeira metade do desafio. O Benfica começou a ganhar aí o jogo.

Aimar 6

Entrou com ganas, tabelou com Reyes para o primeiro golo e mordeu a língua para roubar bolas ao adversário na parte final do desafio.

Di María 4

Escondeu bem a bola.

O Sporting um a um

Só Veloso conseguiu brilhar na Luz

ANTÓNIO BERNARDINO

Rui Patrício 5

Uma primeira parte tranquila, onde raramente foi chamado a intervir, limitando-se a seguir o jogo com atenção. No período complementar teve mais trabalho, mostrando as suas qualidades perante uma bomba de Jorge Ribeiro (47') e um livre de Carlos Martins (70'). Não tem qualquer responsabilidade nos golos de Reyes e Sidnei.

Abel 4

Sentiu algumas dificuldades perante Reyes. O virtuosismo do internacional espanhol deu-lhe muito trabalho e o golo do camisola seis acaba por surgir na sua zona de acção.

Tonel 5

Quase a terminar a primeira parte, teve uma acção menos conseguida sobre Cardozo, falhou o tempo de intercepção, deixando o paraguaio fugir pelo lado direito da área. Um lance que ilustra uma exibição menos conseguida, que melhorou no segundo tempo, mas ainda assim longe daquilo que costuma apresentar.

Polga 4

Foi batido por Sidnei no segundo golo, num lance onde o defesa encarnado nem sequer foi obrigado a saltar. Um erro grave do defesa leonino, na sequência de um pontapé de canto, que acabou por sentenciar a partida. Curiosamente, até então, estava a exibir-se num plano positivo.

Grimi 5

Um início de jogo algo nervoso. Contudo, recompôs-se rapidamente, acabando por ter uma boa actuação. Sóbrio a defender, procurou apoiar o ataque, como aconteceu aos 21', altura em que serviu Postiga, após bom lance individual pelo flanco. Surgiu algumas vezes na zona central do terreno, anulando iniciativas encarnadas. Aos 63', tentou surpreender Quim com um cruzamento "venenoso".

Miguel Veloso 6

O melhor jogador do Sporting no dérbi de ontem. Inteligente a pautar o ritmo do jogo, forte na interpretação das movimentações adversárias, ganhando muitos duelos no meio-campo. A sua visão de jogo e qualidade de passe foram um ponto de referência desde os primeiros instantes, sobressaindo um passe soberbo (2'), que isolou Djaló. Destaque ainda para uma intervenção providencial dentro da área (45'), evitando que um passe de Cardozo encontrasse o pé esquerdo de Nuno Gomes.

Rochemback 3

É um jogador determinante na engrenagem leonina, pelo que, quando actua abaixo das suas capacidades, a equipa ressente-se. O Sporting necessitava de um Rocha autoritário e dinâmico, predicados que lhe vimos a espaços. Demasiado estático, pouco interventivo, acabou por ser uma unidade em sub-rendimento. No lance do golo de Reyes estava perto do espanhol, mas foi demasiado lento a reagir.

João Moutinho 4

Ontem mais adiantado no terreno, o capitão leonino esteve longe de deslumbrar. Não teve muitas oportunidades para armar o jogo, foi menos combativo que o habitual e raramente soube fazer a diferença. A excepção aconteceu aos 49', num movimento da esquerda para o centro, culminado com um remate que Quim defendeu com destreza.

Romagnoli 5

Procurou criar espaços de ruptura no zona defensiva do Benfica, foi dos poucos a tentá-lo, mas nem sempre foi eficaz. Logo no período inicial tem dois lances (4' e 5') em que gerou de-sequilíbrios, mas sem efeitos práticos para o ataque da formação visitante. Foi perdendo clarividência com o passar do tempo, acabando por ser substituído aos 72'.

Yannick Djaló 4

Começou o jogo em alta-voltagem, surgindo na cara de Quim logo aos 2', mas desperdiçou a oportunidade. A sua velocidade criou calafrios a Miguel Vítor e Sidnei na fase inicial, mas as suas acções foram perdendo expressão com o passar dos minutos. Só voltou a dar um ar da sua graça no último minuto, com um remate que Quim defendeu com dificuldades.

Postiga 5

Aposta de Paulo Bento para o onze, fez uma primeira parte de bom nível, lutando muito na frente de ataque verde e branca, o que valeu alguns livres ao Sporting. Aos 15', surgiu bem posicionado ao segundo poste, após canto de Veloso, mas o cabeceamento saiu ao lado da baliza encarnada, evidenciando-se depois, aos 21', com um remate de fora da área, após boa recepção, a que Quim correspondeu com excelente intervenção. No segundo tempo, esteve menos activo e acabou por ser rendido por Derlei.

Derlei 4

Procurou dar mais dinâmica à frente de ataque.

Pereirinha 4

Colocado no lado direito da defesa, no lugar de Abel, tentou imprimir maior velocidade ao flanco, mas não sobraram ocasiões para ameaçar as águias.

Liedson 4

Saúda-se o seu regresso à competição, cinco meses depois do último jogo, tentando assustar os velhos rivais. Faltou-lhe tempo e... serviço de qualidade.

A ESTRELA

Reyes 8

Agora, até têm um trivelas... e explode!

Quique lançou-lhe o desafio, dizendo que ou explode ou estagna, e o jogador espanhol parece decidido a vencer a batalha para, de uma vez por todas, demonstrar todo o seu valor. Não fez um jogo constante, andou pela esquerda e pela direita, movimentou-se bem, tentou defender e, aos 67', viveu o seu grande momento, num remate de trivela, depois de uma tabelinha com Aimar, que só parou no fundo das redes de Patrício. Um lance genial que praticamente decidiu o jogo. Afinal, não é isso que Quique lhe pede?

O Tribunal de O JOGO

Penálti não assinalado mancha dérbi

Embora tenha tido apenas um lance alvo de maior polémica em toda a partida, o desempenho da equipa de arbitragem liderada por Duarte Gomes acabou por acumular vários erros, embora nem todos fossem decisivos. Na opinião do Tribunal d'O JOGO, havia, de facto, lugar à marcação do castigo máximo, punindo falta de Hélder Postiga sobre Yebda, aos 45'+2'. Nos restantes lances, apenas o fora-de-jogo mal assinalado ao avançado do Sporting, Derlei, aos 82', merece a unanimidade do painel de ex-árbitros.

Momento mais complicado
45'+2'
Yebda reclama falta de Postiga dentro da área de rigor. Havia motivo para assinalar penálti?

Jorge Coroado

-

Hélder Postiga, com ambas as mãos, puxa o braço direito de Yebda, cometendo falta passível de grande penalidade, e o árbitro, no terreno, pela forma como o jogador do Benfica se movimentou, terá dado a ideia de que era este a apoiar-se no jogador do Sporting.

Rosa Santos

-

Yebda jogou a bola com a mão, mas o que é certo é que foi Hélder Postiga que o puxou pelo braço de forma ostensiva, e por isso deveria ter sido assinalada uma grande penalidade contra o Sporting, e a Hélder Postiga sido exibido o cartão amarelo.

Soares Dias

-

No momento em que o lance ocorre, fiquei com a sensação de que não havia falta, mas, nas imagens televisivas, é possível observar que há falta para grande penalidade. Hélder Postiga agarra Yebda. Talvez o árbitro não estivesse na melhor posição para ver o lance. Mas é uma má decisão.

António Rola

-

Hélder Postiga, de uma forma intencional, puxou o braço de Yebda, impedindo este de jogar a bola. Sendo a falta cometida dentro da grande área, era grande penalidade. Ficou, assim, por sancionar um castigo máximo contra o Sporting.

Outros casos

31'

Um centro de Nuno Gomes a bola bate no braço de Polga. Bola na mão ou mão na bola?

32'

Reyes sofre uma entrada dura de Rochemback. Ficou o cartão amarelo por mostrar?

70'

Numa entrada mais ríspida, João Moutinho faz falta sobre Reyes. Deveria o árbitro ter mostrado cartão amarelo?

82'

Foi correcta a decisão do juiz assistente ao assinalar um fora-de-jogo a Derlei?

Jorge Coroado

-

Polga movimentou o braço esquerdo deliberadamente para alterar a trajectória da bola. Justificava-se o pontapé livre directo e o cartão amarelo, o que não sucedeu.

-

O comportamento de Rochemback sobre Reyes indicava que o árbitro deveria mostrar o cartão amarelo. Tal não sucedeu.

-

João Moutinho foi excessivo na combatividade que colocou no lance e devia ter visto o cartão amarelo. Um jogador que, embora seja correcto, é recorrente neste tipo de lances esta época.

-

Intervenção desajustada do árbitro-assistente, embora se compreenda que a movimentação dos jogadores tenha conduzido ao erro.

Rosa Santos

-

É uma mão claríssima. A bola bate no braço do Polga, e o árbitro deveria ter assinalado falta contra o Sporting. Decisão errada por parte de Duarte Gomes.

+

É uma entrada por trás do Rochemback sobre o Reyes, mas não é merecedora de cartão amarelo. É um lance ríspido, mas dentro das leis de jogo.

-

Era uma falta merecedora de cartão amarelo. João Moutinho não foi admoestado nesse lance, mas acabou por sê-lo mais tarde.

-

Pode-se ver que o Derlei está, no máximo, em linha com o penúltimo defesa do Benfica. Em caso de dúvida, o benefício é de quem ataca.

Soares Dias

+

A bola vai à mão. É o lance característico de bola na mão, e não o inverso e, como tal, não há lugar à marcação de falta. Para além disso, o centro é efectuado a uma curta distância e com alguma força.

+

Rochemback, de facto, faz falta sobre Reyes. Mas, no meu entendimento, não é motivo para que o árbitro tivesse agido disciplinarmente.

+

É uma falta normalíssima. Não havia quaisquer motivos para que o árbitro agisse disciplinarmente sobre João Moutinho.

-

Pelas imagens televisivas, é um fora-de-jogo mal assinalado. Mas é um lance muito rápido, e, assim sendo, dou o benefício da dúvida ao assistente.

António Rola

-

Polga faz um gesto com o braço esquerdo e impede que a bola seja cruzada. Ficou por marcar um livre directo e a exibição do cartão amarelo a Polga. Um lance que estava na área de jurisdição do árbitro assistente.

+

Dado que até essa altura do jogo, o árbitro adoptou um critério largo no aspecto disciplinar, e porque o jogador do Sporting teve intenção de jogar a bola, aceito a decisão.

+

Aqui ainda o árbitro estava com o seu critério bastante alargado no aspecto disciplinar e, porque a falta de João Moutinho não colocou em perigo a integridade física do adversário, aceito que tenha ficado somente pela sanção técnica.

-

No momento do passe, Derlei estava em posição regular. Se o árbitro-assistente deu a indicação de fora-de-jogo neste lance, teve uma má interpretação nas leis do fora-de-jogo.

Golos da Partida

sábado, 20 de setembro de 2008

Jornada 3 » Sporting 2-0 Belenenses

Esquecer Barcelona no "adeus" de vuk...

MÁRIO DUARTE

Afinal, o Sporting não é uma equipa assim tão pequena e desprovida de personalidade e recursos, como chegou a ser preconizado depois de noite notavelmente atípica no esmagador Camp Nou, ante o colossal Barcelona; Rochemback, pelos vistos, não é um jogador assim tão pesado e amorfo, mas antes um dínamo de uma equipa que quer e sabe mandar e... ganhar. É óbvio que o adversário de ontem não era o todo-poderoso conjunto blaugrana, e o Belenenses teve o azar de... pagar as favas de uma noite desinspirada e desvirtuada do leão na Cidade Condal.

O duelo de Alvalade começou com o confronto de losangos, com Moutinho, Rochemback, Izmailov e Romagnoli a medirem forças - e a levarem a melhor - com Gómez, Mano, José Pedro e Silas. Os leões, mesmo com o paradigma do certo e do errado da velocidade - Rochemback, com passes em profundidade ou circulação ao primeiro toque, imprimia grande dinâmica e... velocidade ao jogo do Sporting, enquanto Romagnoli corria muito... atrás da bola -, dominaram e controlaram do princípio ao fim, mercê da qualidade de passe, mobilidade e pressão de Rochemback, Izmailov e Moutinho, assim como da dupla atacante inédita composta por Postiga e Djaló.

O 7 russo lesionou-se e saiu ao intervalo para a entrada triunfante - todo o estádio gritou o seu nome - de Vukcevic. O camisola 10 foi recebido em apoteose pelos adeptos, quando a equipa vencia já por 1-0, e, mesmo não tendo a mesma influência que Izmailov assumiu na primeira parte, recebeu - deveria ter recebido - enorme alimento para o ego, mas pelos vistos quer sair em Janeiro. A tendência do jogo manteve-se, e, mesmo com menor acutilância, os leões controlaram sempre, surgindo com naturalidade o segundo golo, por Romagnoli, de penálti ganho por Postiga, que marcara o primeiro.

Os leões venceram sem contestação, no melhor arranque de Paulo Bento - nove pontos em três jogos -, e seguem na frente.

Sporting 2-0 Belenenses


Estádio José alvalade

relvado bom >> 26 963 espectadores

Árbitro Elmano santos (AF madeira) >> Asssitentes sérgio serrão e álvaro mesquita

4.º árbitro nuno miguel roque


Treinador Paulo bento

1 Rui Patrício GR 7

78 Abel LD 5

13 Tonel DC 6

4 Polga DC 6

12 Caneira LE 6

28 João Moutinho MD 7

26 Rochemback MO a 67' 7

7 Izmailov MO a INT 7

30 Romagnoli MO a 83' 5

20 Yannick Djaló AV 6

23 Postiga AV 8

-

19 Ricardo Batista GR

5 Pedro Silva LD

8 Ronny LE

24 Miguel Veloso MD d 67' 3

10 Simon Vukcevic MO d INT 4

25 Pereirinha MO d 83' 2

22 Tiuí AV

Golos

[1-0] 33' Postiga [2-0] 50' Romagnoli

amarelos 15' Postiga, 89' Miguel Veloso

vermelhos Nada a assinalar


Treinador casemiro mior

99 Júlio César GR 5

3 Carciano LD 5

28 Alex DC 4

4 Matheus DC 5

8 Maykon LE a 78' 4

6 Gómez MD 6

18 Mano MO 5

11 José Pedro MO 6

10 Silas MO 6

19 Porta AV a 71' 5

75 Wender AV a 80' 4

-

73 Costinha GR

33 Vanderlei DC d 78' 2

7 Edimilson MD

26 Vinicius MO

9 João Paulo AV d 80' 2

21 Roncatto AV d 71' 2

37 Junior Negão AV

Golos

amarelos 40' Mano, 49' Maykon

vermelhos Nada a assinalar

Lances-chave

Sporting

6' Rochem- back insiste após um canto, lançando Hélder Postiga nas costas da defesa azul, mas o avançado atira por alto.

17' Recupe-rando uma bola na meia-esquerda, Izmailov ultrapassa um adversário e atira forte, mas ao lado.

18' Na sequêcia de um canto apontado por Rochemback, Polga cabeceia, mas ligeiramente ao lado.

23' Izmailov avança pela esquerda, passa atrasado para Djaló, este dá para Rochemback, que assiste Romagnoli: o remate, desviado por um defesa, erra por pouco o alvo.

33' [1-0] Cruza-mento de Izmailov, a partir da esquerda, resulta num corte defeituoso. Djaló, de cabeça, amortece para Hélder Postiga, que partiu de posição duvidosa, fazer o primeiro golo da noite.

41' Rochem-back aponta um livre em posição frontal, a cerca de 120 km/h, mas a bola passa ao lado.

48' Com um passe no espaço, Romagnoli desmarca Postiga e este ultrapassa Maykon, que o derruba, já dentro da área de rigor.

50' [2-0] Romagnoli converte o castigo máximo e dá tranquilidade aos leões.

61' Aprovei-tando o espaço disponível à entrada da área visitante, Romagnoli atira forte, para boa defesa de Júlio César.

67' A bola chega aos pés do capitão do Sporting, João Moutinho, que tenta surpreender Júlio César com um remate em jeito, mas este erra o alvo pretendido.

Belenenses

3' No primeiro lance de perigo da partida, a bola sobra para Mano, à entrada da área, mas o disparo sai por cima.

22' Canto de Silas, com Matheus a cabecear para defesa segura de Rui Patrício.

31' Após um canto apontado à maneira curta, José Pedro envia a bola para a área, onde Carciano surge a cabecear, falhando por pouco.

35' Utilizan-do o seu famoso pé esquerdo, José Pedro dispara uma bomba que passa muito perto da baliza leonina.

45'+1 Wender centra para a área contrária, onde Porta, com um remate acrobático, atira para fora.

55' Lançado por Wender, Silas isola-se e, na melhor ocasião para os visitantes, só não faz golo porque Rui Patrício consegue uma defesa brilhante, para canto.

73' Cruzamento de Maykon, a partir da ala-esquerda do ataque azul, que não é interceptado por ninguém e chega a Mano, que volta a obrigar Rui Patrício a uma defesa apertada.

O Sporting um a um

Meio de Rocha e ataque com... Ninja

RUI MIGUEL GOMES

Rui Patrício 7

Duas intervenções de qualidade, aos 55' e 73', quando os oponentes estavam isolados, foram determinantes para manter a sua baliza inviolada. Algumas hesitações a sair de entre os postes em noite de pouco trabalho.

Abel 5

Abnegado e participativo nas inúmeras transições para o ataque pelo seu flanco. Menor acerto na marcação, dando alguns espaços nas suas costas, e no capítulo do passe.

Tonel 6

Actuação segura e tranquila. Pouco trabalho a anular os avançados contrários. Aos 51', ainda rematou de muito longe para defesa fácil de Júlio César.

Polga 6

O excelente posicionamento bastou para ganhar (quase) todos os lances na sua zona de acção. Aos 18', de cabeça, esteve perto de marcar... mas a bola saiu junto ao poste. Subiu de produção no segundo tempo.

Caneira 6

Integrou-se no processo ofensivo sem reservas, tabelando amiúde com o interior do seu lado, Izmailov, e efectuando várias diagonais interiores que criaram perigo. Menos afoito, mais concentrado defensivamente na etapa complementar.

João Moutinho 7

Manteve a bitola elevada no capítulo do passe, onde é exímio. Bem nos movimentos de basculação na zona central do terreno e sempre determinado na luta pela posse de bola. Como é habitual, revelou inteligência na procura da melhor opção para dar seguimento às transições ofensivas.

Rochemback 7

Primeira parte de bom nível, procurando, em posse de bola, variar o flanco para criar desequilíbrios posicionais no oponente. Aí, foi mestre, e, quando se tratou de jogar ao primeiro toque, foi um ai-jesus para os azuis. Homem das bolas paradas, entre os cantos que marcou ainda aplicou o seu forte remate em livres directos, aos 25' e 41': neste último, a bola saiu a rasar o poste esquerdo de Júlio César.

Izmailov 7

As constantes diagonais que executou criaram enormes dificuldades ao bloco defensivo contrário. Com a entrega que lhe é reconhecida, participou activamente no processo ofensivo e nas transições ataque/defesa, conquistando várias posses de bola. Saiu ao intervalo por lesão.

Romagnoli 5

45' a correr atrás da bola sem lhe tocar com a frequência habitual, não tendo oportunidade para pôr em prática o seu drible curto. Apareceu melhor após o descanso... marcou de pénalti aos 50' e, aos 60', obrigou o guardião contrário a defesa apertada. Até à substituição (83'), conseguiu ser mais influente na manobra ofensiva da equipa.

Yannick Djaló 6

O período inicial do encontro foi de menor actividade - algum desentendimento com Postiga -, mas com o passar dos minutos ganhou espaços e executou movimentos de ruptura determinantes para que a dupla funcionasse. Foi dele a assistência para o golo inaugural e acabou por ser peça preponderante nas acções de pressão no meio-campo contrário.

Vukcevic 4

Motivado, como Paulo Bento quer, para o trabalho colectivo, o camisola 10 esforçou-se por corresponder aos incentivos provenientes das bancadas. Pormenores de classe surgiram nos primeiros minutos em campo, e as combinações com os colegas do miolo - em particular com Rochemback - foram uma constante, enquanto o jogo não afrouxou. Depois, foi na onda...

Miguel Veloso 3

Dois ou três toques de classe a pincelar uma aparição cheia de vontade.

Pereirinha 2

Uma ou duas arrancadas e combinações no seu flanco. Pouco mais.

A ESTRELA: Postiga (8)

De lado ou de costas, foi sempre influente - jogou que se fartou, e nem à pancada lhe tiraram a vontade

Sem poder contar com o Ninja, Derlei, Paulo Bento deu oportunidade a Postiga de mostrar atributos que o fizeram despontar no futebol. A inteligência e a classe a jogar de costas para a baliza, sempre bem posicionado face aos marcadores directos, foram aspectos determinantes numa noite plena de qualidade. Tudo começou aos 6', quando, em boa posição - sem marcação e sobre a linha da grande área -, disparou forte por cima da baliza dos azuis. Aos 33', o oportunismo dentro da área, quando estava de lado para o alvo, permitiu-lhe inaugurar o marcador. A partir daí, com maior insistência, sempre que a equipa recorreu ao jogo directo, foi referência e, a pivô, fartou-se de levar pancada (então de Vanderlei... foi um abuso). Foi ele quem arrancou o pénalti, aos 49', para Pipi Romagnoli marcar... e falhou o segundo da noite, aos 90'+2', com a baliza à mercê... estava roto!

O Tribunal de O JOGO

Hélder Postiga em fora-de-jogo no 1-0

Os especialistas do Tribunal de O JOGO não têm quaisquer dúvidas, Hélder Postiga partiu de posição irregular no lance em que abriu o marcador no Estádio de Alvalade, pois no momento do passe Yannick Djaló tinha apenas um defensor entre si e a linha de baliza. Como tal, Elmano Santos devia ter invalidado o golo apontado pelo internacional luso. De resto, a actuação da equipa de arbitragem chefiada pelo juiz da Madeira não mereceu mais reparos por parte do quarteto.

O CASO

33'

Hélder Postiga está em posição legal no lance em que inaugura o marcador?

Jorge Coroado

-

No momento em que Yannick Djálo cabeceou a bola para Hélder Postiga, este apenas tinha entre si e a baliza contrária um defesa adversário, pelo que deveria ter sido assinalado fora-de-jogo. Má leitura do lance por parte do assistente Álvaro Mesquita.

Rosa Santos

-

Hélder Postiga está dentro do campo, mas está em posição ilegal. O avançado do Sporting encontrava-se em posição irregular pois não tinha entre ele e a baliza dois jogadores adversários.

Soares Dias

-

Hélder Postiga, no momento em que a bola é passada, está em posição incorrecta e beneficia dessa irregularidade, num lance em que teria de ser assinalado fora-de-jogo. O árbitro-assistente, pouco atento, não assinalou o fora-de-jogo que se impunha.

António Rola

-

Quando Yannick Djaló cabeceou a bola, Hélder Postiga estava fora-de-jogo. O árbitro-assistente ter-se-á iludido pela posição do guardião, porque normalmente é o último defesa e neste caso estava como penúltimo defesa e isso levou a que se enganasse. Erro grave com efeitos no resultado.

OUTROS CASOS

29'

Maykon comete falta sobre Rochemback?

43'

O lance entre Gavilán e Izmailov merecia punição técnica e disciplinar para o jogador azul?

48'

Elmano Santos esteve bem ao assinalar penálti sobre Hélder Postiga e punir Maykon com o cartão amarelo?

62'

O golo marcado por Yannick Djaló foi bem anulado?

Jorge Coroado

-

Rochemback foi empurrado. O árbitro, desatento, não assinalou o respectivo pontapé livre directo.

+

Não houve infracção de Gavilán, que chegou primeiro e jogou a bola. Depois, Izmailov meteu o pé entre as pernas do adversário recebendo um toque sem responsabilidade do opositor.

+Maykon, de forma incrível e irres-ponsável, qual aprendiz de futebolista, derrubou Hélder Postiga, em flagrante irregularidade punível com penálti e com cartão amarelo.

+

Djaló estava adiantado em relação ao penúltimo defensor e à frente da linha da bola. A indicação do assistente enquadra-se na lei 11.

Rosa Santos

+

Não há nenhuma falta sobre o jogador do Sporting.

+

Estou de acordo com o árbitro, pois não vejo qualquer infracção sobre Izmailov.

+

A grande penalidade é bem marcada, enquanto o cartão amarelo mostrado a Maykon é critério do árbitro.

+

Yannick Djaló está à frente da linha da bola e não tem dois jogadores adversários entre si e a baliza, por isso aceita-se o fora-de-jogo.

Soares Dias

+

Não há qualquer falta. O árbitro deixou seguir e bem, pois embora tenha havido contacto, não é o suficiente para ser considerado falta.

+

Não há motivo para que o árbitro tivesse agido quer técnica quer disciplinarmente. Esteve bem o árbitro ao deixar seguir o lance.

+

A grande penalidade é bem assinalada e por conseguinte nada há a dizer. O jogador do Sporting foi rasteirado e como tal impunha-se grande penalidade.

+

O lance é bem anulado, pois quando a bola é passada, Djaló está à frente da linha da bola. O fora-de-jogo é bem assinalado pelo árbitro-assistente.

António Rola

+

O lance é muito rápido e, pelo que dá a observar, o jogador do Belenenses ganha posição sobre Rochemback e carrega este no ombro de forma legal. Sendo assim, aceita-se a decisão do árbitro.

+

O jogador do Belenenses jogou primeiro a bola e depois atingiu Izmailov, sem que daí se justificasse qualquer sanção disciplinar.

+

Maykon, quando se encontrava em deslize pelo relvado, e já sem hipóteses de jogar a bola, toca na perna esquerda de Hélder Postiga e derruba-o na área, para grande penalidade. Bem o árbitro no aspecto técnico e disciplinar.

+

Sendo um lance de difícil julgamento, podemos observar, no entanto, que Yannick Djaló, no momento em que a bola lhe é passada, está em posição irregular. Bem o árbitro-assistente ao dar sinal da infracção.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Jornada 2 » Braga 0 - Sporting 1

Este leão entra logo a matar

MÁRIO DUARTE

A pagar a má imagem deixada pelas segundas linhas ante o colossal Real Madrid em jogo particular, manter a senda vitoriosa esta época e garantir uma vitória que assegurasse a liderança partilhada na Liga que querem resgatar a 24 de Maio de 2009 conseguindo, desde já, vantagem directa sobre os mais directos concorrentes - este era o objectivo do Sporting; surpreender, logo à partida, um adversário complicado, bem armado e com grande consistência defensiva, que partia para o sétimo jogo da época sem sofrer golos e a somar por vitórias os jogos disputados - esta era a fórmula. Os leões levaram três minutos a interpretá-la com sucesso, matando de início o carisma intacto com que as redes bracarenses, à guarda de Eduardo, se apresentavam e fintando o pecado repetido na temporada passada de dar meio jogo de avanço aos adversários: os leões entram para ganhar e conseguem chegar à vantagem num ápice - logo aos 3'.

O domínio madrugador do Sporting em Braga foi pouco menos que avassalador, com a dupla de ataque que arrecadou o título e a Taça UEFA em 2003 (Postiga e Derlei) a repetir uma enorme agressividade e o meio-campo disposto em losango a mostrar-se muito solidário, com as compensações a serem conseguidas em permanência e a circulação de bola a surgir fluente e certeira. O Braga dispunha-se num losango menos pressionante que o dos leões e "inclinado" para a direita, insistindo em Alan para a manobra ofensiva - a que Grimi e Izmailov, de resto, se opunham com propósito -, com Luis Aguiar a abusar da posse de bola... e consequente perda, dada a pressão imediata dos leões. O "desaparecimento" de Romagnoli e o alargamento da equipa de Jesus levou a maior domínio do Braga ao cair da primeira parte (Rui Patrício fez a primeira defesa aos... 45'+3').

O Braga surgiu na segunda parte com novo alento e com disposição reforçada para discutir o jogo. Paulo Bento trocou o "herói do jogo" (Postiga) pelo "herói da Taça" (Tiuí), Jesus respondeu com a troca de Matheus por César Peixoto e ganhou ainda maior propensão ofensiva. Com o lançamento de Mossoró e Rentería, entrou Miguel Veloso por Romagnoli, assumindo Moutinho a posição dez e Bento o pragmatismo de querer garantir um triunfo importante que os leões, mesmo com a expulsão de João Pereira (84'), fizeram por saber segurar, graças à raça de Derlei, à disponibilidade de Izmailov e à autoridade e experiência de Rochemback - e ao golo de Postiga, claro. O leão entrou a matar, teve a capacidade de sofrer por uma hora e resgatou a vitória ante um adversário muito complicado. É assim que se fazem os campeões...n

Ficha de Jogo:

Braga 0-1 Sporting

Estádio axa relvado excelente 16 424 mil espectadores >> Árbitro Bruno Paixão (AF Setúbal) Asssitentes sérgio lacroix e paulo ramos 4.º árbitro andré gralha

Treinador jorge jesus

Braga

1 Eduardo GR 5

47 João Pereira LD 4

5 Moisés DC 6

2 Rodriguez DC 6

6 Evaldo LE 5

17 Frechaut MD 6

30 Alan MO 6

99 Matheus MO a 57' 5

22 Luis Aguiar MO a 66' 6

29 Linz AV 5

19 Meyong AV a 66' 5

31 Kieszek GR

44 André Leone DC

13 Stélvio MD

7 Mossoró MO d 66' 4

21 César Peixoto AE d 57' 5

9 Paulo César AV

18 Rentería AV d 66' 4

amarelos 4' Luis Aguiar, 22' Evaldo, 62' João Pereira, 72' Moisés, 88' César Peixoto

vermelhos 84' João Pereira

Sporting

Treinador Paulo Bento

1 Rui Patrício GR 6

78 Abel LD 7

13 Tonel DC 6

12 Caneira DC 6

18 Grimi LE 6

28 João Moutinho MD 6

26 Rochemback MO 6

7 Izmailov MO 6

30 Romagnoli MO a 67' 5

11 Derlei AV a 86' 7

23 Postiga AV a 56' 7

16 Tiago GR

3 Daniel Carriço DC

8 Ronny LE

24 Miguel Veloso MD d 67' 5

10 Simon Vukcevic MO d 86' -

25 Pereirinha MO

22 Tiuí AV d 56' 4

Golos

[0-1] 3' Postiga

amarelos 9' Grimi, 36' Postiga, 38' Abel, 53' João Moutinho, 81' Miguel Veloso

vermelhos Nada a assinalar

SPORTING UM A UM

"Ninja" ainda parte pedra

Rui Patrício 6

Sem até aí ter feito uma única defesa, quase comprometeu ao tentar socar a bola, quando estava livre na sua pequena área para a agarrar, mas o lance não teve consequências (45'+4'). Na segunda parte, teve mais trabalho, mas esteve muito atento e correspondeu sempre bem.

Abel 7

Entrou, sem olhar a saudades, numa casa que bem conhece e arrombou-a logo de entrada: na sua primeira arrancada pela direita, sentou a concorrência no chão e assistiu Postiga para o 0-1. Simplesmente intransponível a defender num jogo a roçar a perfeição. Excelente.

Tonel 6

Tal como Caneira, esteve algo precipitado na saída com a bola dominada, mas foi incansável na sua zona de acção, ganhando lances atrás de lances e bloqueando as tentativas bracarenses de penetração com nervo e autoridade.

Caneira 6

Lançado para o centro-esquerda da defesa, face à ausência de Polga, esteve igual ao seu parceiro de sector, em especial na segunda metade. Nunca virou a cara à luta, e o triunfo arrancado a ferros deveu-se e muito à sua acção. Atirou ao lado aos 75'.

Grimi 6

Se, defensivamente, esteve ao seu nível, já na manobra atacante continua a ser useiro e vezeiro no "charuto" para a frente, numa já crónica precipitação. Ainda assim, o lateral-esquerdo argentino merece menção honrosa.

João Moutinho 6

Na noite do ponto final parágrafo da sua eventual saída no defeso, o capitão respondeu ao seu nível, lutando imenso num jogo de luta por definição. Moveu vigilância a Luis Aguiar. Passou para dez, quando saiu "Pipi", e esteve então mais em jogo, com mais bola, apesar de se continuar a desdobrar por todo o sector intermédio, invariavelmente com acerto.

Rochemback 6

Num jogo musculado, ao seu estilo, o 26 destruiu mais do que construiu. Marcou o ritmo do jogo a partir de segunda metade, quando emprestou garra, determinação, qualidade de passe e equilíbrio.

Izmailov 6

Apagado no primeiro período de jogo, o russo esteve discreto também na segunda parte... no capítulo ofensivo. Juntou-se ao espírito solidário da sua equipa e, se não foi brilhante noutras alturas, esteve intratável nas recuperações e foi importantíssimo.

Romagnoli 5

Deveras intermitente, apareceu a espaços e quase sempre sem gerar os desequilíbrios que lhe são habituais nos últimos 30 metros, mas louve-se-lhe a generosidade na forma como defendeu. Sem espanto, saiu aos 67 para dar lugar a Miguel Veloso.

Derlei 7

A triangulação que originou o primeiro dos leões foi entre o "Ninja" e Abel. Sempre intenso na Pedreira de Braga - apesar dos problemas físicos que acusou desde cedo, devido a pancadas -, o veterano já contava quatro faltas sobre os defesas contrários aos 20'. Correu feito louco por todo o campo, num exemplo de querer, de profissionalismo e de sacrifício.

Tiuí 4

Entrou tímido e não aproveitou uma distracção na área minhota aos 83'. Já nos descontos, perdeu tempo e espaço ao isolar-se, rematando ao lado.

Miguel Veloso 5

Lançado para travar o fresco Mossoró, consegui-o e ainda foi importante na forma como conteve a bola.

Vukcevic -

Entrou aos 86', para gáudio dos adeptos leoninos, mas sem tempo para algo fazer.

A FIGURA

HÉLDER POSTIGA 7
Seca de golos durava desde o dia 2 de Novembro!

Sem marcar no Campeonato desde 2 de Novembro de 2007 - quando, ainda pelo FC Porto, desfeiteou o Belenenses... de Jorge Jesus -, Postiga teve bela estreia a titular pelo Sporting. Numa entrada à leão, o avançado fez o golo que valeu três pontos aos 3'. Jogou, fez jogar e ainda defendeu com denodo. Saiu aos 56', é certo, mas fez a diferença, com Pinto da Costa a ver.

Vaiado por hábito

Bruno Paixão cometeu erros algo disparatados: interrompeu um lance de perigo iminente para mostrar amarelo a Evaldo, aos 22'; deixou seguir lances em que a bola já tinha saído; nas interrupções para que os jogadores fossem assistidos mostrou amarelos despropositados; e deixou outros no bolso, como o que se aconselhava a Rodriguez aos 59' após entrada sobre Derlei. Não cometeu, porém, erros capitais e não influenciou o resultado.





domingo, 24 de agosto de 2008

Jornada 1 » Sporting 3 - Trofense 1

Galopada parada por um fantasma

MÁRIO DUARTE

O Sporting teve uma entrada "à campeão" - marcou por Tonel logo aos 5', e um golo tão rápido, em início de Campeonato, não se via aos leões desde 1965 -, com os jogadores a corresponderem ao repto lançado por Paulo Bento para demonstrarem com actos a vontade anunciada de se sagrarem campeões. O desejo teve tradução fiel numa equipa mais forte do que o adversário e que não deixou que sobrassem quaisquer dúvidas sobre essa superioridade nem sobre a legitimidade em afirmarem-se crónicos candidatos ao título. A supremacia dos leões foi arrasadora na primeira parte, que terminou com uma vantagem inequívoca de três golos - e com Polga em inferioridade física. O reatamento deu-se com o estreante Trofense a ameaçar rebelar-se - como acabara a primeira metade, de resto: Ricardo Nascimento lança Zé Carlos em profundidade, o avançado ganha em velocidade sobre Polga, que o derruba quando o 9 da Trofa se preparava para entrar na área, na "cara" de Rui Patrício. Paulo Baptista expulsa o campeão do mundo que cumpria o seu 200.º jogo pelos leões e aponta... penálti (que seria convertido por Pinheiro, o primeiro a desfeitear Rui Patrício da marca de onze metros). A história do jogo era radicalmente adulterada por um erro crasso de avaliação do trio de arbitragem (foi o auxiliar Luís Ramos que deu a indicação para penálti): os leões, reduzidos a dez, viam perigar uma vantagem que prometia avolumar-se e, de uma goleada em perspectiva, viam-se na contingência de acautelar o eventual risco de empate, adoptando uma postura mais conservadora e defensiva.

Os leões mostraram a Paulo Bento e aos adeptos como querem resgatar o título de 2008/09. Aos 5', na sequência de um canto de Rochemback, Tonel surge nas alturas, ao primeiro poste, a cabecear fulgurante para o fundo da baliza. Depois, Rochemback, com uma "bomba" de livre, força Paulo Lopes a defesa de recurso com os punhos para a frente: Djaló faz a recarga de cabeça... à trave e Izmailov cabeceia para o 2-0. Pouco depois, um grande momento de futebol: Derlei ganha na raça à entrada da área e solta em Romagnoli, que assiste Yannick Djaló para um soberbo golo de calcanhar.

Os leões consumavam uma superioridade gritante com a abnegação de Moutinho e o seu entrosamento com Rochemback, que emprestava enorme capacidade de circulação de bola e movimentos de ruptura, tal como Romagnoli, que temporizava ainda o jogo. E havia ainda a cultura e disponibilidade táctica de Izmailov, irrepreensível a atacar e a defender, a raça de Derlei e o brilho e a velocidade de Djaló (que está, naturalmente, com o moral em alta). O Trofense ousava jogar no mesmo losango dos leões e era dizimado com três golos sem resposta: Toni emendou antes do intervalo (40'), tirou Areias e lançou Edu Souza, dispondo a equipa num 3x4x3 mais elástico e que deu asas a Hélder Barbosa (fez miséria sobre Abel).

Ficha de Jogo:

Sporting 3-1 Trofense

Estádio José de Alvalade

relvado razoável

25 645 espectadores

Árbitro paulo baptista (AF Portalegre)

Assistentes Luís tavares e luís ramos

4º árbitro Bruno Esteves

Sporting

Treinador Paulo Bento

1 Rui Patrício GR 6

78 Abel LD 4

13 Tonel DC 7

4 Polga DC 4

18 Grimi LE 5

28 João Moutinho MD 6

26 Rochemback MO 7

7 Izmailov MO 7

30 Romgnoli MO a 61' 6

20 Yannick Djaló AV a 81' 7

11 Derlei AV a 90'+1' 6

16 Tiago GR

5 Pedro Silva LD

3 Daniel Carriço DC

12 Caneira DC d 61' 5

25 Pereirinha MO d 81' 5

22 Tiuí AV

23 Postiga AV a 90'+1' -

amarelos 59' Abel

vermelhos 58' Polga

Trofense

Treinador Toni

1 Paulo Lopes GR 4

30 Zamorano LD 4

4 Valdomiro DC 3

17 Milton do Ó DC 3

3 Areias LE a 40' 3

77 Mércio MD 5

16 Pinheiro MO a 70' 4

6 Delfim MO 4

10 Ricardo Nascimento MO 6

8 Lipatin AV a INT 4

7 Hélder Barbosa AV 6

27 Vitor GR

49 Miguel Ângelo DC

12 Tiago Pinto LE

5 Edu MD

20 Edu Souza AD a INT 4

21 Rui Borges MO a 70' 3

9 Zé Carlos MD a 40' 6

Golos

[1-0] 5' Tonel

[2-0] 24' Izmailov

[3-0] 28' Yannick Djaló

[3-1] 60' Pinheiro g.p.

amarelos 16' Areias, 23' Milton do Ó, 50' Valdomiro, 73' Ricardo Nascimento , 80' Delfim

vermelhos Nada a assinalar

Lances-chave

Sporting

5' [1-0] Canto do lado direito do ataque do Sporting. Rochemback levanta para a zona do primeiro poste, onde surge Tonel, fulgurante, a furar a marcação e a cabecear para o fundo das redes. Segundo medição feita pelos meios técnicos da Sport TV, o cabeceamento do defesa-central levou a bola a atingir uma velocidade de 96 km/h.

24' [2-0] Ligeiramente descaído para a direita, a cerca de 22 metros da baliza, Rochemback, na marcação de um livre directo, larga uma "bomba". Paulo Lopes defende por instinto... Na recarga, Yannick Djaló atira de cabeça à barra. A bola sobra para outro cabeceamento: Izmailov não perdoa.

28' [3-0] Excelente jogada do ataque do Sporting. Sobre a direita, depois de fazer um carrinho para recuperar a bola, Derlei percebe a entrada de Romagnoli pelo corredor direito e lança-o a rasgar a linha defensiva do Trofense. "Pipi", em corrida, levanta a cabeça e serve a finalização de Yannick Djaló, que, à entrada da pequena área, bate Paulo Lopes com um brilhante toque de calcanhar.

46' Romagnoli, à entrada da grande área, atira forte, mas ao lado da baliza.

56' Num livre directo, Rochemback chuta outra vez com muita força, mas, desta feita, Paulo Lopes consegue segurar a bola.

87' Izmailov, depois de, com uma pequena simulação, tirar Delfim da frente, dispara forte, de pé direito. Só não dá golo porque Paulo Lopes está bem posicionado e sacode para a frente.

Trofense

41' Ricardo Nascimento, próximo da grande área, flecte da esquerda para o meio e remata. Rui Patrício defende, em esforço, para a frente. Zé Carlos insiste... para nova defesa do guarda-redes leonino.

60' [3-1] Pinheiro, na transformação de uma grande penalidade, atira para o lado direito, enquanto Rui Patrício voa para a esquerda.

76' Rui Patrício estira-se para defender um tiro frontal de Zé Carlos.

O Sporting um a um

RAFAEL TOUCEDO

Mais um sete com alma de campeão

Rui Patrício 6

À quarta grande penalidade - contra - na sua ainda curta carreira de sénior, não conseguiu impedir o golo adversário. Ocorreu aos 60 minutos, num desafio no qual o internacional luso começou descansado, mas acabou com muito trabalho e nervosismo. Aos 76 minutos, com uma boa estirada, evitou que o Trofense se aproximasse no marcador.

Abel 4

O extremo do Trofense Hélder Barbosa, que actuou sobre o flanco direito leonino, fez do lateral gato-sapato... Defensivamente, sentiu imensas dificuldades (aos 43 minutos, depois de ser ludibriado em zona perigosa, Tonel evitou o pior...), e no plano ofensivo raramente conseguiu dar apoio consistente ou fazer a diferença.

Tonel 7

Marcou na estreia no Campeonato pela segunda temporada consecutiva, com um cabeceamento poderoso que alcançou os 96 km/h. Empolgou-se e acabou por ser o grande esteio defensivo da equipa... roubando o estatuto a Polga.

Polga 4

Era sem dúvida um jogo especial para o central, pois passou a ser um dos bicentenários da história do clube (somou 200 jogos oficiais), mas estragou a festa. No último lance da primeira parte, lesionou-se, foi assistido, mas dada a ocasião continuou em campo - mal, dadas as limitações que evidenciava - e "sem pernas"... cometeu falta clara e foi expulso.

Grimi 5

Deu pouco nas vistas, mas foi eficaz na sua principal missão: defender o lado canhoto. A atacar foi precipitado na hora de entregar a bola aos colegas, tentando sempre o cruzamento de primeira.

João Moutinho 6

Com Rochemback e Romagnoli em campo, torna-se num jogador mais "vulgar", com menos influência na equipa. Ovação... só mesmo antes do jogo quando mostrou a Supertaça.

Rochemback 7

Mesmo sem fazer um jogo brilhante do ponto de vista exibicional, a sua capacidade de "mexer" com a equipa é enorme. Teve influência nos dois primeiros golos da equipa, que surgiram após a transformação de bolas paradas.

Romagnoli 6

É sem discussão o jogador do meio-campo mais limitado tacticamente, mas mostrou uma nova faceta, que seguramente agradou a Paulo Bento: para além da técnica desequilibradora, o argentino foi de uma entrega defensiva notável. Fez a assistência para o golo de Djaló (28') e foi o jogador sacrificado a ser substituído para equilibrar a equipa com a expulsão de Polga.

Yannick Djaló 7

É o homem-golo do Sporting neste arranque de temporada. Depois de facturar contra os dois grandes (com o Benfica em jogo não oficial), voltou a marcar com um toque subtil e espectacular... de calcanhar! Saiu aos 81' e até já ouviu um cântico das claques em seu nome.

Derlei 6

Deu muita luta, como é costume, mas não dispôs de grandes oportunidades de marcar. Participou na jogada do 3-0.

Caneira 5

Entrou para equilibrar a equipa, que estava reduzida a dez unidades por expulsão de Polga, e suster o ímpeto ofensivo do Trofense. Cumpriu com eficácia.

Pereirinha 5

Poucos minutos em campo, mas suficientes para criar duas situações de golo, uma das quais provocada por um tiro de fora da grande área, em posição frontal.

Hélder Postiga -

Entrou para queimar tempo, já nos descontos.

A ESTRELA

RT

Izmailov 7

O arranque da Liga não podia ter sido melhor para o médio russo Izmailov. Depois de uma época de adaptação, sem férias, o camisola 7 dos leões surge em 2008/09 como um dos indiscutíveis de Paulo Bento, e ontem justificou esse estatuto com uma exibição perfeita, em todos os aspectos de jogo: a defender, a construir e a atacar. Revelou grande concentração e uma cultura táctica de grande nível... mas essas características mais defensivas e colectivas não o limitaram em situações ofensivas, demonstrando que - tal como se "anunciava" quando foi contratado - sabe atacar, e bem, "rompendo" quer em velocidade, quer com a bola junto ao pé, em dribles objectivos. Aos 24', marcou o 2-0, numa jogada de insistência do Sporting, com um cabeceamento certeiro. Perto do final do jogo ia bisando, mas Paulo Lopes evitou números mais expressivos.

O Tribunal de O JOGO

Penalti mal assinalado e expulsão de Polga acertada

Paulo Baptista não entrou com o pé direito na Liga Sagres, muito por culpa do colega de equipa Luís Ramos. A grande penalidade contra os leões foi, na opinião do painel de ex-árbitros de O JOGO, mal assinalada, sendo que a expulsão de Polga merece aprovação. O juiz de Portalegre errou ainda na avaliação de um lance protagonizado por Abel dentro da sua grande área. O lateral leonino fez jogo perigoso, faltou o livre indirecto. No capítulo disciplinar, a divisão de opiniões é evidente.

Momento mais complicado
58'

Polga faz falta sobre Zé Carlos passível de grande penalidade? Exibição do cartão vermelho é correcta?

Jorge Coroado

-

De modo algum se justificou a grande penalidade. A falta foi efectiva, porém, cometida bem antes de chegar à área de rigor, inclusive, os jogadores desembaraçaram-se fora dessa zona. Foi um equívoco do assistente Luís Ramos, corroborado com menor concentração do árbitro.

Rosa Santos

-

Penso que houve dois erros. A grande penalidade é inexistente, pois a falta é fora da grande área. Motivo, portanto, para livre directo. O cartão vermelho é exagerado porque os jogadores não estavam enquadrados com a baliza, pelo que Polga só devia ter visto o cartão amarelo.

Soares Dias

-

Cartão vermelho e expulsão são correctos, porque Polga é o último defesa leonino. A grande penalidade, contudo, não deveria ter sido assinalada. A falta foi efectuada fora da área de grande penalidade.

António Rola

-

Polga faz falta sobre o adversário dois metros fora da área de grande penalidade, logo o árbitro, ao sancionar a grande penalidade, cometeu um erro grave e se a indicação foi dada pelo árbitro assistente, este teve uma indicação desajustada em relação à realidade do lance. Quanto à exibição do cartão vermelho, sendo rigoroso, aceito a decisão do árbitro.

Outros casos

19'

Entrada violenta de Valdomiro sobre Grimi justificava sanção disciplinar?

31'

Pinheiro atinge, com a sola, Romagnoli. Exigia-se a exibição do cartão vermelho?

73'

Abel faz jogo perigoso dentro da sua grande área antes do remate de Ricardo Nascimento?

78'

Tonel está em posição irregular após o cruzamento de Leandro Grimi?

Jorge Coroado

-

A forma destemida e desprovida de respeito pela integridade do adversário justificava adequada sanção disciplinar, que, a suceder, e pelo rigor anunciado, seria cartão vermelho.

-

São faltas que o código do jogo prevê e determina que sejam punidas exemplarmente, o que não aconteceu. Deveria ter sido exibido o cartão vermelho.

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Abel levantou o pé e fez um movimento justificativo de livre indirecto por jogo perigoso.

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Não parece que Tonel esteja em posição irregular, se bem que a dúvida persista. Atribui-se o benefício a quem dela mais merece.

Rosa Santos

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Parece-me que há falta, talvez o cartão amarelo se justificasse e nada mais do que isso.

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Penso que o árbitro esteve bem na avaliação que fez do lance.

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Jogador do Trofense, Ricardo Nascimento, reclama com alguma razão, apesar de a perder por o ter feito daquela forma. Existe jogo perigoso de Abel. Cartão amarelo é justo pelos protestos.

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Embora seja difícil avaliar, parece-me que, quando Grimi cruza, Tonel já está em posição irregular.

Soares Dias

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Árbitro esteve bem ao não sancionar disciplinarmente a falta.

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Entrada complicada de Pinheiro. Os árbitros têm de ter atenção, pois este tipo de lances coloca em causa a integridade física dos atletas. Estas entradas devem ser sancionadas com cartão vermelho.

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Há jogo perigoso de Abel dentro da sua grande área. Contudo, o jogador do Trofense, no caso Ricardo Nascimento, não pode reclamar daquela forma. Justificou a exibição do cartão amarelo.

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É um fora de jogo complicado de analisar. Não se devia ter marcado a infracção, pois, como diz a lei, em caso de dúvida, o benefício é dado a quem ataca.

António Rola

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O jogador do Trofense, sem hipótese de jogar a bola, atingiu o adversário com uma joelhada na perna que deveria ter sido sancionada técnica e disciplinarmente, o que não aconteceu.

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Pinheiro fez jogo perigoso activo sobre o oponente e esteve bem o árbitro ao sancionar este tecnicamente pela infracção.

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Sim, no momento em que o jogador do Trofense tenta jogar a bola, Abel fez pé em riste pelo que o árbitro deveria ter sancionado falta contra o Sporting. Aliás, Ricardo Nascimento acaba por ser advertido, e bem, por achar que tinha razão.

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Sendo um lance de difícil julgamento, através das imagens televisivas, é possível verificar que Tonel estava em linha com o penúltimo defesa do Trofense. Sendo assim, julgamento errado do árbitro assistente.

Transcrição de http://www.ojogo.pt/24-185/artigo742176.asp

1-0 Tonel 4' // 2-0 Izmailov 24' // 3-0 Djalo 28'
3-1 Pinheiro (Pen) 60'


Resumo