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sábado, 27 de setembro de 2008

Jornada 4 » Benfica 2-0 Sporting

Peito feito, peito desfeito

JOSÉ MANUEL RIBEIRO

Se houve ou não peito feito do Sporting no jogo de ontem, como Quique Flores pensou ter percebido no discurso de Paulo Bento, talvez só a análise a um ou outro jogador possa dizer ao certo, mas houve um peito desfeito: o do candidato que perdeu na Luz setenta por cento do ar que trazia dentro. E é justo concluir também que não se limitou a perder, também ganhou: um adversário para o título com que nem ele nem talvez ninguém, excepto alguns benfiquistas, estivesse realmente a contar.

Sete jogadores do onze inicial do Benfica chegaram esta época. Dois jogadores do Sporting, sendo um deles Rochemback - que é tão novidade para o Sporting como João Moutinho - não estavam na equipa do ano passado. Desta diferença fundamental, juntando-lhe treinador novo e uma dupla de centrais com 19 anos, partia o dérbi. Isso toda a gente sabia; o que não se podia esperar é que fosse ela, a diferença, a partir o dérbi. Pela espinha.

Preferindo Postiga a Derlei, talvez por poder esperar mais velocidade do primeiro, Paulo Bento apontou, literalmente, ao espaço entre Sidnei e Miguel Vítor. Aos trinta segundos, Miguel Veloso já estava a arremessar Djaló, como um torpedo, entre os dois miúdos. O golo esteve a um metro e meio de distância, uma aproximação que, durante quase toda a primeira parte, se foi encurtando e alargando, em desafio às capacidades ainda verdinhas dos dois centrais.

Batia tudo certo com o esperado: as fraquezas do Benfica, a maturidade do Sporting, capaz de fazer cálculos e montar estratégias, e o que os novos recrutas de Quique iam, apesar de tudo, fazendo de bom estragado pelo nervosismo de quem não tem quatro pontos e três de memórias comuns a fortalecer a confiança.

Até Nuno Gomes (19'), o jogador em campo com mais dérbis, conseguiu tocar numa bola de golo feito e atirá-la para uma direcção que a física deve considerar impossível. Mas até ele, nesta equipa, é outra vez um rapazinho, que Quique tem de cuidar, colocando, por exemplo, todo o banco em aquecimento, para esconder que prepara a entrada de Aimar, a todo o instante.

Dentro deste quadro de inquietação por um lado e calculismo pelo outro, a primeira parte acelerou à entrada, baixou um pouco o ritmo depois de uns dez minutos muito animados e foi caindo, embora nunca abaixo de um nível agradável. Um penálti, nos descontos da primeira parte, teria feito a diferença, se o puxão de Postiga a Yebda não tivesse escapado a Duarte Gomes.

E então, o caso. Ou melhor, a rolha. Quique Flores trouxe uma rolha do intervalo para aquele espaço exacto, entre Miguel Vítor e Sidnei, que Paulo Bento pusera no centro do plano. Uma rolha grega, Katsouranis, que acabou por pesar como chumbo. O Sporting descompôs-se, como se não estivesse preparado para fazer mais nada. É engraçado que, quando o Benfica marcou o seu golo - já bem dentro do período de controlo do jogo -, Derlei estivesse justamente ao lado do quarto árbitro para entrar. Já desorientada por ter perdido aquela lebre que o treinador lhe dera a cheirar com tanta insistência, a equipa do Sporting não conseguiu ganhar nada com Derlei, nem com os seguintes Liedson e Pereirinha. Um aperto final servirá só para alegrar as crónicas. Nessa altura o Benfica ganhava não um, mas dois a zero, da pior maneira: no jogo dos centrais de dezanove anos, o resultado calcificou num lance em que a dupla mais rodada do campeonato - Polga e Tonel - ficou enterrada na relva a ver o quase adolescente Sidnei cabecear. Um soco nos queixos dói sempre mais quando é de baixo para cima e ontem era o caso. Talvez não volte a ser.

Benfica 2-0 Sporting

Estádio da Luz

relvado excelente

60.022 espectadores

Árbitro Duarte Gomes

Assistentes Bertino Miranda e José Lima

4º árbitro Jorge Sousa

Treinador Quique Flores

12 Quim GR 6

14 Maxi Pereira LD 6

28 Miguel Vítor DC 7

27 Sidnei DC 7

25 Jorge Ribeiro LE 5

15 Rúben Amorim MO a int 5

24 Carlos Martins MO 6

26 Yebda MD 7

6 Reyes MO a 75' 8

21 Nuno Gomes AV a 59' 6

7 Cardozo AV 6

-

1 Moreira GR

8 Katsouranis MD d int 7

5 Léo LE

18 Binya MD

20 Di María AE d 75' 4

10 Aimar AV d 59' 6

19 Makukula AV

Golos

[1-0] 67' Reyes[2-0] 72' Sidnei

amarelos nada a assinalar

vermelhos nada a assinalar

Treinador Paulo Bento

1 Rui Patrício GR 5

78 Abel LD a 73' 4

13 Tonel DC 5

4 Polga DC 4

18 Grimi LE 5

24 Miguel Veloso MD 6

26 Rochemback MO 3

28 João Moutinho MO 4

30 Romagnoli MO a 73' 5

20 Djaló AV 4

23 Postiga AV a 68' 5

-

16 Tiago GR

5 Pedro Silva LD

3 Carriço DC

6 Adrien MD

25 Pereirinha MO d 73' 4

11 Derlei AV d 68' 4

31 Liedson AV d 73' 4

amarelos 74' Pereirinha; 87' Grimi; 90' Moutinho

vermelhos nada a assinalar

Lances-chave

Benfica

2' Cardozo responde ao impulso inicial do Sporting com um pontapé de meia-distância para experimentar Rui Patrício.

3' Volta Cardozo, agora com uma grande abertura para Rúben Amorim, que fica com a direita só para ele. Sporting em sarilhos.

13' Cardozo, para outro pontapé. Ao lado.

16' Reyes entusiasma-se e entra em dribles na área do Sporting. Até sair pela linha de fundo.

19' Perfuração de Maxi Pereira, imparável pela direita. Segue-se um cruzamento rasteiro e tenso, a que Nuno Gomes chega, para desviar, desafiando a física, para fora.

24' Sidnei tira, dos pés de Postiga, mais uma insistência pelo meio.

35' Reyes, de recarga, na sobra de um pontapé de canto.

45' Reyes e uma intercepção falhada de Tonel deixam Cardozo sozinho. Veloso corta o cruzamento seguinte, apontado a Nuno Gomes.

45+2' Penálti. Postiga puxa o braço de Yebda na área do Sporting. Duarte Gomes não vê.

51' Dois lances: primeiro Cardozo, na área, controlando a bola e rodando para o remate à meia-volta, que Patrício defende; depois Carlos Martins, de bazuca. Para fora.

72' [2-0] Carlos Martins encarrega-se do livre na direita, Polga e Tonel desencarregam-se de Cardozo, e Sidnei, no poste esquerdo. O brasileiro salta, cabeceia e sai a festejar como louco.

Sporting

1' O Sporting diz ao que vem: Miguel Veloso, com um passe longo, deflagra Djaló entre os centrais do Benfica, facilmente ultrapassados. E Djaló aponta às nuvens quando tinha apenas Quim pela frente.

5' Romagnoli no arremesso de Djaló, outra vez entre os centrais. Não chega à bola.

15' Canto, por Miguel Veloso, na direita. Postiga, incomodado ao segundo poste, cabeceia, em desequilíbrio, para fora, rente ao poste.

21' Quim defende, para canto, um bom remate de Postiga, que fez levantar os adeptos leoninos nas bancadas.

43' Remate forte de Rochemback, na esquina da área, pela esquerda, depois de um passe de calcanhar de Postiga. A bola, perigosa, é desviada para canto.

24' Sidnei tira, dos pés de Postiga, mais uma insistência pelo meio. Na hora certa.

47' João Moutinho, remata em força, de fora da área. Quim defende, mas deixando à bola à mercê de quem chegar primeiro. Um colega, no caso.

50' Desvio alto de Veloso, na área do Benfica.

57' Passe exemplar de Rochemback soltando Moutinho nas costas de Jorge Ribeiro. A jogada perde-se adiante.

82' Bomba de Veloso. Mais força do que perigo.

90+2' Djaló invade a área, em fúria, pela direita. O pontapé violento encontra Quim no caminho que segura o nulo na sua baliza.

O Benfica um a um

Sidnei não tem só pinta de Ricardo Gomes...

SÉRGIO ANDRÉ

Quim 6

Tranquilidade absoluta, excepção feita a um remate de João Moutinho (47'), em que deixou a bola fugir para a frente. As luvas não pesaram e a defesa agradeceu. Desfez todos os lances na sua área de jurisdição, demonstrando que os recentes lapsos já pertencem ao passado. Aos 21', sacudiu bem um remate de Hélder Postiga, aos 49', um de Moutinho, e na parte final do desafio superiorizou-se a Miguel Veloso e Djaló

Maxi Pereira 6

Contou com a preciosa ajuda de Rúben Amorim durante a primeira parte, e isso permitiu-lhe espreitar o ataque em duas ou três ocasiões, com destaque para um lance aos 19' em que deixou Nuno Gomes na cara do golo, mas o avançado não aproveitou. Muito raçudo, meteu sempre o pé, até doer (com lealdade), sempre para ganhar.

Miguel Vítor 7

Quique não gosta de "fazer peito", mas nesta altura tem de dar alguma margem ao jovem central, pois este tem razões mais do que justificadas para andar vaidoso pela portentosa exibição de ontem. Depois de um início complicado com as entradas de rompante de Postiga e Djaló (sempre no limite do fora-de-jogo), foi ganhando confiança, terminando o jogo em grande nível. Ajudou o treinador a subir mais uns pontos no ranking. Afinal, Quique tinha razão na aposta que fez.

Sidnei 7

Diz-se que tem pinta de Ricardo Gomes, mas, decididamente, não é só a pinta... Tal como o colega de sector, sentiu problemas no início perante a velocidade dos homens mais avançados do Sporting, mas rapidamente encontrou a solução para os travar, num misto de garra e classe (sem recurso a muitas faltas), como foi bem visível aos 24' e 29', roubando o ouro a Postiga. Segurou a equipa na primeira parte e deu-lhe tranquilidade com o golpe letal de cabeça.

Jorge Ribeiro 5

O elemento mais tímido da equipa. Ficou quase sempre a meio do caminho... Esteve quase lá, mas... faltou mais qualquer coisa. Tremeu um pouco e não se aventurou nada nos lances ofensivos, mas também a sua prioridade era defender...

Yebda 7

O camisola 26 foi de uma eficácia tremenda, dos poucos que conseguiram anular as investidas do adversário a meio-campo durante a primeira parte. Ganhou claramente o duelo com os médios adversários e ainda serviu bem os companheiros no ataque. Muito forte fisicamente, permitiu alguma liberdade a Carlos Martins.

Carlos Martins 6

Protegeu-se em demasia durante toda a primeira parte, recuando muito no terreno para não ser surpreendido pela rapidez do meio-campo contrário na transposição do jogo para o ataque. Foi mais combativo e lutador do que organizador. Na segunda metade, mudou completamente. Aliás, derivou para o lado direito tornando-se muito mais perigoso frente aos antigos colegas.

Rúben Amorim 5

Muito bem tacticamente. Interpretou na perfeição os princípios básicos do futebol, passando quase sempre bem a bola e compensando com inteligência as subidas dos colegas no terreno. Saiu ao intervalo.

Nuno Gomes 6

Tarefa ingrata, muito difícil. Quase não esteve em jogo durante a primeira parte, mas subiu muito na segunda, tendo criado alguns problemas a Polga e Tonel. Aliás, estava a viver o melhor momento quando foi substituído. Falhou um golo à boca da baliza e poderia estar agora a gozar o estatuto de melhor marcador da equipa nesta altura.

Cardozo 6

É verdade que falhou alguns passes e, em determinados momentos, até pereceu displicente. No entanto, batalhou do primeiro ao último minuto e não virou a cara à luta, suando a camisola.

Katsouranis 7

A sua entrada mudou o jogo. Perdeu o lugar de central, mas poderá ter readquirido a sua posição no meio-campo. O jogo mudou, porque deu outra consistência ao sector intermediário e fechou a zona onde os centrais benfiquistas sentiram mais dificuldades na primeira metade do desafio. O Benfica começou a ganhar aí o jogo.

Aimar 6

Entrou com ganas, tabelou com Reyes para o primeiro golo e mordeu a língua para roubar bolas ao adversário na parte final do desafio.

Di María 4

Escondeu bem a bola.

O Sporting um a um

Só Veloso conseguiu brilhar na Luz

ANTÓNIO BERNARDINO

Rui Patrício 5

Uma primeira parte tranquila, onde raramente foi chamado a intervir, limitando-se a seguir o jogo com atenção. No período complementar teve mais trabalho, mostrando as suas qualidades perante uma bomba de Jorge Ribeiro (47') e um livre de Carlos Martins (70'). Não tem qualquer responsabilidade nos golos de Reyes e Sidnei.

Abel 4

Sentiu algumas dificuldades perante Reyes. O virtuosismo do internacional espanhol deu-lhe muito trabalho e o golo do camisola seis acaba por surgir na sua zona de acção.

Tonel 5

Quase a terminar a primeira parte, teve uma acção menos conseguida sobre Cardozo, falhou o tempo de intercepção, deixando o paraguaio fugir pelo lado direito da área. Um lance que ilustra uma exibição menos conseguida, que melhorou no segundo tempo, mas ainda assim longe daquilo que costuma apresentar.

Polga 4

Foi batido por Sidnei no segundo golo, num lance onde o defesa encarnado nem sequer foi obrigado a saltar. Um erro grave do defesa leonino, na sequência de um pontapé de canto, que acabou por sentenciar a partida. Curiosamente, até então, estava a exibir-se num plano positivo.

Grimi 5

Um início de jogo algo nervoso. Contudo, recompôs-se rapidamente, acabando por ter uma boa actuação. Sóbrio a defender, procurou apoiar o ataque, como aconteceu aos 21', altura em que serviu Postiga, após bom lance individual pelo flanco. Surgiu algumas vezes na zona central do terreno, anulando iniciativas encarnadas. Aos 63', tentou surpreender Quim com um cruzamento "venenoso".

Miguel Veloso 6

O melhor jogador do Sporting no dérbi de ontem. Inteligente a pautar o ritmo do jogo, forte na interpretação das movimentações adversárias, ganhando muitos duelos no meio-campo. A sua visão de jogo e qualidade de passe foram um ponto de referência desde os primeiros instantes, sobressaindo um passe soberbo (2'), que isolou Djaló. Destaque ainda para uma intervenção providencial dentro da área (45'), evitando que um passe de Cardozo encontrasse o pé esquerdo de Nuno Gomes.

Rochemback 3

É um jogador determinante na engrenagem leonina, pelo que, quando actua abaixo das suas capacidades, a equipa ressente-se. O Sporting necessitava de um Rocha autoritário e dinâmico, predicados que lhe vimos a espaços. Demasiado estático, pouco interventivo, acabou por ser uma unidade em sub-rendimento. No lance do golo de Reyes estava perto do espanhol, mas foi demasiado lento a reagir.

João Moutinho 4

Ontem mais adiantado no terreno, o capitão leonino esteve longe de deslumbrar. Não teve muitas oportunidades para armar o jogo, foi menos combativo que o habitual e raramente soube fazer a diferença. A excepção aconteceu aos 49', num movimento da esquerda para o centro, culminado com um remate que Quim defendeu com destreza.

Romagnoli 5

Procurou criar espaços de ruptura no zona defensiva do Benfica, foi dos poucos a tentá-lo, mas nem sempre foi eficaz. Logo no período inicial tem dois lances (4' e 5') em que gerou de-sequilíbrios, mas sem efeitos práticos para o ataque da formação visitante. Foi perdendo clarividência com o passar do tempo, acabando por ser substituído aos 72'.

Yannick Djaló 4

Começou o jogo em alta-voltagem, surgindo na cara de Quim logo aos 2', mas desperdiçou a oportunidade. A sua velocidade criou calafrios a Miguel Vítor e Sidnei na fase inicial, mas as suas acções foram perdendo expressão com o passar dos minutos. Só voltou a dar um ar da sua graça no último minuto, com um remate que Quim defendeu com dificuldades.

Postiga 5

Aposta de Paulo Bento para o onze, fez uma primeira parte de bom nível, lutando muito na frente de ataque verde e branca, o que valeu alguns livres ao Sporting. Aos 15', surgiu bem posicionado ao segundo poste, após canto de Veloso, mas o cabeceamento saiu ao lado da baliza encarnada, evidenciando-se depois, aos 21', com um remate de fora da área, após boa recepção, a que Quim correspondeu com excelente intervenção. No segundo tempo, esteve menos activo e acabou por ser rendido por Derlei.

Derlei 4

Procurou dar mais dinâmica à frente de ataque.

Pereirinha 4

Colocado no lado direito da defesa, no lugar de Abel, tentou imprimir maior velocidade ao flanco, mas não sobraram ocasiões para ameaçar as águias.

Liedson 4

Saúda-se o seu regresso à competição, cinco meses depois do último jogo, tentando assustar os velhos rivais. Faltou-lhe tempo e... serviço de qualidade.

A ESTRELA

Reyes 8

Agora, até têm um trivelas... e explode!

Quique lançou-lhe o desafio, dizendo que ou explode ou estagna, e o jogador espanhol parece decidido a vencer a batalha para, de uma vez por todas, demonstrar todo o seu valor. Não fez um jogo constante, andou pela esquerda e pela direita, movimentou-se bem, tentou defender e, aos 67', viveu o seu grande momento, num remate de trivela, depois de uma tabelinha com Aimar, que só parou no fundo das redes de Patrício. Um lance genial que praticamente decidiu o jogo. Afinal, não é isso que Quique lhe pede?

O Tribunal de O JOGO

Penálti não assinalado mancha dérbi

Embora tenha tido apenas um lance alvo de maior polémica em toda a partida, o desempenho da equipa de arbitragem liderada por Duarte Gomes acabou por acumular vários erros, embora nem todos fossem decisivos. Na opinião do Tribunal d'O JOGO, havia, de facto, lugar à marcação do castigo máximo, punindo falta de Hélder Postiga sobre Yebda, aos 45'+2'. Nos restantes lances, apenas o fora-de-jogo mal assinalado ao avançado do Sporting, Derlei, aos 82', merece a unanimidade do painel de ex-árbitros.

Momento mais complicado
45'+2'
Yebda reclama falta de Postiga dentro da área de rigor. Havia motivo para assinalar penálti?

Jorge Coroado

-

Hélder Postiga, com ambas as mãos, puxa o braço direito de Yebda, cometendo falta passível de grande penalidade, e o árbitro, no terreno, pela forma como o jogador do Benfica se movimentou, terá dado a ideia de que era este a apoiar-se no jogador do Sporting.

Rosa Santos

-

Yebda jogou a bola com a mão, mas o que é certo é que foi Hélder Postiga que o puxou pelo braço de forma ostensiva, e por isso deveria ter sido assinalada uma grande penalidade contra o Sporting, e a Hélder Postiga sido exibido o cartão amarelo.

Soares Dias

-

No momento em que o lance ocorre, fiquei com a sensação de que não havia falta, mas, nas imagens televisivas, é possível observar que há falta para grande penalidade. Hélder Postiga agarra Yebda. Talvez o árbitro não estivesse na melhor posição para ver o lance. Mas é uma má decisão.

António Rola

-

Hélder Postiga, de uma forma intencional, puxou o braço de Yebda, impedindo este de jogar a bola. Sendo a falta cometida dentro da grande área, era grande penalidade. Ficou, assim, por sancionar um castigo máximo contra o Sporting.

Outros casos

31'

Um centro de Nuno Gomes a bola bate no braço de Polga. Bola na mão ou mão na bola?

32'

Reyes sofre uma entrada dura de Rochemback. Ficou o cartão amarelo por mostrar?

70'

Numa entrada mais ríspida, João Moutinho faz falta sobre Reyes. Deveria o árbitro ter mostrado cartão amarelo?

82'

Foi correcta a decisão do juiz assistente ao assinalar um fora-de-jogo a Derlei?

Jorge Coroado

-

Polga movimentou o braço esquerdo deliberadamente para alterar a trajectória da bola. Justificava-se o pontapé livre directo e o cartão amarelo, o que não sucedeu.

-

O comportamento de Rochemback sobre Reyes indicava que o árbitro deveria mostrar o cartão amarelo. Tal não sucedeu.

-

João Moutinho foi excessivo na combatividade que colocou no lance e devia ter visto o cartão amarelo. Um jogador que, embora seja correcto, é recorrente neste tipo de lances esta época.

-

Intervenção desajustada do árbitro-assistente, embora se compreenda que a movimentação dos jogadores tenha conduzido ao erro.

Rosa Santos

-

É uma mão claríssima. A bola bate no braço do Polga, e o árbitro deveria ter assinalado falta contra o Sporting. Decisão errada por parte de Duarte Gomes.

+

É uma entrada por trás do Rochemback sobre o Reyes, mas não é merecedora de cartão amarelo. É um lance ríspido, mas dentro das leis de jogo.

-

Era uma falta merecedora de cartão amarelo. João Moutinho não foi admoestado nesse lance, mas acabou por sê-lo mais tarde.

-

Pode-se ver que o Derlei está, no máximo, em linha com o penúltimo defesa do Benfica. Em caso de dúvida, o benefício é de quem ataca.

Soares Dias

+

A bola vai à mão. É o lance característico de bola na mão, e não o inverso e, como tal, não há lugar à marcação de falta. Para além disso, o centro é efectuado a uma curta distância e com alguma força.

+

Rochemback, de facto, faz falta sobre Reyes. Mas, no meu entendimento, não é motivo para que o árbitro tivesse agido disciplinarmente.

+

É uma falta normalíssima. Não havia quaisquer motivos para que o árbitro agisse disciplinarmente sobre João Moutinho.

-

Pelas imagens televisivas, é um fora-de-jogo mal assinalado. Mas é um lance muito rápido, e, assim sendo, dou o benefício da dúvida ao assistente.

António Rola

-

Polga faz um gesto com o braço esquerdo e impede que a bola seja cruzada. Ficou por marcar um livre directo e a exibição do cartão amarelo a Polga. Um lance que estava na área de jurisdição do árbitro assistente.

+

Dado que até essa altura do jogo, o árbitro adoptou um critério largo no aspecto disciplinar, e porque o jogador do Sporting teve intenção de jogar a bola, aceito a decisão.

+

Aqui ainda o árbitro estava com o seu critério bastante alargado no aspecto disciplinar e, porque a falta de João Moutinho não colocou em perigo a integridade física do adversário, aceito que tenha ficado somente pela sanção técnica.

-

No momento do passe, Derlei estava em posição regular. Se o árbitro-assistente deu a indicação de fora-de-jogo neste lance, teve uma má interpretação nas leis do fora-de-jogo.

Golos da Partida

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Jornada 3 » Paços de Ferreira 3-4 Benfica

Quique tem motivos para se preocupar

JOÃO ARAÚJO

O Benfica estreou-se a ganhar no campeonato e, mais do que isso, em jogos oficiais na presente temporada, depois dos empates com Rio Ave e FC Porto, para a Liga Sagres, e a derrota em Nápoles, para a Taça UEFA. Mas, e ao contrário do que afirmou anteontem, Quique Flores tem mesmo motivos de preocupação. É verdade que já não passam pela diferença pontual, uma vez que ontem seria impossível tirar maior partido em termos matemáticos, tendo os encarnados igualado o FC Porto e limitado a quatro pontos a desvantagem para o Sporting. A questão está, principalmente, nas quebras de concentração que a equipa apresenta ao longo dos 90 minutos e, por conseguinte, na vulnerabilidade a que se expõe. Vulnerabilidade essa que é também o termo ideal para definir a forma como os encarnados encaram as situações de bolas paradas defensivas: ontem voltou a ser exposta esta enorme debilidade, tendo os três golos pacenses surgido em situações deste tipo, somando-se ao que o Benfica havia já sofrido em Vila do Conde, ante o Rio Ave, além do penálti em casa com o FC Porto. Ou seja, todos os tentos sofridos no campeonato! Neste particular, uma referência negativa para Quim, que voltou a falhar numa saída, a que permitiu o golo de Rui Miguel, na altura devolvendo a diferença mínima ao marcador (2-3) e o Paços à discussão dos pontos, com meia hora para jogar.

Entre castigos e opções técnicas, do lado do Benfica foram cinco as alterações em relação ao último onze, com Quique a manter a fidelidade ao seu 4-4-2, a que Paulo Sérgio, depois de vários testes tácticos, respondia com o 4-3-3 típico... de José Mota, ou não entregasse as operações do miolo a Pedrinha e Paulo Sousa, duas peças da "mobília", e as alas à velocidade de Edson e Tatu. Velocidade pelas alas foi algo que criou sempre problemas aos laterais do Benfica. Um deles, Jorge Ribeiro, rendeu Léo com alguma surpresa, a mesma que usou para desferir a bomba que acabaria por render os três pontos ao Benfica. Rendimento elevado foi algo que demonstrou outra das novidades no onze, Nuno Gomes, que esteve nos dois primeiros golos da sua equipa e pareceu encaixar bem no esquema de Quique, que terá de perceber como conferir aos jogadores estabilidade para controlarem os 90 minutos de um jogo - e também resolver esse "pormaior" das bolas paradas.

Ficha de Jogo:

P. Ferreira 3-4 Benfica

Estádio da mata real

Relvado razoável

5500 espectadores

Árbitro bruno paIXÃO (AF setúbal)

Assistentes antónio godinho e paulo ramos

4.º árbitro cosme machado

Paços de Ferreira

Treinador paulo sérgio

24 Bruno Conceição GR 4

19 Ricardo LD 4

5 Ozéia DC 5

55 Tiago Valente DC a INT 4

3 Chico Silva LE 6

96 Filipe Anunciação MD a 70' 5

8 Pedrinha MO 6

6 Paulo Sousa MO 5

7 Edson AD a 80' 5

11 Leandro Tatu AE 6

9 William AV 5

84 Coelho GR

16 Kiko DC

20 Filipe Gonçalves MO d 80' 3

18 Rui Miguel AD d INT 5

10 Cristiano AE d 70' 3

15 Josa AE

28 André Pinto AV

Golos

[1-1] 13' Ozéia [2-3] 63' Rui Miguel

[3-4] 86' William

amarelos 43' Tiago Valente, 54' Filipe Anunciação, 61' Rui Miguel, 90' Tatu

Benfica

Treinador quique flores

12 Quim GR 5

14 Maxi Pereira LD 5

28 Miguel Vítor DC 6

27 Sidnei DC 6

25 Jorge Ribeiro LE 6

26 Yebda MD 7

24 Carlos Martins MD 5

15 Rúben Amorim AD a 77' 6

6 Reyes AE a 89' 5

7 Cardozo AV 5

21 Nuno Gomes AV a 69' 7

1 Moreira GR

5 Léo LE

18 Binya MD

11 Balboa AD d 77' 2

20 Di María AE d 89' -

10 Aimar MO d 69' 4

19 Makukula AV

Golos

[0-1] 7' Nuno Gomes

[1-2] 31' Maxi Pereira

[1-3] 44' Cardozo (g.p.)

[2-4] 76' Jorge Ribeiro

amarelos 28' Maxi Pereira, 57' Nuno Gomes, 90'+4' Quim

Lances-chave

P. Ferreira

10' Tatu leva a bola desde o meio-campo até à zona intermédia e remata, mas sem nexo.

13' [1-1] Ozéia aproveita um inacreditável alívio (para trás) de Reyes, na sequência de um canto do Paços. Para bater Quim num remate que ainda se desviou em Sidnei.

26' Livre directo de Chico Silva, da zona frontal, que sobrevoa a barreira, mas Quim segura facilmente.

30' Edson remata rente ao poste esquerdo de Quim, aproveitando excelente passe de calcanhar de William.

60' Filipe Anunciação desvia, ao primeiro poste, um livre de Chico Silva, obrigando Quim a excelente defesa.

63' [2-3] Rui Miguel aproveita da melhor forma uma bola largada por Quim, num livre que parece um canto curto do Paços.

72' Remate da zona frontal de Tatu, que Quim defende para a frente, obrigando a defesa encarnada a aliviar de qualquer forma.

86' [3-4] William devolve a diferença mínima ao marcador, após mais um canto de Chico Silva.

90'+4 Ozéia quase mata do coração os benfiquistas presentes na Mata Real, com um remate da zona frontal, na ressaca de um livre bombeado para a área, mas que passa junto ao poste direito de Quim.

Benfica

5' Sidnei emenda sobre a barra, à entrada da pequena área, um livre da meia esquerda batido por Carlos Martins.

7' [1-0] Nuno Gomes abre o marcador, na conclusão de uma bela jogada em que Carlos Martins lança Reyes pelo corredor esquerdo, com este a cruzar para o miolo da área, onde surge o goleador.

12' Jogada igual à do golo, mas desta vez é Reyes que lança Jorge Ribeiro, com o cruzamento a ser aliviado pela defesa pacense.

31' [1-2] Maxi empata numa entrada fulgurante pela direita aproveitando defesa incompleta de Bruno Conceição, após cabeçada muito colocada de Nuno Gomes.

37' Carlos Martins lança Cardozo pela direita, mas o remate do paraguaio, com o pior pé, sai fácil para Bruno Conceição.

41' Reyes, que acorreu pela esquerda, remata em vólei um cruzamento muito longo, da direita, de Rúben Amorim, levando a bola a rasar o poste.

44' [1-3] Cardozo converte o penálti cometido por Tiago Valente, que acorreu a um cruzamento de Rúben Amorim com um braço levantado.

45'+2 Sidnei podia ter marcado, não fosse um alívio sobre a linha de Chico Silva, após um canto.

49' Remate tímido de Cardozo, apesar de ser com o pé esquerdo, isolado por Carlos Martins.

70' Bomba de Carlos Martins, à entrada da área, após assistência de Aimar.

76'[2-4] Jorge Ribeiro intercepta, de cabeça, um passe de Carlos Martins para outro companheiro, arma o pé esquerdo e desfere uma bomba indefensável, que ainda bate no poste esquerdo antes de entrar.

90'+6 Quim evita o empate a quatro numa bela defesa a disparo de Tatu.

O Benfica um a um

De locomotiva até ao primeiro triunfo

MARCO GONÇALVES

Quim 5

Teve uma noite irregular. Mostrou grande segurança numa cabeçada de Filipe Anunciação aos 60', mas pouco depois esteve muito mal, ao largar o esférico para Rui Miguel marcar. Até final, evidenciou alguma intranquilidade, mas acabou por garantir o triunfo, ao defender o remate de Leandro Tatu.

Maxi Pereira 5

Na primeira vez que subiu à área contrária, surgiu no sítio certo e fez o 2-1. De resto, teve um trabalho complicado para segurar Leandro Tatu.

Miguel Vítor 6

Se dúvidas houvesse em relação à sua capacidade, o jovem defesa fez questão de as dissipar, mostrando que Quique Flores pode contar com ele. Foi dono e senhor de quase todos os lances aéreos, exceptuando as bolas paradas, mostrando tranquilidade rara num jogador tão novo.

Sidnei 6

Mostrou também grande serenidade, apenas não escapando ao nervosismo evidenciado por toda a equipa nos últimos minutos, fase em que completou a sua boa actuação com inúmeros cortes. Só lhe faltou mesmo o golo - esteve perto aos 5' e 45'+2' - para premiar a exibição.

Jorge Ribeiro 6

Surpresa no onze, revelou muita garra tentando mostrar argumentos para justificar mais utilização. No entanto, Edson e depois Cristiano causaram-lhe muitos problemas, que compensou com um grande golo, fazendo o 4-2 com um tiraço do meio da rua.

Yebda 7

Fundamental no meio-campo. Tapou os caminhos para a baliza de Quim, pressionando sempre o portador da bola, pecando apenas aos 21', quando ia permitindo que William atirasse com perigo. Graças a uma capacidade física impressionante, que durou toda a partida, pareceu uma autêntica locomotiva pela forma decidida como saía para o ataque - e não foram poucas as vezes.

Carlos Martins 5

Excelente o passe a rasgar a defesa do Paços de Ferreira, descobrindo Reyes sobre a esquerda, no lance do 1-0. A forte pressão imposta pelo meio-campo do conjunto adversário complicou o seu trabalho, e acabou por enrolar demasiado o jogo em várias ocasiões.

Rúben Amorim 6

Procurou sempre ajudar a controlar as operações no miolo do terreno, mas não se ficou por aí e mostrou a sua boa visão de jogo diversas vezes. Como no lance do 2-1, em que descobriu Nuno Gomes isolado nas costas da defesa do Paços de Ferreira. Teve o mérito de arrancar o penálti para o 3-1.

Reyes 5

Esteve no bom e no mau. Aos 7', numa grande arrancada, colocou o esférico na perfeição em Nuno Gomes, mas pouco depois cortou mal a bola à entrada da sua área e permitiu que Ozéia fizesse o empate. Sacrificou-se bastante no pressing, mas pecou também por alguns passes falhados.

Cardozo 5

Teve uma noite difícil, mas voltou a "facturar". Na primeira tentativa, atirou fraco para Bruno Conceição, mas aos 44' fuzilou o guardião do Paços de Ferreira fazendo o 3-1 de grande penalidade.

Aimar 4

Com a sua entrada, a equipa ganhou maior capacidade para segurar o esférico, evidenciando toda a sua qualidade técnica. Jogando longe da baliza, face ao pressing do Paços de Ferreira procurou trocar a bola com os seus companheiros para gerir o tempo de jogo.

Balboa 2

Entrou muito mal. Nunca conseguiu dar o melhor seguimento às jogadas e pecou por algumas faltas que ainda aumentaram o sofrimento da sua equipa.

Di María -

Sem tempo para tocar no esférico.

A ESTRELA

Nuno Gomes 7

Capitão pronto para a batalha faz golos e dá a marcar

Pela primeira vez titular esta época, Nuno Gomes mostrou que não vai facilitar a tarefa de Quique Flores, revelando-se fundamental no triunfo. Depois do golo em Vila do Conde, o capitão benfiquista voltou a marcar no Norte do País, com um excelente remate de primeira a finalizar uma assistência perfeita de Reyes. Nunca parou de correr, tanto à procura de espaços como para defender, participando de forma decisiva no 2-1 cabeceando para defesa incompleta de Bruno Conceição, com Maxi Pereira a surgir a finalizar. Numa altura em que o ataque tem dado problemas - devido a lesões e castigos - a Quique Flores, o camisola 21 mostra estar pronto para a batalha.

O Tribunal de O JOGO

Nuno Gomes "pediu" o vermelho

Para os elementos que compõem o painel do Tribunal de O JOGO, Bruno Paixão teve uma actuação equilibrada, que pecou apenas na exibição do cartão amarelo a Nuno Gomes. O pontapé do capitão encarnado em Filipe Anunciação, ainda que numa disputa da bola, merecia o vermelho. A interpretação feita ao desvio de bola com o braço protagonizado por Tiago Valente na área, e à consequente grande penalidade assinalada, merece nota positiva, bem como o fora-de-jogo assinalado a Sidnei.

Momento mais complicado

55'

Numa disputa, Nuno Gomes pontapeia Filipe Anunciação e só vê cartão amarelo. Decisão acertada?

JORGE COROADO
-

Impunha-se a exibição do cartão vermelho e não do amarelo a Nuno Gomes, que pontapeou objectivamente o adversário, praticando conduta violenta.

ROSA SANTOS
-

Trata-se de uma agressão a pontapé, que não é passível de ser punida com o cartão amarelo. Ao jogador do Benfica, devia ter sido exibido o cartão vermelho.

SOARES DIAS
-

Nuno Gomes não tem qualquer intenção de jogar a bola e dá um pontapé no adversário. Considera-se isso uma agressão. O árbitro, como é muito económico, mostrou o cartão amarelo, mas, em vez do amarelo, justificava-se o vermelho.

ANTÓNIO ROLA
+

Antes, houve falta do jogador do Paços de Ferreira sobre Nuno Gomes. Como o árbitro não assinalou, Nuno Gomes procura tirar desforço e pratica jogo perigoso, sendo-lhe exibido o amarelo. Aceito esta sanção disciplinar tendo em consideração o critério adoptado em duas situações anteriores muito similares. Caso o árbitro tivesse sido mais rigoroso, podia ter exibido o vermelho a Nuno Gomes

Outros Casos

18'

É assinalado fora-de-jogo a Sidnei, após um livre de Reyes. Correcta a decisão?

42'

É assinalada grande penalidade na tentativa de corte de Tiago Valente. Decisão correcta?

80'

Cardozo queixa-se após um toque de Paulo Sousa. O árbitro nada assinala. Esteve bem?

90'+6'

É assinalada falta de Balboa sobre Tatu, sem exibição do amarelo. Correcta a decisão?

Jorge Coroado

+

Fora-de-jogo devidamente assinalado pelo árbitro-assistente, já que Sidnei se encontrava adiantado em relação ao penúltimo defensor, quando o seu colega lhe endossou o esférico.

+

A decisão do árbitro afigura-se acertada e apropriada à falta cometida pelo jogador pacense, que, com o braço direito, travou a trajectória da bola cometendo infracção para grande penalidade. O cartão amarelo exibido impunha-se.

+

Foi uma disputa normal da bola em que o contacto físico sucedeu, porém foi próprio do futebol e sem necessidade de intervenção do árbitro.

-

Balboa, batido pelo repentismo do adversário, com o braço esquerdo trava-lhe o movimento cometendo comportamento antidesportivo que justificava o amarelo.

Rosa Santos

+

Não existem quaisquer dúvidas da posição irregular em que Sidnei se encontrava.

+

Não há dúvidas de que é grande penalidade. O jogador do Paços de Ferreira pode não ter tido intenção, mas cortou o cruzamento com o braço. Como tal... O amarelo também é bem mostrado.

+

Não houve motivo para ser assinalada qualquer infracção. Tratou-se de um lance normal que o árbitro ajuizou bem.

+

O árbitro assinalou e bem a infracção cometida pelo jogador do Benfica. O amarelo também não se justificava.

Soares Dias

+

Decisão correcta do assistente, que se limitou a levantar a bandeirola, porque, quando a bola é passada a Sidnei, este está em fora-de-jogo.

+

Não há dúvidas de que o jogador do Paços de Ferreira intercepta a bola com o braço. Como foi na área, há motivos para o árbitro ter agido como agiu. Esteve bem.

+

Não há qualquer falta sobre Cardozo. Este sente um pequeno toque e deixa-se cair, talvez já cansado e desgastado pelo jogo, que foi muito competitivo. Esteve bem o árbitro em deixar seguir.

+

Balboa fez falta, e o árbitro assinalou-a e bem. Balboa, em vez de jogar a bola, foi às pernas do adversário, pelo que a decisão se aceita.

António Rola

+

Quando da marcação do livre, Sidnei está em posição regular, mas esta sofre um desvio num companheiro. Nesse momento, já Sidnei está em fora-de-jogo. Esteve bem o assistente a indicar a infracção.

+

O jogador do Paços de Ferreira, com o braço direito, joga a bola e altera a trajectória desta. Bem o árbitro ao assinalar a grande penalidade, advertindo o jogador infractor e mostrando-lhe o amarelo.

+

O que se pode verificar pelas imagens da televisão é que o jogador do Paços de Ferreira tenta disputar a bola e dá um toque nas costas de Cardozo, mas sem que se justifique motivo para qualquer sanção disciplinar.

+

Balboa faz falta sobre o adversário, mas sem motivo para qualquer sanção disciplinar. Bem o árbitro ao punir somente tecnicamente o jogador.

sábado, 30 de agosto de 2008

Jornada 2 » Benfica 1 - FCPorto 1

Foram-se as pernas desligou-se a cabeça

JOÃO SANCHES

A forma como Katsouranis, um jogador experiente e com muitos quilómetros nas pernas, se deixou ludibriar pela movimentação de Lucho no lance que, decorridos apenas dez minutos de jogo, levou Jorge Sousa à primeira grande decisão da noite, é sintomática da ainda deficiente articulação do grego com Luisão e, por outro lado, suficientemente ilustrativa para enfatizar uma das conclusões a espremer deste clássico: o Benfica, muito antes de se ver reduzido a dez jogadores (por expulsão de Katso, aos 59') e, depois, de claudicar fisicamente, foi surpreendido pelas medidas com que Jesualdo Ferreira talhou este FC Porto. Além de dar altura ao eixo defensivo - com a aposta em Rolando para parceiro de Bruno Alves - e de recolocar Fucile à esquerda para apagar o fogo que poderia sair das botas dos flanqueadores Di María e Reyes, guarneceu a linha média para se superiorizar. Escaldado pelos acontecimentos da Supertaça - troféu perdido para um Sporting que ganhou a batalha no meio-campo -, resolveu pôr Fernando como pivô defensivo, confiou a Raul Meireles a dupla missão de reinar na zona interior esquerda e de proteger as costas de Rodríguez, que muitas e muitas vezes executou diagonais para o centro, encostou Tomás Costa à direita e entregou a Lucho a responsabilidade de garantir os equilíbrios, ora fechando ao meio, ora surgindo como segundo avançado. E foi nesse papel que o argentino, travado irregularmente por Katsouranis na área benfiquista, arrancou a grande penalidade que ele próprio se encarregaria de converter.

Carlos Martins e Yebda, excessivamente alinhados sobre a zona central, concediam espaços a mais nas costas, e o ataque portista, impulsionado por Rodríguez - apesar das invectivas e dos assobios que escutou... -, Lucho, Meireles e Lisandro, explorava o espaço entre linhas - e, num desses aproveitamentos, Lisandro, aos 41', atirou cruzado ao poste. Mas o Benfica, apesar do buraco no esquema táctico, e embora Aimar teimasse em actuar muito distante de Cardozo, raramente funcionando como segundo atacante, vivia da energia de Di María e de alguns passes a rasgar de Reyes e Carlos Martins. E a melhor situação de golo dos encarnados em toda a primeira parte teve origem numa jogada de laboratório bem executada, mas que esbarrou, quase acidentalmente, na muralha improvisada pelos dragões à frente da pequena área.

O primeiro sinal de descompensação física na equipa benfiquista surgiu ao minuto 47 - já Guarín tinha rendido Tomás Costa no FC Porto -, com Aimar a lesionar-se depois de um cruzamento em esforço. De uma cavalgada insistente de Yebda (outro elemento que viria a penar por insuficiência muscular) pelo flanco canhoto resultou a oferta de Helton - mal a desfazer o cruzamento - para o cabeceamento instintivo de Cardozo. A bola não beijou a malha, mas ultrapassou o risco de golo.

O entusiasmo do Benfica sofreria um forte revés aos 59', com a expulsão de Katsouranis. Quique levou demasiado tempo a reorganizar a equipa - Sidnei teria de entrar para o centro da defesa, ficando o ataque mais curto com a saída de Cardozo -, e, nesse intervalo, até deu para Jesualdo substituir um trinco (Fernando) por um avançado (Hulk). As dificuldades físicas dos encarnados cresceram nos últimos 20', com as lesões de Léo e Yebda e as mazelas de Reyes, Di María e Carlos Martins. Já com Rúben Amorim a fazer de lateral-direito e Maxi no papel que era de Léo, o Benfica uniu-se numa empreitada de sacrifício para salvar o ponto e, garantido pelo desempenho positivo de Quim na baliza, conseguiu bloquear o assomo final dos dragões, que foram então muito precipitados no último passe e, aqui ao ali, pagaram também pelo excesso de individualismo - principalmente de Hulk.

Benfica 1-1 FC Porto

Estádio da Luz

relvado em bom estado

53 496 mil espectadores

Árbitro Jorge Sousa (AF porto) >> Assistentes José Ramalho e José Luís Melo

4.º árbitro Duarte Gomes

Treinador Quique Flores

12 Quim GR 7

14 Maxi Pereira LD 6

4 Luisão DC 5

8 Katsouranis DC 1

5 Léo LE a 69' 6

26 Yebda MD 5

24 Carlos Martins MO 4

6 Reyes AD 4

20 Di María AE 6

10 Aimar AV a 50' 4

7 Cardozo AV a 66' 6

1 Moreira GR

27 Sidnei DC d 66' 6

18 Binya MD

11 Balboa AD

15 Rúben Amorim AD d 69' 6

19 Makukula AV

21 Nuno Gomes AV d 50' 5

Golos

56' Cardozo [1-1]

amarelos 11' Katsouranis, 51' Cardozo, 59' Katsouranis, 84' Nuno Gomes

vermelhos 59' Katsouranis

Treinador Jesualdo Ferreira

1 Helton GR 4

21 Sapunaru LD 5

14 Rolando DC 8

2 Bruno Alves DC 7

13 Fucile LE 6

25 Fernando MD a 62' 7

16 Raul Meireles MD a 83' 6

20 Tomás Costa AD a INT 4

8 Lucho MO 8

10 Rodríguez AE 7

9 Lisandro AV 6

33 Nuno GR

15 Lino LE

3 Pedro Emanuel DC

6 Guarín AD d INT 6

23 Candeias AE d 83' 5

12 Hulk AV d 62' 7

19 Farías AV

Golos

11' Lucho [0-1 g.p.]

amarelos 17' Sapunaru, 20' Fernando, 27' Rodríguez, 70' Lucho, 82' Lisandro

vermelhos Nada a assinalar

Lances-chave

3' Aimar aparece bem no interior da área e cabeceia por cima, após centro da direita, de Carlos Martins.

18' Livre à Camacho de Carlos Martins: o passe atrasado para Reyes é perfeito, o remate do espanhol bate num jogador do FC Porto e sai pela linha de fundo.

18' Outra vez Carlos Martins, agora no canto: primeiro desvio, de cabeça, de Cardozo; segundo, de pé direito, de Aimar para Lisandro parar no peito e cortar, de qualquer maneira, em cima do risco.

21' Carlos Martins remata forte, na marcação de um livre frontal, e Helton, que está na direcção da bola, agarra.

45'+1' Aimar solta-se e centra da direita. Cardozo salta mais alto do que Rolando e atira por cima da barra.

46' Di María lança Aimar, que se esforça para atingir a bola e remata para Helton. O argentino fica caído e é substituído.

48' Lance individual de Di María, a disparar cruzado, para fora, após passar por vários adversários.

52' Reyes avança no terreno e ganha enquadramento, mas o remate sai ao lado

56' [1-1] Yebda progride pela esquerda, cruza, e Helton defende para a frente, onde está Cardozo. O "Tacuara" cabeceia, Helton ainda toca na bola, e Bruno Alves afasta-a, só que já para lá da linha de golo.

63' Nuno Gomes surge na área, em boa posição, e, em esforço, chuta ao lado.

71' Maxi Pereira, já a defesa-esquerdo, arrisca o remate do meio da rua, sem perigo para Helton.

FC Porto

11'[0-1] Penálti de Katsouranis sobre Lucho. Bola larga para a grande área benfiquista, onde o grego agarra o argentino. Este, na conversão, atira para o lado direito de Quim. O 12 da Luz adivinha o lado, mas não consegue defender.

19' Rodríguez quase silencia a Luz: primeiro, ganha a bola, após remate de Lisandro, e dispara forte para boa defesa de Quim; depois, na recarga, vê Quim desarmá-lo no último instante.

41' Lisandro desmarca-se sobre o lado direito e é assistido por Lucho. O remate do 9 dos dragões sai cruzado e só pára no poste mais distante da baliza do já batido Quim.

43' Remate de Tomás Costa, ainda de meia-distância, com a bola a acabar atrás dos placares de publicidade.

49' Cavalgada impressionante de Guarín, a romper pela direita e a oferecer o golo, num passe atrasado (e açucarado), a Lisandro. Este, sem oposição, atira por cima.

61' Rodríguez em foco, agora a conseguir romper pela esquerda e a chutar forte para nova intervenção apertada de Quim. Canto.

64' Eis Hulk, recém-entrado, num tiro à entrada da área, obrigando Quim a arrojar-se para segurar.

66' Hulk, agora de pé direito, novamente com um bom remate para Quim defender... outra vez.

89' Fucile, em apoio ao ataque, capta a bola e nem pensa duas vezes em visar a baliza. A bola sai ao lado.

90'+3' Candeias perto da vitória. O extremo ganha espaço e posição: o tiro, em arco, passa perto do poste.

O Benfica um a um

Luvas de Quim contra uma tragédia grega

FILIPE PEDRAS

Quim 7

Ainda nem tinha feito uma defesa e já estava com Lucho à frente na marca de grande penalidade (10'). Até adivinhou o lado, mas não conseguiu suster o disparo. Impecável a sair dos postes, de registar as enormes intervenções a tirar o pão da boca a Rodríguez (19'): primeiro com uma estirada, depois já aos pés do uruguaio. O resto, foi pura segurança.

Maxi Pereira 6

Ganhou os duelos individuais que foi tendo com o amigo Rodríguez durante toda a primeira metade e a história repetiu-se na segunda metade, onde acabou mesmo como lateral-esquerdo. Certinho, nunca permitiu grandes veleidades nos terrenos que pisou.

Luisão 6

Exibição marcada pelo desperdício escandaloso quando tinha a baliza à sua mercê (18'). Não fosse tão clamorosa falha e até veria a avaliação inflacionada, pois esteve (quase) sempre bem no cumprimento do seu dever, fosse pelo ar ou à flor da relva.

Katsouranis 1

Um verdadeiro desastre. Primeiro, complicou o que parecia simples e, de uma falta infantil cometida na grande área resultou a vantagem dos azuis e brancos. Depois, entre outros desacertos pontuais, viu o segundo cartão amarelo aos 59' (!) com nova entrada imponderada, obrigando a equipa a correr o dobro quando até procurava a reviravolta.

Léo 6

Muito bem a apoiar o ataque, sempre que para isso teve oportunidade, viu-se apenas em trabalhos quando - a espaços - lhe eram colocadas bolas nas costas. Acabou por sair lesionado aos 69', mas até aí não foi por si que surgiram sobressaltos.

Yebda 5

Até parecia estar já habituado ao ambiente dos grandes clássicos, mas demorou a perceber que a ligação com a defesa não estava oleada. Quando ainda faltava quase meia hora para o final do jogo, já apresentava nítido desgaste físico, mas é dele a jogada que resulta no tento do empate encarnado.

Carlos Martins 4

Talvez receoso pelas subidas de Lucho, pareceu - durante largos minutos - inibido no assumir do jogo encarnado. Bem na cobrança das bolas paradas, a exemplo do lance estudado que esteve perto de resultar em golo (18'), não viu a história repetir-se com o esférico em movimento. Afinal, os passes a "rasgar" nunca saíram e o precoce desgaste físico só veio agudizar a desinspiração.

Reyes 4

Em noite de estreia oficial, muito coração e pouca objectividade. Mostrou que se sente mais à vontade na esquerda e também que está longe da melhor forma física, tais as dificuldades que manifestou em dar rápido seguimento aos contra-ataques.

Di María 6

Directo de Pequim para o onze inicial, deu sempre que fazer à defesa portista. Teve o golo nos pés (18') entre os vários pormenores de recorte técnico - o sinal de alerta ligava-se sempre que tinha a bola - e nunca teve pejo de partir para cima dos adversários. Terminou, também ele, esgotado, mais entregue a tarefas defensivas.

Aimar 4

Teve sempre honras de atenção especial de Fernando e até poderia ter marcado logo aos 3', não fosse o cabeceamento sair por alto. Não muito depois (18') viu o que parecia ser um golo cortado em cima da linha de baliza e pouco mais se viu, até que acabou por se lesionar no seguimento de um lance potencialmente perigoso para as redes de Helton (47').

Cardozo 6

Muito desacompanhado durante largos minutos, teve a difícil tarefa de lutar entre Bruno Alves e Rolando. Trabalhou sempre, contudo, e acabou por ser precisamente na zona de finalização que aceitou a prenda de Helton para festejar o único tento encarnado. Saiu apenas porque Quique Flores foi "obrigado" a lançar Sidnei.

Nuno Gomes 5

Entrou aos 50' para acabar de aquecer já no relvado e mexeu com o futebol encarnado, dando que fazer aos centrais portistas. Exemplo disso o remate na passada, às malhas laterais (64'), quando já enfrentava a ingrata tarefa de jogar muito só na frente. Assim foi durante meia hora de muita entrega.

Sidnei 6

Entrou bem. Excelente na leitura dos lances sempre que foi chamado a intervir, com o mérito de ter sido esta a sua estreia oficial. Uma limpeza.

Rúben Amorim 6

Permeável aqui e ali às investidas pelo seu flanco, acabou por ser muito importante, todavia, na fase final do encontro.

O FC Porto um a um

A jogar assim, Lucho pode renovar até à eternidade

TOMAZ ANDRADE

Helton 4

Exibição manchada pelo lance do golo benfiquista. Saiu mal ao cruzamento e colocou a bola na cabeça de Cardozo. Entre os postes, não sentiu dificuldades e parou todos os remates que foram à baliza. Arriscou a jogar com os pés em algumas saídas.

Sapunaru 5

Jogo intermitente do romeno. Com Di María pela frente, ganhou e perdeu lances, mas foi com Yebda que ficou com um sabor amargo na boca, quando o francês passou por ele no golo do Benfica. Ainda a apalpar terreno, ficou a ideia de poder atacar mais.

Bruno Alves 7

Nota-se que gosta deste tipo de jogos, disputados até à última pinga de suor. Foi isso que fez, sem perder a concentração. Excelente o passe longo para Lucho, que depois sofreu falta de Katsouranis na grande área benfiquista. Ainda tentou tirar a bola de dentro da baliza no golo do empate, mas foi impossível fazer melhor.

Tomás Costa 4

A exibição menos conseguida. Se, em termos defensivos, ainda foi útil, porque tapou bem os espaços na pressão sobre o adversário, com a bola nos pés acumulou erros e passes. Destaque para um remate muito forte que saiu ligeiramente ao lado da baliza de Quim. Foi substituído sem surpresa ao intervalo, entrando Guarín para o seu lugar.

Raul Meireles 6

É talvez o jogador mais útil do meio-campo do FC Porto. Joga em qualquer lado e fá-lo sempre bem. Desta vez, subiu mais no relvado e dividiu a acção entre a pressão constante sobre o adversário e rápidas saídas para o ataque. Tentou, sem sucesso, o remate de longa distância. Acabou a trinco.

Lisandro 6

É possível ficar cansado só de olhar para o argentino, em constante movimento, e é impossível que alguém não se admire com a sua vontade de jogar. Logo no início, impediu o golo de Aimar. Destaque para um remate ao poste, após excelente trabalho, e para uma perdida incrível frente a Quim.

Rodríguez 7

O uruguaio fez ouvidos de mercador aos constantes e ruidosos assobios dos adeptos encarnados e partiu para uma grande exibição. Duas jogadas soberbas só foram paradas por Quim, sendo ainda responsável pela expulsão de Katsouranis. Baixou um pouco na segunda parte, mas deixou sempre a ideia de poder criar pânico.

Guarín 6

Entrou bem num jogo que estava eléctrico, adaptando-se rapidamente à equipa. Melhor do que Tomás Costa, ajudou a encurtar a distância entre o meio-campo e o ataque. Fruto de uma grande capacidade física, apareceu na construção ofensiva com muita frequência. Excelente jogada aos 50', servindo Lisandro em plena área, mas o remate do argentino saiu torto. No fim, deu uma ajuda à defesa.

Hulk 7

Apesar do pouco tempo em campo, a nota justifica-se pela sensação de pânico que criou no adversário. Cheio de técnica, colou a bola ao pé esquerdo e deixou adversários para trás em várias ocasiões. Valeu Quim por duas vezes, parando dois remates do brasileiro, um com o pé esquerdo e outro com o direito. Na parte final, ainda foi servido por Candeias, mas perdeu tempo de remate.

Candeias 5

Com o Benfica partido e desgastado, a ideia de Jesualdo Ferreira ao lançar Candeias foi a de aproveitar a sua velocidade de ponta. O extremo esqueceu-se do nervosismo e entrou sem medo. Boa jogada a passar por Rúben Amorim, aos 83', e a colocar a bola em Hulk. Em cima do apito final, rematou cruzado, e a bola não passou longe da baliza de Quim.

Os rostos da revolução

Fernando 7

Estreia promissora. Fez um jogo tão simples e eficiente que, a dada altura, pareceu estar Paulo Assunção em campo. Venceu praticamente todos os duelos individuais. Demonstrou ainda uma boa leitura de jogo, com passes acertados.

Fucile 6

Outra surpresa. Jogou no lugar de Benítez e deu outra segurança à defesa. Com Reyes ou Di María, não tirou os olhos do adversário e ganhou muitos lances. Explorou bem os espaços concedidos e atacou com frequência.

Rolando 8

Soberba estreia. Surgiu com surpresa no lugar de Pedro Emanuel, para tentar anular o forte jogo aéreo do adversário, e esteve praticamente intransponível. Impressionante a serenidade que colocou em cada lance.

A ESTRELA

Lucho 8

Um dia depois de ter prolongado o contrato que o liga ao FC Porto, voltou a demonstrar que é um jogador brilhante. No campeonato português, não tem concorrência, quando se trata de ler o jogo. Escolhe os ritmos, faz os passes e constrói o ataque com precisão incrível. Sem grandes preocupações defensivas, surgiu a apoiar o ataque, como no lance que deu origem ao golo portista. Sofreu falta de Katsouranis e encarregou-se de bater Quim. De forma irrepreensível.

O Tribunal de O JOGO

Um erro grave na fase inicial No seu quarto clássico, Jorge Sousa foi muito bem assistido por José Luís Melo e por José Ramalho, mas cometeu um erro grave. É esta, sinteticamente, a opinião de três dos especialistas na matéria. Por estar indisponível, Soares Dias não fez a habitual análise ao trabalho do árbitro. O erro grave cometido por Jorge Sousa verificou-se na fase inicial, quando não expulsou Luisão, por agressão ao romeno Sapunaru. De resto, foi totalmente positivo o trabalho do árbitro que nasceu e reside em Lordelo, freguesia do concelho de Paredes.

Momento mais complicado
6'

Luisão devia ser expulso por alegada agressão sobre Sapunaru? E devia ter sido marcado penálti?

JORGE COROADO

-

Com o braço esquerdo, Luisão atingiu deliberdamente Sapunaru. O jogo estava interrompido para execução de um canto. Somente a acção disciplinar se impunha, que seria cartão vermelho. De referir ser o lance visível por acção das câmaras. Para além desta agressão, verificaram-se vezes de mais agarrões e empurrões aquando da execução de pontapés de canto. Os árbitros têm instruções para advertir de imediato.

ROSA SANTOS

-

Luisão dá uma chapada na cara de Sapunaru. Não ficam dúvidas de que o defesa-central do Benfica merecia ser expulso na sequência deste lance. O árbitro parou o jogo e, infelizmente, não terá visto a atitude do jogador do Benfica.

ANTÓNIO ROLA

-

Sendo um lance de muito difícil julgamento para o árbitro, na verdade Luisão, sem que esteja a disputar a bola, com o cotovelo atinge a cara do adversário. Caso o árbitro tivesse visto o lance, teria de agir no aspecto disciplinar.

Outros casos

10'

É bem assinalada a grande penalidade, por falta de Katsouranis sobre Lucho?

20'

Um adepto encarnado aperta o pescoço ao assistente José Ramalho. Que consequências para o Benfica?

30'

Disputa de bola entre Raul Meireles e Di María na área portista. Há penálti?

55'

Golo do Benfica. Bruno Alves tira a bola de dentro da baliza, após cabeceamento de Cardozo?

58'

Katsouranis entra sobre Rodríguez. Bem mostrado o segundo amarelo?

JORGE COROADO

+Inquestionável e incontestável. O grego agarrou o braço esquerdo e a camisola do argentino em acção desnecessária e absurda, penalizante para a sua equipa. Exibição do cartão amarelo adequa-se à situação.

+

Está previsto no Regulamento Disciplinar da Liga. Árbitro e delegados mencionarão o caso nos respectivos relatórios; causará prejuízos aos locais. Os árbitros não são responsáveis.

+

Não houve qualquer infracção do jogador portista; apenas uma disputa mais determinada de Raul Meireles, da qual saiu vencedor.

+

Não deixa dúvidas.O assistente, por aquilo que foi dado a observar, para além de ter acompanhado convenientemente a jogada, estava muito bem colocado.

+

Inequívoca a exibição do segundo cartão amarelo. Aliás, em critério uniforme, com a exibição efectuada, aos 26', a Rodriguez.

ROSA SANTOS

+

A grande penalidade é bem assinalada. Ficou, no entanto, por exibir o cartão vermelho a Katsouranis. Decisão incorrecta do árbitro internacional do Porto.

+

É um problema da Comissão Disciplinar da Liga. Há um mau policiamento. Não seria agradável para o Benfica se fosse um jogo da UEFA. O árbitro, nestas ocasiões, não tem de interferir.

+

Não há nada. Raul Meireles não faz qualquer falta sobre Di María. Apenas procura jogar a bola e tem mérito na forma como a tira do argentino.

+

Sim. Não há dúvida de que a bola entra na baliza de Helton. Bruno Alves foi mesmo buscá-la para além da linha de golo. O árbitro-assistente estava bem posicionado e prestou o devido auxílio.

+

Bem mostrado o segundo cartão amarelo ao jogador grego. Jorge Sousa não poderia ter outra atitude que não fosse a de o mandar tomar banho mais cedo.

ANTÓNIO ROLA

+

Sim. É tão grande penalidade como desnecessária. No entanto, o árbitro esteve bem, tanto no aspecto técnico como no disciplinar.

+

Não sendo da responsabilidade do árbitro, este irá relatar o acontecimento no relatório. Compete às instâncias disciplinares da Liga decidir em conformidade.

+

Raul Meireles antecipa-se e ganha posição ao adversário. Todo e qualquer contacto que possa existir não justifica sanção técnica. Esteve bem o árbitro ao nada assinalar.

+

Efectivamente, quando o jogador do FC Porto tentou tirar a bola, esta já estava completamente dentro da baliza. De destacar aqui a boa informação do árbitro-assistente José Ramalho.

+

Sim. Sem quaisquer hipóteses de jogar a bola, o jogador do Benfica atingiu o adversário de forma perigosa. Para além da sanção técnica, o árbitro também esteve bem no aspecto disciplinar.

Transcrito de http://www.ojogo.pt/24-192/artigo743446.asp



segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Jornada 1 » Rio Ave 1 - Benfica 1

Armadilha no jardim de Flores

RUI GOMES

Os jogadores executaram na perfeição aquilo que João Eusébio tinha desenhado no quadro do balneário. O treinador do Rio Ave colocou a sua equipa num 4x1x4x1 que baralhou por completo o Benfica, fechando-lhe as linhas de passe no meio-campo, complicando os avanços dos laterais e anulando por completo Aimar o que, por consequência, fez com que Cardozo fosse presa fácil para os centrais contrários.

A estratégia montada por João Eusébio pode denominar-se perfeitamente como a arte de bem encaixar. À frente do quarteto defensivo, que chegava e sobrava para um perdido e inconsequente Cardozo, o treinador vila-condense colocou um "disponível" e concentrado André Vilas Boas para evitar toda e qualquer acção do municiador Aimar. Mas esta foi a parte final de um plano que começava um pouco mais à frente. Quatro médios que preenchiam toda a largura do terreno - Carlos Martins tinha direito à sombra de Evandro e Urreta não tinha espaço para desenvolver as suas arrancadas -, evitavam não só a referida acção do extremo e do médio, como obrigavam Yebda a ter que despachar rápido a bola do seu raio de acção. Se estas eram as principais consequências do 4x1x4x1, outras não podem ser esquecidas. Maxi Pereira e Léo não dispunham de espaço para as suas arrancadas de trás para a frente. Por último, Rúben Amorim transformou-se numa espécie de peça solta, sem rumo, perdido na confusão do futebol encarnado.

Simultaneamente, porque o objectivo não era apenas emperrar e ficar na expectativa, Semedo tinha a complicada tarefa de abrir espaços para as acções ofensivas da sua equipa, mas também evitar que os centrais benfiquistas, especialmente Katsouranis, pudessem sair com a bola controlada e criar qualquer tipo de vantagem no sector intermédio.

Desde o primeiro momento se viu que a máquina de Quique Flores ficava quase à mercê do motor Carlos Martins. Mas também isso jogou a favor do técnico da formação vilacondense. O motor encarnado foi "atropelado" pelo seu companheiro Yebda, aos 14', ficou muito debilitado e aos 28' abandonou o terreno.

O Benfica não tinha espaço, não tinha linhas de passe, não conseguia o apoio dos centrais e sofria para conseguir desenvencilhar-se da teia. Ou melhor, não se limitava a sofrer, uma vez que nem tempo tinha para isso. Quique Flores leu bem o problema. Colocou em campo Nuno Gomes, passou Aimar para a esquerda e obrigou a equipa da casa a estender-se e, como tal, a abrir espaços. Mas tudo se podia ter complicado novamente quando Semedo colocou o Rio Ave na posição de vencedor. Valeu-lhe que o empate surgiu um minuto depois, situação que causou alguma mossa na equipa vila-condense e permitiu, finalmente, que o Benfica começasse a respirar melhor. Só que já era tarde.

Rio Ave 1-1 Benfica


Estádio do Rio Ave FC

relvado bom

10.000 espectadores

Árbitro Carlos Xistra (AF Castelo Branco)

Assistentes Celso Pereira e Paulo Soares

4º árbitro Nuno Roque


Rio Ave

Treinador João Eusébio

51 Paiva GR 5

7 Miguel Lopes LD 5

2 Gaspar DC 6

20 Bruno Mendes DC 5

25 Sílvio LE 4

14 André Vilas Boas MD 6

6 Delson MO 6

83 Tarantini MO a 82' 6

4 Evandro MO 6

8 Livramento MO a 90'+2 6

18 Semedo AV a 72' 7

-

74 Mora GR

78 Jorge Humberto DC

5 Niquinha MD d 82' 3

27 Wires MD

19 André Carvalhas AE d 90'+2' -

11 Henrique AV

31 Ronaldo AV d 72' 3

Golo

[1-0] 56' Semedo

amarelos 45'+3' Miguel Lopes; 69' Tarantini

vermelhos Nada a assinalar


Benfica

Treinador Quique Flores

12 Quim GR 6

14 Maxi Pereira LD 5

4 Luisão DC 5

8 Katsouranis DC 5

5 Léo LE 5

6 Yebda MD 7

24 Carlos Martins MO a 28' 4

15 Rúben Amorim AD a INT 4

16 Urreta AE a 70' 6

10 Aimar AV 5

9 Cardozo AV 5

-

1 Moreira GR

27 Sidnei DC

18 Binya MD

13 Fellipe Bastos MO d 28' 4

11 Balboa AD d 70' 5

19 Makukula AV

21 Nuno Gomes AV d INT 7

Golo

[1-1] 57' Nuno Gomes

amarelos 49' Fellipe Bastos; 79' Luisão

vermelhos Nada a assinalar

Lances-chave

Rio Ave

9' Miguel Lopes arranca sem oposição, flecte para o centro e desfere um remate de pé esquerdo, mas ao lado.

28'Livramento esgueira-se pela direita, foge à marcação de um defesa encarnado e cruza para Semedo. O avançado remata, mas Quim defende.

31'Tarantini ganha uma bola após mau passe de Fellipe Bastos e solicita Evandro. O médio dá a Semedo que remata mal.

33'Evandro cobra um livre com um remate fortíssimo, a bola bate em Tarantini e quase trai Quim, que foi para o lado contrário, e a bola para o outro.

56'[1-0]. Canto marcado por Livramento e Evandro surge mais rápido que os centrais encarnados a rematar de cabeça. Quim defende sobre a linha, mas não agarra. Semedo não perdoou na recarga.

Benfica

10'Katsouranis ganha um ressalto na grande área vilacondense e, de primeira, solicita Carlos Martins. O médio remata fortíssimo, mas Paiva corres -ponde com uma excelente defesa.

36'Canto marcado no flanco esquerdo por Urreta direi- tinho à cabeça de Yebda, que efectua um remate fulgurante à barra.

57'[1-1]. Aimar desmarca Urreta na direita e endossa-lhe o esférico. O uruguaio cruza largo, Paiva está mal colocado e toca apenas com os dedos na bola. Nuno Gomes nas costas do guarda-redes não perdoa.

64'Léo, após um canto marcado à maneira curta, dá para Yebda, este dá a Urreta que remata de primeira, mas longe do alvo.

O Benfica um a um

Águia transpira sotaque francês

FILIPE PEDRAS

Quim 6

Já tinha feito uma defesa apertada, mas foi aos 55 minutos que arrancou a estirada da noite: enorme o voo a negar a festa a Tarantini. No canto consequente, ainda logrou evitar o golo de Evandro - com defesa incompleta -, mas nada podia fazer perante a recarga de Semedo.

Maxi Pereira 5

Até começou atrevido a subir no terreno, mas depressa deu por si enleado na teia vila-condense. Não comprometeu na hora de defender, mas só conseguiu libertar-se mais na etapa complementar, principalmente com a entrada de Balboa.

Luisão 5

O baixinho Semedo deu-lhe que fazer e teve uma outra perda mais comprometedora para o avançado do Rio Ave. Conseguiu, todavia, equilibrar a exibição com alguns cortes providenciais e muita concentração.

Katsouranis 5

Parecia arrancar para uma grande exibição, até pela assistência para Carlos Martins (10'), só negada por Paiva. Não comprometeu, mas esteve perto disso em algumas ocasiões, com cortes arriscados que podiam ter dado mau resultado.

Léo 5

Conseguiu emendar bem a mão face àquilo que fez na primeira metade. Principalmente após o tento vila-condense, já foi o Léo que os adeptos encarnados admiram, multiplicando-se em subidas pelo flanco canhoto e a dar muito trabalho a Miguel Lopes.

Carlos Martins 4

A noite até prometia - aquele tiro (10') parecia levar selo de golo -, mas terminou da pior forma, pois não aguentou um choque furtuito com Yebda e um adversário e teve de ser precocemente substituído por Fellipe Bastos.

Rúben Amorim 5

Esforçado, tentou virar bem o flanco do jogo com passes longos, mas acabou por não conseguir fazer a diferença no sector intermediário como se lhe exige naquela posição. Não merece apreciação negativa.

Urreta 6

O miúdo tem ganas e não tem medo de ir para cima do adversário. Do seu pé saiu o canto para Yebda atirar à barra e é seu também o cruzamento para o golo de Nuno Gomes. Aos 64', esteve, ele próprio, perto de facturar.

Aimar 5

Demorou a libertar-se da marcação de André Vilas Boas e só na segunda parte, já encostado à esquerda, se tornou mais produtivo. É ele quem deixa Urreta à vontade para assistir Nuno Gomes no tento do empate, mas foi também incrível a perda, já ao cair do pano (90'+2'). Tentou passar, quando poderia ter facturado.

Cardozo 5

Só subiu de rendimento com a entrada de Nuno Gomes. Até aí, pouca bola teve para jogar. De livre directo (70'), ainda esteve perto de resolver o jogo.

Fellipe Bastos 4

Entrou quando nem estava à espera e demorou a entrar no ritmo do jogo, que parecia elevado demais para a sua condição. Daí agumas faltas despropositadas e vários passes a "queimar".

Nuno Gomes 6

Não foi só pelo golo que marcou, pleno de oportunismo e recheado de "faro". Afinal, a sua entrada revolucionou o futebol encarnado e trouxe problemas novos à defesa vila-condense.

Balboa 5

Apenas 20 minutos em campo, mas muito incisivo. Arrancou um par de bons cruzamentos e ainda esteve perto de marcar (90'+2').

A ESTRELA: Yebda (7)

É um portento fisicamente e sobre isso não existem dúvidas. A envergadura permitiu-lhe ser, claro está, uma mais-valia na batalha que se travou no "miolo" e, para além disso, ainda voltou a confirmar - desta vez, num jogo oficial - que está longe de ser tosco com a bola nos pés. Enquanto teve a companhia de Carlos Martins, nem justificava esta distinção, mas com a saída do internacional português Quique Flores passou-lhe a pasta de assumir o jogo no sector intermediário. O ex-jogador do Le Mans aceitou o repto de frente, pegou na batuta e desdobrou-se entre dobras defensivas e organização de ataques. Foi assim desde os 28 minutos.

E mais. Ainda fez estremecer a barra à guarda de Paiva com um potente cabeceamento. Depois, roçou um hino ao futebol competitivo, pleno de esforço, boa leitura de jogo e grande capacidade de choque.

O Tribunal de O JOGO

Benfica sem razão para pedir penáltis

Durante o encontro, os jogadores do Benfica queixaram-se, com maior ou menor exuberância, de dois penáltis por assinalar, mas, para o Tribunal de O JOGO, em nenhum dos lances existiu motivo para falta. Ou seja, nem Delson jogou a bola com a mão, nem Aimar foi derrubado por André Vilas Boas. De resto, o único erro apontado por parte do painel de especialistas resume-se a um cartão amarelo que Carlos Xistra devia ter mostrado a Katsouranis, o que reflecte, necessariamente, um trabalho positivo. Ou sem casos.

Momento mais complicado

68'

Aimar, em disputa com André Vilas Boas, cai na grande área. Fica por marcar penálti para o Benfica?

Jorge Coroado

+

O jogador do Rio Ave interpôs-se na protecção da bola, efectuando movimento legal, e Aimar, em velocidade, ao chocar com ele, obviamente caiu. Não há motivo para falta.

Rosa Santos

+

Há contacto entre os dois jogadores. Poderia haver um impedimento, mas não vejo razão para isso. O jogador do Rio Ave protegeu a bola e Aimar forçou a entrada. O árbitro esteve bem.

Soares Dias

+

Não, acho que não havia motivos para que o árbitro marcasse grande penalidade. Os jogadores tentam disputar a bola, mas não o suficiente para que se possa considerar a situação faltosa, por isso esteve bem o árbitro ao deixar seguir o lance.

António Rola

+

Não, Aimar adianta ligeiramente a bola e é este que vai provocar o contacto com o adversário. Sendo assim, esteve bem o árbitro ao nada assinalar.

Outros Casos

32'

Katsouranis comete falta sobre Tarantini. Impunha-se sanção disciplinar?

36'

Fica por assinalar grande penalidade a favor do Benfica, por mão de Delson?

45'+2'

Miguel Lopes derruba Aimar. Justifica-se a exibição do cartão amarelo ao jogador do Rio Ave?

78'

É bem mostrado o cartão amarelo a Luisão, a castigar derrube de Ronaldo?

Jorge Coroado

-

Apesar de Luisão se encontrar nas suas costas, a forma como Katsouranis praticou a infracção, não nos pés, mas nas coxas do adversário, justificava a exibição de cartão amarelo, o que não sucedeu.

+

Na sequência de um remate à barra, e posterior toque de um jogador do Benfica, a bola embateu no peito de Delson e não no braço. Decisão acertada.

+

Miguel Lopes fez falta sobre Aimar. O árbitro, bem, aplicou a lei da vantagem e, na primeira interrupção, exibiu o cartão amarelo que se impunha.

+

Luisão, por trás, cometeu falta catalogada com imprudência, justificando o cartão amarelo que lhe foi exibido.

Rosa Santos

-

Sim, faltou o cartão amarelo a Katsouranis, que rasteirou o adversário.

+

Não. É no peito, junto à cara, que a bola bate. Não é penálti.

+

Sim, foi um cartão bem exibido pelo árbitro. Esperou pela paragem do jogo e admoestou Miguel Lopes. Esteve bem.

+

Cartão amarelo bem mostrado a Luisão. Foi é tardio. Inclusivamente, Luisão teve depois outra entrada que podia justificar sanção disciplinar.

Soares Dias

+

O árbitro optou por deixar jogar dando uma certa largura de terreno aos jogadores e como não pisaram o risco, este lance não era tão merecedor de acção disciplinar.

+

Não, trata-se de um lance em que a bola ressalta para a mão do jogador do Rio Ave e bate na mão deste, portanto será bola na mão e não o contrário.

-

Não se justificava de todo face ao critério que o árbitro adoptou. Esteve mal o árbitro.

+

Justifica-se o cartão amarelo porque o Luisão ao longo do jogo cometeu uma série de faltas.

António Rola

+

Não, penso que Katsouranis fez falta sobre o adversário e aceito a decisão de o árbitro ter punido apenas tecnicamente este lance.

+

O que se pode observar é que a bola sofre um ressalto, embate no braço/axila do jogador do Rio Ave, pelo que dou o benefício da dúvida ao árbitro.

+

Sim, o jogador do Rio Ave cometeu falta merecedora de cartão amarelo. Bem o árbitro na sua decisão.

+

Segundo aquilo que me deu observar, o árbitro terá advertido Luisão, não por aquela falta, mas por um conjunto de faltas reincidentes de Luisão. Sendo assim , aceito a decisão do árbitro.

Transcrição de http://www.ojogo.pt/24-186/artigo742428.asp

1-0 Semedo 56' // 1-1 Nuno Gomes 57'

Resumo