domingo, 21 de setembro de 2008

Jornada 3 » Rio Ave 2-0 FCPorto

Acordar tarde e esbarrar no poste

HUGO SOUSA

Quarto ponto perdido pelo FC Porto em três jogos de campeonato, um braço polémico de Gaspar a justificar reclamações, mas, acima de tudo, uma pergunta óbvia, depois de colada a primeira à segunda parte: que bicho lhes mordeu? Num inesperado golpe de magia, os portistas apostaram tudo na invisibilidade. Chegaram mesmo a desaparecer de campo, deixando um rasto de passes errados e a ideia de um aparente cansaço. Surpreendido com as facilidades, o Rio Ave soube resistir à táctica da almofada, pegando no jogo da pior forma possível para o adversário. Ou seja, controlando-o. Bola no pé e bem trocada, em ataques orquestrados por Evandro e Livramento, o que obrigava o FC Porto a um desgaste ainda mais acentuado e duplamente penalizador: além de vincar a tal fragilidade física do dragão, mantinham-no concentrado na tarefa única de anular as investidas. Lisandro, isolado e pouco acompanhado, não passava de uma miragem. Sapunaru tentava subir, Mariano procurava acelerar, mas sempre contra a muralha da casa. Pior do que isso: na esquerda, Fucile e Rodríguez juntaram-se numa prolongada soneca, acompanhados por Raul Meireles e Lucho. Assim se chegou ao intervalo no jogo e ao ponto final do dragão alheado.

Do balneário, com as orelhas bem puxadinhas, os portistas voltaram com rastilho preso às botas, ainda que tenham demorado uns minutos a acendê-lo. Explodiram, então, em velocidade, partiram para cima do adversário e isto, repare-se, sem que Jesualdo tenha precisado de mudar. Provava-se, assim, que tinha havido uma atitude exageradamente relaxada. As entradas de Lino e Hulk, pouco depois, acentuaram a inclinação de ataque, deixando o Rio Ave encurralado no seu meio-campo. Rodríguez forçava, finalmente, o andamento; Lucho atinava melhor na condução de jogo e Sapunaru continuava a explorar a direita a todo o comprimento. Mas, como já tinha acontecido aos vila-condenses na primeira parte, o FC Porto foi desperdiçando oportunidades, precipitando-se nos remates. João Eusébio apercebeu-se do perigo e decidiu refrescar a equipa, dando-lhe novo fôlego com Tarantini e Semedo. Na ponta final, já com Candeias, os portistas carregaram a fundo no acelerado, esbarrando no poste. Normalmente, acontece a quem adormece.

Rio Ave 0-0 FC Porto

Estádio do Rio Ave

relvado razoável

Cerca de 4000 espectadores

Árbitro Pedro Proença (AF Lisboa)

Assistentes Tiago Trigo e André Campos >> 4.º árbitro Vasco Santos

Treinador João Eusébio

51 Paiva GR 7

7 Miguel Lopes LD 5

20 Bruno Mendes DC 6

2 Gaspar DC 6

25 Sílvio LE 5

14 André Vilas Boas MD 6

5 Niquinha MO a 90'+1' 5

6 Delson MD 6

8 Livramento AD a 64' 5

4 Evandro AE 7

35 Chidi AV a 69' 6

-

74 Mora GR

27 Jorge Humberto DC

30 Wires MD

83 Tarantini MO d 64' 5

19 André Carvalhas AV d 90'+1' -

31 Ronaldo AV

18 Semedo AV d 69' 5

Golos

amarelos 29' Livramento;

vermelhos Nada a assinalar

Treinador Jesualdo Ferreira

1 Helton GR 5

21 Sapunaru LD 6

14 Rolando DC 5

2 Bruno Alves DC 6

13 Fucile LE a 59' 3

25 Fernando MD 6

8 Lucho MO 5

16 Raul Meireles MO a 78' 4

11 Mariano AD a 59' 5

10 Rodríguez AE 5

9 Lisandro AV 6

-

33 Nuno GR

3 Pedro Emanuel DC

15 Lino LE d 59' 6

20 Tomás Costa MO

23 Candeias AE d 78' 5

12 Hulk AV d 59' 5

19 Farías AV

Golos

amarelos 21' Rolando; 22' Fucile; 47' Lucho; 81' Hulk; 89' Rodríguez;

vermelhos Nada a assinalar

Lances-chave

Rio Ave

6' Livre de Delson, a punir falta de Fernando sobre Evandro, bate na barreira e sai pouco ao lado da baliza de Helton. Canto.

16' Fernando perde a bola, e Chidi aproveita para rematar com perigo, ganhando um canto.

22' Na sequência de um livre, Miguel Lopes aparece descaído sobre a esquerda e com espaço para rematar. A bola sai na direcção de Helton, que a pára com dificuldade.

26' A vez de Niquinha atirar. Forte, mas ao lado.

49' Miguel Lopes ganha a bola a Bruno Alves, foge e remata. Com força, mas sem a direcção desejada.

54' Insistência de Chidi, a puxar o Rio Ave para a frente. Ganha um canto que Gaspar, sem marcação na área, não consegue aproveitar.

74' André Vilas Boas viu Helton fora da baliza e atirou de longe. Errou por pouco.

FC Porto

9' Fucile arrisca o remate de longe. É o primeiro do FC Porto e para fora. Lisandro imita-o na jogada seguinte e ganha canto.

14' Lucho vê bem a correria de Sapunaru pela direita, com quem combina, e o romeno aparece na cara de Paiva, que defende o remate. Canto inconsequente.

30' Rolando voa para chegar a um canto de Lucho, mas o cabeceamento sai-lhe torto.

45' Oportunidade mais perigosa do FC Porto na primeira parte: atraso de Miguel Lopes, de cabeça, quase surpreende Paiva.

57' Mariano combina com Sapunaru, que aposta num remate cruzado perigoso. Paiva vê a bola passar ligeiramente ao lado.

63' Lino e Rodríguez trabalham para um remate de Lisandro, que obriga Paiva a esticar-se e a ceder canto.

68' Hulk experimenta: dispara de longe, mas erra o alvo.

69' Outra vez Lisandro. Já na área e sem opositor, depois de assistido por Rodríguez, atira por cima.

73' Fernando pica a bola por cima da defesa do Rio Ave e Lucho toca de raspão, com a cabeça. Perigo para Paiva.

77' Incursão perigosa de Sapunaru, que surge na área a tentar emendar um cruzamento de Rodríguez. Emenda, mas para fora.

88' Canto de Lino para a cabeça de Lisandro. A bola sai enrolada, para novo canto.

O FC Porto um a um

Ficaram a dormir no banho turco

Helton 5

Apesar de o Rio Ave ter ameaçado muitas vezes, a verdade é que o brasileiro apenas efectuou duas defesas, após remates de Chidi e Miguel Lopes.

Sapunaru 6

Constatar que o romeno foi um dos jogadores que mais perigo criaram, aparecendo na área por duas vezes, dá uma ideia do que foi o FC Porto. Esteve bem nas tarefas defensivas e atacou bastante.

Rolando 5

Começou por dar nas vistas com um cabeceamento fraco, ao lado, num canto de Lucho. Na defesa, sentiu alguns problemas para controlar Chidi, mas sem comprometer a baliza.

Bruno Alves 6

Esteve quase a marcar na cobrança de um livre. A bola foi ao poste, mas abriu o apetite para outros lances do género. No seu habitat natural, ganhou mais lances do que perdeu, sem deixar de mostrar a impetuosidade do costume.

Fucile 3

Para esquecer. Entrou mal no jogo e continuou da mesma forma até dar o lugar a Lino. Deu muito espaço a Livramento e acumulou erros, na marcação, recepção de bola ou passe. Para piorar as coisas, ainda viu um amarelo perfeitamente desnecessário.

Fernando 6

O melhor da equipa. Encarou o adversário como se estivesse na Liga dos Campeões - algo que a maior parte dos companheiros não fez - e esteve eficiente a tapar os caminhos para a sua baliza e prático a entregar a bola.

Lucho 5

Com o relvado pesado, o argentino viu-se apenas a espaços. As assistências para Sapunaru e Lisandro, que poderiam ter resultado em golo, acabaram por ser os melhores momentos. Por outras palavras, fez pouco.

Raul Meireles 4

Outra má exibição, com reflexos directos na equipa. Apenas fez um bom passe longo. No resto, não conseguiu dinamizar as acções ofensivas, nem foi tão eficaz como costuma ser a controlar o adversário.

Mariano 5

O mais activo na primeira parte, mas sem conseguir deslumbrar. Pediu a bola e partiu para cima dos adversários tentando dar chama à equipa, e isso foi mais notado porque a apatia era praticamente geral.

Lisandro 6

Andou desaparecido até ao intervalo. Na segunda parte, esteve combativo, ganhou bolas e assustou Paiva. Aliás, proporcionou-lhe a defesa da noite, aos 63', num remate forte e colocado. Um cabeceamento, também desviado pelo guarda-redes, e outro remate, após assistência de Lucho, que saiu por cima da barra, completaram a amostra.

Rodríguez 5

Na primeira parte, esteve ao nível de Fucile, formando um flanco esquerdo permeável e apagado. Foi um dos que devem ter acusado as correcções ao intervalo e mostrou mais empenho: ganhou mais bolas e efectuou alguns cruzamentos, contribuindo para sufocar o Rio Ave na meia hora final. Aos 89', viu um amarelo e arriscou ao encostar praticamente o nariz na cara de Pedro Proença.

Lino 6

Dois toques na bola serviram para ganhar na comparação com Fucile. Mexeu com o ataque e protagonizou cruzamentos perigosos.

Hulk 5

Pode queixar-se de uma falta de Gaspar quando se encaminhava para a baliza. Um remate forte, mas ao lado, foi o lance mais perigoso do brasileiro.

Candeias 5

É um jogador mais incisivo do que Mariano. Ganhou os duelos individuais e foi à linha cruzar algumas vezes.

O Tribunal de O JOGO

Rio Ave escapou de um penálti

O desfecho do jogo disputado em Vila do Conde poderia ter sido outro, se Pedro Proença tivesse castigado o Rio Ave com uma grande penalidade. No ressalto de uma bola, Gaspar desvia-a com o braço, em plena grande área, e os quatro especialistas do Tribunal de O JOGO são unânimes na avaliação: ficou por marcar um penálti. Esta foi a grande nódoa negra no trabalho realizado pela equipa de arbitragem liderada pelo árbitro lisboeta. Só um cartão amarelo mostrado ao portista Hulk, a punir uma simulação, dividiu opiniões.

Momento mais complicado
79'
Após o livre de Bruno Alves, Gaspar desvia a bola com o braço. Ficou por assinalar um penálti?

Jorge Coroado

-

Na sequência do livre cobrado pelo Bruno Alves, a bola ressalta no poste e Gaspar, que vem na cobertura ao seu guarda-redes, alonga o braço direito, perturbando a trajectória da bola. Grande penalidade que devia ter sido assinalada, e não foi.

Rosa Santos

-

Há realmente um desvio de Gaspar com o braço que deveria ter sido punido com grande penalidade. Para além disto, o jogador do Rio Ave deveria ter visto o cartão amarelo. Aqui, o árbitro erra nas componentes técnica e disciplinar.

Soares Dias

-

Pelas imagens televisivas, é possível verificar que a bola, depois de bater na poste, ressalta na direcção do Gaspar, que a desvia com o braço. Ficou por marcar uma grande penalidade contra o Rio Ave.

António Rola

-

Após a bola embater no poste da baliza do Rio Ave e ressaltar para o terreno de jogo, Gaspar utiliza o braço direito ao tentar desviar a sua trajectória, pelo que ficou por sancionar uma grande penalidade contra o Rio Ave.

Outros Casos

23'

Lisandro está em posição ilegal no momento do cruzamento?

41'

Sílvio corta a bola com o braço, a justificar grande penalidade?

81'

Hulk simula falta ou é carregado por Gaspar?

90'+2'

É bem assinalada uma deslocação a Semedo?

Jorge Coroado

+

Lisandro encontra-se adiantado em relação ao penúltimo defensor, e aqui é bom referir que a avaliação de situações semelhantes é feita ponderando a cabeça, o tronco ou pernas do atacante.

+

O remate é feito muito à queima-roupa, e o jogador, em queda, faz um movimento com o braço, em compensação do desequilíbrio e na protecção do rosto.

+

Hulk ultrapassa os adversários e, sentindo a proximidade de Gaspar, simula uma rasteira. É bem exibido o cartão amarelo.

+

Semedo encontra-se adiantado em relação à bola e ao penúltimo defensor. Positiva a acção do árbitro-assistente.

Rosa Santos

+

No momento do passe, Lisandro encontra-se adiantado em relação ao penúltimo defensor. O lance é bem avaliado.

+

Não há qualquer dúvida de que Sílvio joga a bola com o braço, mas não é um lance passível de grande penalidade.

-

Neste lance, não interessa se é dentro ou fora da área. O sr. árbitro erra ao transformar uma falta defensiva numa falta atacante. Inexplicável o cartão amarelo mostrado ao jogador do FC Porto.

+

O jogador do Rio Ave encontra-se efectivamente em fora-de-jogo. É bem assinalado o deslocamento.

Soares Dias

+

Quando a bola lhe é endossada, o Lisandro encontra-se ligeiramente adiantado, pelo que é bem assinalado o fora-de-jogo pelo árbitro assistente, que estava atento.

+

Numa primeira imagem, parece que a bola lhe bate no braço. Já na repetição verifica-se que a bola bate no peito do jogador, sem falta.

-

Não há qualquer simulação de Hulk. O jogador do FC Porto é derrubado em falta por Gaspar. É por isso mal exibido o cartão amarelo a Hulk. Ficou por marcar uma falta à entrada da área.

+

Quando a bola lhe é passada, Semedo encontra-se ligeiramente adiantado, pelo que o árbitro assistente esteve bem ao assinalar o respectivo fora-de-jogo.

António Rola

+

No momento em que a bola lhe é passada, Lisandro encontra-se em posição de fora-de-jogo. Bem o árbitro-assistente ao dar a indicação da infracção ao árbitro Pedro Proença.

+

Lisandro remata muito perto do adversário, e este faz uma rotação de corpo. A bola bate-lhe na coxa e no braço, sem qualquer infracção.

+

É uma situação de difícil julgamento. Tudo indica que Hulk simula uma falta, pelo que concordo com a decisão do árbitro de advertir com cartão o jogador do FC Porto.

+

No momento do passe, o jogador do Rio Ave está efectivamente em fora-de-jogo. Decisão acertada do árbitro assistente.

sábado, 20 de setembro de 2008

Jornada 3 » Sporting 2-0 Belenenses

Esquecer Barcelona no "adeus" de vuk...

MÁRIO DUARTE

Afinal, o Sporting não é uma equipa assim tão pequena e desprovida de personalidade e recursos, como chegou a ser preconizado depois de noite notavelmente atípica no esmagador Camp Nou, ante o colossal Barcelona; Rochemback, pelos vistos, não é um jogador assim tão pesado e amorfo, mas antes um dínamo de uma equipa que quer e sabe mandar e... ganhar. É óbvio que o adversário de ontem não era o todo-poderoso conjunto blaugrana, e o Belenenses teve o azar de... pagar as favas de uma noite desinspirada e desvirtuada do leão na Cidade Condal.

O duelo de Alvalade começou com o confronto de losangos, com Moutinho, Rochemback, Izmailov e Romagnoli a medirem forças - e a levarem a melhor - com Gómez, Mano, José Pedro e Silas. Os leões, mesmo com o paradigma do certo e do errado da velocidade - Rochemback, com passes em profundidade ou circulação ao primeiro toque, imprimia grande dinâmica e... velocidade ao jogo do Sporting, enquanto Romagnoli corria muito... atrás da bola -, dominaram e controlaram do princípio ao fim, mercê da qualidade de passe, mobilidade e pressão de Rochemback, Izmailov e Moutinho, assim como da dupla atacante inédita composta por Postiga e Djaló.

O 7 russo lesionou-se e saiu ao intervalo para a entrada triunfante - todo o estádio gritou o seu nome - de Vukcevic. O camisola 10 foi recebido em apoteose pelos adeptos, quando a equipa vencia já por 1-0, e, mesmo não tendo a mesma influência que Izmailov assumiu na primeira parte, recebeu - deveria ter recebido - enorme alimento para o ego, mas pelos vistos quer sair em Janeiro. A tendência do jogo manteve-se, e, mesmo com menor acutilância, os leões controlaram sempre, surgindo com naturalidade o segundo golo, por Romagnoli, de penálti ganho por Postiga, que marcara o primeiro.

Os leões venceram sem contestação, no melhor arranque de Paulo Bento - nove pontos em três jogos -, e seguem na frente.

Sporting 2-0 Belenenses


Estádio José alvalade

relvado bom >> 26 963 espectadores

Árbitro Elmano santos (AF madeira) >> Asssitentes sérgio serrão e álvaro mesquita

4.º árbitro nuno miguel roque


Treinador Paulo bento

1 Rui Patrício GR 7

78 Abel LD 5

13 Tonel DC 6

4 Polga DC 6

12 Caneira LE 6

28 João Moutinho MD 7

26 Rochemback MO a 67' 7

7 Izmailov MO a INT 7

30 Romagnoli MO a 83' 5

20 Yannick Djaló AV 6

23 Postiga AV 8

-

19 Ricardo Batista GR

5 Pedro Silva LD

8 Ronny LE

24 Miguel Veloso MD d 67' 3

10 Simon Vukcevic MO d INT 4

25 Pereirinha MO d 83' 2

22 Tiuí AV

Golos

[1-0] 33' Postiga [2-0] 50' Romagnoli

amarelos 15' Postiga, 89' Miguel Veloso

vermelhos Nada a assinalar


Treinador casemiro mior

99 Júlio César GR 5

3 Carciano LD 5

28 Alex DC 4

4 Matheus DC 5

8 Maykon LE a 78' 4

6 Gómez MD 6

18 Mano MO 5

11 José Pedro MO 6

10 Silas MO 6

19 Porta AV a 71' 5

75 Wender AV a 80' 4

-

73 Costinha GR

33 Vanderlei DC d 78' 2

7 Edimilson MD

26 Vinicius MO

9 João Paulo AV d 80' 2

21 Roncatto AV d 71' 2

37 Junior Negão AV

Golos

amarelos 40' Mano, 49' Maykon

vermelhos Nada a assinalar

Lances-chave

Sporting

6' Rochem- back insiste após um canto, lançando Hélder Postiga nas costas da defesa azul, mas o avançado atira por alto.

17' Recupe-rando uma bola na meia-esquerda, Izmailov ultrapassa um adversário e atira forte, mas ao lado.

18' Na sequêcia de um canto apontado por Rochemback, Polga cabeceia, mas ligeiramente ao lado.

23' Izmailov avança pela esquerda, passa atrasado para Djaló, este dá para Rochemback, que assiste Romagnoli: o remate, desviado por um defesa, erra por pouco o alvo.

33' [1-0] Cruza-mento de Izmailov, a partir da esquerda, resulta num corte defeituoso. Djaló, de cabeça, amortece para Hélder Postiga, que partiu de posição duvidosa, fazer o primeiro golo da noite.

41' Rochem-back aponta um livre em posição frontal, a cerca de 120 km/h, mas a bola passa ao lado.

48' Com um passe no espaço, Romagnoli desmarca Postiga e este ultrapassa Maykon, que o derruba, já dentro da área de rigor.

50' [2-0] Romagnoli converte o castigo máximo e dá tranquilidade aos leões.

61' Aprovei-tando o espaço disponível à entrada da área visitante, Romagnoli atira forte, para boa defesa de Júlio César.

67' A bola chega aos pés do capitão do Sporting, João Moutinho, que tenta surpreender Júlio César com um remate em jeito, mas este erra o alvo pretendido.

Belenenses

3' No primeiro lance de perigo da partida, a bola sobra para Mano, à entrada da área, mas o disparo sai por cima.

22' Canto de Silas, com Matheus a cabecear para defesa segura de Rui Patrício.

31' Após um canto apontado à maneira curta, José Pedro envia a bola para a área, onde Carciano surge a cabecear, falhando por pouco.

35' Utilizan-do o seu famoso pé esquerdo, José Pedro dispara uma bomba que passa muito perto da baliza leonina.

45'+1 Wender centra para a área contrária, onde Porta, com um remate acrobático, atira para fora.

55' Lançado por Wender, Silas isola-se e, na melhor ocasião para os visitantes, só não faz golo porque Rui Patrício consegue uma defesa brilhante, para canto.

73' Cruzamento de Maykon, a partir da ala-esquerda do ataque azul, que não é interceptado por ninguém e chega a Mano, que volta a obrigar Rui Patrício a uma defesa apertada.

O Sporting um a um

Meio de Rocha e ataque com... Ninja

RUI MIGUEL GOMES

Rui Patrício 7

Duas intervenções de qualidade, aos 55' e 73', quando os oponentes estavam isolados, foram determinantes para manter a sua baliza inviolada. Algumas hesitações a sair de entre os postes em noite de pouco trabalho.

Abel 5

Abnegado e participativo nas inúmeras transições para o ataque pelo seu flanco. Menor acerto na marcação, dando alguns espaços nas suas costas, e no capítulo do passe.

Tonel 6

Actuação segura e tranquila. Pouco trabalho a anular os avançados contrários. Aos 51', ainda rematou de muito longe para defesa fácil de Júlio César.

Polga 6

O excelente posicionamento bastou para ganhar (quase) todos os lances na sua zona de acção. Aos 18', de cabeça, esteve perto de marcar... mas a bola saiu junto ao poste. Subiu de produção no segundo tempo.

Caneira 6

Integrou-se no processo ofensivo sem reservas, tabelando amiúde com o interior do seu lado, Izmailov, e efectuando várias diagonais interiores que criaram perigo. Menos afoito, mais concentrado defensivamente na etapa complementar.

João Moutinho 7

Manteve a bitola elevada no capítulo do passe, onde é exímio. Bem nos movimentos de basculação na zona central do terreno e sempre determinado na luta pela posse de bola. Como é habitual, revelou inteligência na procura da melhor opção para dar seguimento às transições ofensivas.

Rochemback 7

Primeira parte de bom nível, procurando, em posse de bola, variar o flanco para criar desequilíbrios posicionais no oponente. Aí, foi mestre, e, quando se tratou de jogar ao primeiro toque, foi um ai-jesus para os azuis. Homem das bolas paradas, entre os cantos que marcou ainda aplicou o seu forte remate em livres directos, aos 25' e 41': neste último, a bola saiu a rasar o poste esquerdo de Júlio César.

Izmailov 7

As constantes diagonais que executou criaram enormes dificuldades ao bloco defensivo contrário. Com a entrega que lhe é reconhecida, participou activamente no processo ofensivo e nas transições ataque/defesa, conquistando várias posses de bola. Saiu ao intervalo por lesão.

Romagnoli 5

45' a correr atrás da bola sem lhe tocar com a frequência habitual, não tendo oportunidade para pôr em prática o seu drible curto. Apareceu melhor após o descanso... marcou de pénalti aos 50' e, aos 60', obrigou o guardião contrário a defesa apertada. Até à substituição (83'), conseguiu ser mais influente na manobra ofensiva da equipa.

Yannick Djaló 6

O período inicial do encontro foi de menor actividade - algum desentendimento com Postiga -, mas com o passar dos minutos ganhou espaços e executou movimentos de ruptura determinantes para que a dupla funcionasse. Foi dele a assistência para o golo inaugural e acabou por ser peça preponderante nas acções de pressão no meio-campo contrário.

Vukcevic 4

Motivado, como Paulo Bento quer, para o trabalho colectivo, o camisola 10 esforçou-se por corresponder aos incentivos provenientes das bancadas. Pormenores de classe surgiram nos primeiros minutos em campo, e as combinações com os colegas do miolo - em particular com Rochemback - foram uma constante, enquanto o jogo não afrouxou. Depois, foi na onda...

Miguel Veloso 3

Dois ou três toques de classe a pincelar uma aparição cheia de vontade.

Pereirinha 2

Uma ou duas arrancadas e combinações no seu flanco. Pouco mais.

A ESTRELA: Postiga (8)

De lado ou de costas, foi sempre influente - jogou que se fartou, e nem à pancada lhe tiraram a vontade

Sem poder contar com o Ninja, Derlei, Paulo Bento deu oportunidade a Postiga de mostrar atributos que o fizeram despontar no futebol. A inteligência e a classe a jogar de costas para a baliza, sempre bem posicionado face aos marcadores directos, foram aspectos determinantes numa noite plena de qualidade. Tudo começou aos 6', quando, em boa posição - sem marcação e sobre a linha da grande área -, disparou forte por cima da baliza dos azuis. Aos 33', o oportunismo dentro da área, quando estava de lado para o alvo, permitiu-lhe inaugurar o marcador. A partir daí, com maior insistência, sempre que a equipa recorreu ao jogo directo, foi referência e, a pivô, fartou-se de levar pancada (então de Vanderlei... foi um abuso). Foi ele quem arrancou o pénalti, aos 49', para Pipi Romagnoli marcar... e falhou o segundo da noite, aos 90'+2', com a baliza à mercê... estava roto!

O Tribunal de O JOGO

Hélder Postiga em fora-de-jogo no 1-0

Os especialistas do Tribunal de O JOGO não têm quaisquer dúvidas, Hélder Postiga partiu de posição irregular no lance em que abriu o marcador no Estádio de Alvalade, pois no momento do passe Yannick Djaló tinha apenas um defensor entre si e a linha de baliza. Como tal, Elmano Santos devia ter invalidado o golo apontado pelo internacional luso. De resto, a actuação da equipa de arbitragem chefiada pelo juiz da Madeira não mereceu mais reparos por parte do quarteto.

O CASO

33'

Hélder Postiga está em posição legal no lance em que inaugura o marcador?

Jorge Coroado

-

No momento em que Yannick Djálo cabeceou a bola para Hélder Postiga, este apenas tinha entre si e a baliza contrária um defesa adversário, pelo que deveria ter sido assinalado fora-de-jogo. Má leitura do lance por parte do assistente Álvaro Mesquita.

Rosa Santos

-

Hélder Postiga está dentro do campo, mas está em posição ilegal. O avançado do Sporting encontrava-se em posição irregular pois não tinha entre ele e a baliza dois jogadores adversários.

Soares Dias

-

Hélder Postiga, no momento em que a bola é passada, está em posição incorrecta e beneficia dessa irregularidade, num lance em que teria de ser assinalado fora-de-jogo. O árbitro-assistente, pouco atento, não assinalou o fora-de-jogo que se impunha.

António Rola

-

Quando Yannick Djaló cabeceou a bola, Hélder Postiga estava fora-de-jogo. O árbitro-assistente ter-se-á iludido pela posição do guardião, porque normalmente é o último defesa e neste caso estava como penúltimo defesa e isso levou a que se enganasse. Erro grave com efeitos no resultado.

OUTROS CASOS

29'

Maykon comete falta sobre Rochemback?

43'

O lance entre Gavilán e Izmailov merecia punição técnica e disciplinar para o jogador azul?

48'

Elmano Santos esteve bem ao assinalar penálti sobre Hélder Postiga e punir Maykon com o cartão amarelo?

62'

O golo marcado por Yannick Djaló foi bem anulado?

Jorge Coroado

-

Rochemback foi empurrado. O árbitro, desatento, não assinalou o respectivo pontapé livre directo.

+

Não houve infracção de Gavilán, que chegou primeiro e jogou a bola. Depois, Izmailov meteu o pé entre as pernas do adversário recebendo um toque sem responsabilidade do opositor.

+Maykon, de forma incrível e irres-ponsável, qual aprendiz de futebolista, derrubou Hélder Postiga, em flagrante irregularidade punível com penálti e com cartão amarelo.

+

Djaló estava adiantado em relação ao penúltimo defensor e à frente da linha da bola. A indicação do assistente enquadra-se na lei 11.

Rosa Santos

+

Não há nenhuma falta sobre o jogador do Sporting.

+

Estou de acordo com o árbitro, pois não vejo qualquer infracção sobre Izmailov.

+

A grande penalidade é bem marcada, enquanto o cartão amarelo mostrado a Maykon é critério do árbitro.

+

Yannick Djaló está à frente da linha da bola e não tem dois jogadores adversários entre si e a baliza, por isso aceita-se o fora-de-jogo.

Soares Dias

+

Não há qualquer falta. O árbitro deixou seguir e bem, pois embora tenha havido contacto, não é o suficiente para ser considerado falta.

+

Não há motivo para que o árbitro tivesse agido quer técnica quer disciplinarmente. Esteve bem o árbitro ao deixar seguir o lance.

+

A grande penalidade é bem assinalada e por conseguinte nada há a dizer. O jogador do Sporting foi rasteirado e como tal impunha-se grande penalidade.

+

O lance é bem anulado, pois quando a bola é passada, Djaló está à frente da linha da bola. O fora-de-jogo é bem assinalado pelo árbitro-assistente.

António Rola

+

O lance é muito rápido e, pelo que dá a observar, o jogador do Belenenses ganha posição sobre Rochemback e carrega este no ombro de forma legal. Sendo assim, aceita-se a decisão do árbitro.

+

O jogador do Belenenses jogou primeiro a bola e depois atingiu Izmailov, sem que daí se justificasse qualquer sanção disciplinar.

+

Maykon, quando se encontrava em deslize pelo relvado, e já sem hipóteses de jogar a bola, toca na perna esquerda de Hélder Postiga e derruba-o na área, para grande penalidade. Bem o árbitro no aspecto técnico e disciplinar.

+

Sendo um lance de difícil julgamento, podemos observar, no entanto, que Yannick Djaló, no momento em que a bola lhe é passada, está em posição irregular. Bem o árbitro-assistente ao dar sinal da infracção.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Jornada 2 » Casos da Bola

Segundo o Tribunal d'O Jogo (baseado na opinião de 3 ex-árbitros internacionais):

FCPorto:
6' Luisão devia ser expulso por alegada agressão sobre Sapunaru? FCPorto PREJUDICADO
10' É bem assinalada a grande penalidade, por falta de Katsouranis sobre Lucho? Decisão arbitral ACERTADA
30' Disputa de bola entre Raul Meireles e Di María na área portista. Há penálti? Decisão arbitral ACERTADA
58' Katsouranis entra sobre Rodríguez. Bem mostrado o segundo amarelo? Decisão arbitral ACERTADA


Sporting:


Benfica:
6' Luisão devia ser expulso por alegada agressão sobre Sapunaru? E devia ter sido marcado penálti? Benfica BENEFECIADO
10' É bem assinalada a grande penalidade, por falta de Katsouranis sobre Lucho? Decisão arbitral ACERTADA
30' Disputa de bola entre Raul Meireles e Di María na área portista. Há penálti? Decisão arbitral ACERTADA
58' Katsouranis entra sobre Rodríguez. Bem mostrado o segundo amarelo? Decisão arbitral ACERTADA

Jornada 2 » Melhores da Jornada

12. QuimBenfica

78. AbelSporting2. Bruno AlvesPorto13. TonelSporting5. LéoBenfica

7. IzmailovSporting8. LuchoPorto26. RochembackSporting28. João MoutinhoSporting

23. Helder PostigaSporting7. CardozoBenfica
http://www.lpfp.pt/Liga_sagres/pages/dreamteam.aspx?epoca=20082009&info=Jornada

‘Onze’ da Jornada - avaliação da ‘Futebolista’ (de 1 a 10):
Guarda-Redes – Quim (Benfica) – 8 pontos
Defesa – Abel (Sporting) – 7
Defesa – Rolando (FC Porto) – 7
Defesa – Alonso (Nacional) – 7
Médio – C. Rodriguez (FC Porto) – 8
Médio – Lucho Gonzalez (FC Porto) – 8
Médio – José Manuel (Leixões) – 7
Médio – Flávio Meireles (V. Guimarães) - 7
Avançado – William (P. Ferreira) – 7
Avançado – Mateus (Nacional) – 7
Avançado – Garcés (Académica) – 7
http://revistafutebolista.blogspot.com/2008/09/liga-sagres-anlise-da-2-jornada.html

#NomeClubePosiçãoPontos
1Lucho PortoMédio905
2QuimBenficaGuarda Redes634
3José PedroBelenensesMédio483
4C.RodriguezPortoAvançado409
5Helder PostigaSportingAvançado379
6WilliamP. FerreiraMédio367
7Zé ManelLeixõesMédio334
8RobertoV.GuimarãesAvançado333
9GarcêsAcadémicaAvançado328
10MateusNacionalAvançado297
Fonte: http://www.lpfp.pt/Liga_sagres/pages/mvp.aspx?epoca=20082009&info=Jornada&jornada=2

Jornada 2 » Capas dos Jornais





Jornada 2 » Resultados e Classificações

JogoDataHoraTV
Belenenses2 | 2P. Ferreira29/Ago20:30
Benfica1 | 1Porto30/Ago20:45
Nacional2 | 1Naval31/Ago16:00
Académica1 | 0Rio Ave31/Ago16:00
Trofense1 | 2Leixões31/Ago16:00
V.Setúbal1 | 0E. Amadora31/Ago18:00
Marítimo0 | 1V.Guimarães01/Set19:15
Braga0 | 1Sporting01/Set21:15

PosClubeJogosVitóriasEmpatesDerrotasGolosMédiasPts
CFTCFTCFTCFTGMGSGMGS
1Nacional112112000000522,51,06
2Sporting112112000000412,00,56
3V.Setúbal112101011000211,00,54
4V.Guimarães112011101000211,00,54
5Porto112101011000311,50,54
6E. Amadora112101000011110,50,53
7Braga112011000101211,00,53
8Naval112101000011221,01,03
9Leixões112011000101341,52,03
10Académica112101000011110,50,53
11Benfica112000112000221,01,02
12P. Ferreira112000011101241,02,01
13Belenenses112000101011241,02,01
14Rio Ave112000101011120,51,01
15Marítimo112000000112020,01,00
16Trofense112000000112251,02,50

#NomeClubePosiçãoGolosJogosMédia
1Bruno AmaroNacionalMédio221,00
2WesleyLeixõesMédio221,00
3WilliamP. FerreiraMédio221,00
4Paulo CésarBragaAvançado111,00
5RobertoV.GuimarãesAvançado111,00
6MarianoPortoAvançado111,00
7YannickSportingAvançado111,00
8GarcêsAcadémicaAvançado111,00
9DouglasV.GuimarãesAvançado111,00
10SemedoRio AveAvançado120,50
11HulkPortoAvançado120,50
12Mateus V.SetúbalMédio120,50
13Cardozo BenficaAvançado120,50
14IzmailovSportingMédio120,50
15MarinhoNavalAvançado120,50
16CelsinhoE. AmadoraMédio120,50
17EdsonNacionalDefesa120,50
18RodrigoBelenensesDefesa120,50
19AlonsoNacionalDefesa120,50
20Lucho PortoMédio120,50

Fonte: http://www.lpfp.pt

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Jornada 2 » Braga 0 - Sporting 1

Este leão entra logo a matar

MÁRIO DUARTE

A pagar a má imagem deixada pelas segundas linhas ante o colossal Real Madrid em jogo particular, manter a senda vitoriosa esta época e garantir uma vitória que assegurasse a liderança partilhada na Liga que querem resgatar a 24 de Maio de 2009 conseguindo, desde já, vantagem directa sobre os mais directos concorrentes - este era o objectivo do Sporting; surpreender, logo à partida, um adversário complicado, bem armado e com grande consistência defensiva, que partia para o sétimo jogo da época sem sofrer golos e a somar por vitórias os jogos disputados - esta era a fórmula. Os leões levaram três minutos a interpretá-la com sucesso, matando de início o carisma intacto com que as redes bracarenses, à guarda de Eduardo, se apresentavam e fintando o pecado repetido na temporada passada de dar meio jogo de avanço aos adversários: os leões entram para ganhar e conseguem chegar à vantagem num ápice - logo aos 3'.

O domínio madrugador do Sporting em Braga foi pouco menos que avassalador, com a dupla de ataque que arrecadou o título e a Taça UEFA em 2003 (Postiga e Derlei) a repetir uma enorme agressividade e o meio-campo disposto em losango a mostrar-se muito solidário, com as compensações a serem conseguidas em permanência e a circulação de bola a surgir fluente e certeira. O Braga dispunha-se num losango menos pressionante que o dos leões e "inclinado" para a direita, insistindo em Alan para a manobra ofensiva - a que Grimi e Izmailov, de resto, se opunham com propósito -, com Luis Aguiar a abusar da posse de bola... e consequente perda, dada a pressão imediata dos leões. O "desaparecimento" de Romagnoli e o alargamento da equipa de Jesus levou a maior domínio do Braga ao cair da primeira parte (Rui Patrício fez a primeira defesa aos... 45'+3').

O Braga surgiu na segunda parte com novo alento e com disposição reforçada para discutir o jogo. Paulo Bento trocou o "herói do jogo" (Postiga) pelo "herói da Taça" (Tiuí), Jesus respondeu com a troca de Matheus por César Peixoto e ganhou ainda maior propensão ofensiva. Com o lançamento de Mossoró e Rentería, entrou Miguel Veloso por Romagnoli, assumindo Moutinho a posição dez e Bento o pragmatismo de querer garantir um triunfo importante que os leões, mesmo com a expulsão de João Pereira (84'), fizeram por saber segurar, graças à raça de Derlei, à disponibilidade de Izmailov e à autoridade e experiência de Rochemback - e ao golo de Postiga, claro. O leão entrou a matar, teve a capacidade de sofrer por uma hora e resgatou a vitória ante um adversário muito complicado. É assim que se fazem os campeões...n

Ficha de Jogo:

Braga 0-1 Sporting

Estádio axa relvado excelente 16 424 mil espectadores >> Árbitro Bruno Paixão (AF Setúbal) Asssitentes sérgio lacroix e paulo ramos 4.º árbitro andré gralha

Treinador jorge jesus

Braga

1 Eduardo GR 5

47 João Pereira LD 4

5 Moisés DC 6

2 Rodriguez DC 6

6 Evaldo LE 5

17 Frechaut MD 6

30 Alan MO 6

99 Matheus MO a 57' 5

22 Luis Aguiar MO a 66' 6

29 Linz AV 5

19 Meyong AV a 66' 5

31 Kieszek GR

44 André Leone DC

13 Stélvio MD

7 Mossoró MO d 66' 4

21 César Peixoto AE d 57' 5

9 Paulo César AV

18 Rentería AV d 66' 4

amarelos 4' Luis Aguiar, 22' Evaldo, 62' João Pereira, 72' Moisés, 88' César Peixoto

vermelhos 84' João Pereira

Sporting

Treinador Paulo Bento

1 Rui Patrício GR 6

78 Abel LD 7

13 Tonel DC 6

12 Caneira DC 6

18 Grimi LE 6

28 João Moutinho MD 6

26 Rochemback MO 6

7 Izmailov MO 6

30 Romagnoli MO a 67' 5

11 Derlei AV a 86' 7

23 Postiga AV a 56' 7

16 Tiago GR

3 Daniel Carriço DC

8 Ronny LE

24 Miguel Veloso MD d 67' 5

10 Simon Vukcevic MO d 86' -

25 Pereirinha MO

22 Tiuí AV d 56' 4

Golos

[0-1] 3' Postiga

amarelos 9' Grimi, 36' Postiga, 38' Abel, 53' João Moutinho, 81' Miguel Veloso

vermelhos Nada a assinalar

SPORTING UM A UM

"Ninja" ainda parte pedra

Rui Patrício 6

Sem até aí ter feito uma única defesa, quase comprometeu ao tentar socar a bola, quando estava livre na sua pequena área para a agarrar, mas o lance não teve consequências (45'+4'). Na segunda parte, teve mais trabalho, mas esteve muito atento e correspondeu sempre bem.

Abel 7

Entrou, sem olhar a saudades, numa casa que bem conhece e arrombou-a logo de entrada: na sua primeira arrancada pela direita, sentou a concorrência no chão e assistiu Postiga para o 0-1. Simplesmente intransponível a defender num jogo a roçar a perfeição. Excelente.

Tonel 6

Tal como Caneira, esteve algo precipitado na saída com a bola dominada, mas foi incansável na sua zona de acção, ganhando lances atrás de lances e bloqueando as tentativas bracarenses de penetração com nervo e autoridade.

Caneira 6

Lançado para o centro-esquerda da defesa, face à ausência de Polga, esteve igual ao seu parceiro de sector, em especial na segunda metade. Nunca virou a cara à luta, e o triunfo arrancado a ferros deveu-se e muito à sua acção. Atirou ao lado aos 75'.

Grimi 6

Se, defensivamente, esteve ao seu nível, já na manobra atacante continua a ser useiro e vezeiro no "charuto" para a frente, numa já crónica precipitação. Ainda assim, o lateral-esquerdo argentino merece menção honrosa.

João Moutinho 6

Na noite do ponto final parágrafo da sua eventual saída no defeso, o capitão respondeu ao seu nível, lutando imenso num jogo de luta por definição. Moveu vigilância a Luis Aguiar. Passou para dez, quando saiu "Pipi", e esteve então mais em jogo, com mais bola, apesar de se continuar a desdobrar por todo o sector intermédio, invariavelmente com acerto.

Rochemback 6

Num jogo musculado, ao seu estilo, o 26 destruiu mais do que construiu. Marcou o ritmo do jogo a partir de segunda metade, quando emprestou garra, determinação, qualidade de passe e equilíbrio.

Izmailov 6

Apagado no primeiro período de jogo, o russo esteve discreto também na segunda parte... no capítulo ofensivo. Juntou-se ao espírito solidário da sua equipa e, se não foi brilhante noutras alturas, esteve intratável nas recuperações e foi importantíssimo.

Romagnoli 5

Deveras intermitente, apareceu a espaços e quase sempre sem gerar os desequilíbrios que lhe são habituais nos últimos 30 metros, mas louve-se-lhe a generosidade na forma como defendeu. Sem espanto, saiu aos 67 para dar lugar a Miguel Veloso.

Derlei 7

A triangulação que originou o primeiro dos leões foi entre o "Ninja" e Abel. Sempre intenso na Pedreira de Braga - apesar dos problemas físicos que acusou desde cedo, devido a pancadas -, o veterano já contava quatro faltas sobre os defesas contrários aos 20'. Correu feito louco por todo o campo, num exemplo de querer, de profissionalismo e de sacrifício.

Tiuí 4

Entrou tímido e não aproveitou uma distracção na área minhota aos 83'. Já nos descontos, perdeu tempo e espaço ao isolar-se, rematando ao lado.

Miguel Veloso 5

Lançado para travar o fresco Mossoró, consegui-o e ainda foi importante na forma como conteve a bola.

Vukcevic -

Entrou aos 86', para gáudio dos adeptos leoninos, mas sem tempo para algo fazer.

A FIGURA

HÉLDER POSTIGA 7
Seca de golos durava desde o dia 2 de Novembro!

Sem marcar no Campeonato desde 2 de Novembro de 2007 - quando, ainda pelo FC Porto, desfeiteou o Belenenses... de Jorge Jesus -, Postiga teve bela estreia a titular pelo Sporting. Numa entrada à leão, o avançado fez o golo que valeu três pontos aos 3'. Jogou, fez jogar e ainda defendeu com denodo. Saiu aos 56', é certo, mas fez a diferença, com Pinto da Costa a ver.

Vaiado por hábito

Bruno Paixão cometeu erros algo disparatados: interrompeu um lance de perigo iminente para mostrar amarelo a Evaldo, aos 22'; deixou seguir lances em que a bola já tinha saído; nas interrupções para que os jogadores fossem assistidos mostrou amarelos despropositados; e deixou outros no bolso, como o que se aconselhava a Rodriguez aos 59' após entrada sobre Derlei. Não cometeu, porém, erros capitais e não influenciou o resultado.





sábado, 30 de agosto de 2008

Jornada 2 » Benfica 1 - FCPorto 1

Foram-se as pernas desligou-se a cabeça

JOÃO SANCHES

A forma como Katsouranis, um jogador experiente e com muitos quilómetros nas pernas, se deixou ludibriar pela movimentação de Lucho no lance que, decorridos apenas dez minutos de jogo, levou Jorge Sousa à primeira grande decisão da noite, é sintomática da ainda deficiente articulação do grego com Luisão e, por outro lado, suficientemente ilustrativa para enfatizar uma das conclusões a espremer deste clássico: o Benfica, muito antes de se ver reduzido a dez jogadores (por expulsão de Katso, aos 59') e, depois, de claudicar fisicamente, foi surpreendido pelas medidas com que Jesualdo Ferreira talhou este FC Porto. Além de dar altura ao eixo defensivo - com a aposta em Rolando para parceiro de Bruno Alves - e de recolocar Fucile à esquerda para apagar o fogo que poderia sair das botas dos flanqueadores Di María e Reyes, guarneceu a linha média para se superiorizar. Escaldado pelos acontecimentos da Supertaça - troféu perdido para um Sporting que ganhou a batalha no meio-campo -, resolveu pôr Fernando como pivô defensivo, confiou a Raul Meireles a dupla missão de reinar na zona interior esquerda e de proteger as costas de Rodríguez, que muitas e muitas vezes executou diagonais para o centro, encostou Tomás Costa à direita e entregou a Lucho a responsabilidade de garantir os equilíbrios, ora fechando ao meio, ora surgindo como segundo avançado. E foi nesse papel que o argentino, travado irregularmente por Katsouranis na área benfiquista, arrancou a grande penalidade que ele próprio se encarregaria de converter.

Carlos Martins e Yebda, excessivamente alinhados sobre a zona central, concediam espaços a mais nas costas, e o ataque portista, impulsionado por Rodríguez - apesar das invectivas e dos assobios que escutou... -, Lucho, Meireles e Lisandro, explorava o espaço entre linhas - e, num desses aproveitamentos, Lisandro, aos 41', atirou cruzado ao poste. Mas o Benfica, apesar do buraco no esquema táctico, e embora Aimar teimasse em actuar muito distante de Cardozo, raramente funcionando como segundo atacante, vivia da energia de Di María e de alguns passes a rasgar de Reyes e Carlos Martins. E a melhor situação de golo dos encarnados em toda a primeira parte teve origem numa jogada de laboratório bem executada, mas que esbarrou, quase acidentalmente, na muralha improvisada pelos dragões à frente da pequena área.

O primeiro sinal de descompensação física na equipa benfiquista surgiu ao minuto 47 - já Guarín tinha rendido Tomás Costa no FC Porto -, com Aimar a lesionar-se depois de um cruzamento em esforço. De uma cavalgada insistente de Yebda (outro elemento que viria a penar por insuficiência muscular) pelo flanco canhoto resultou a oferta de Helton - mal a desfazer o cruzamento - para o cabeceamento instintivo de Cardozo. A bola não beijou a malha, mas ultrapassou o risco de golo.

O entusiasmo do Benfica sofreria um forte revés aos 59', com a expulsão de Katsouranis. Quique levou demasiado tempo a reorganizar a equipa - Sidnei teria de entrar para o centro da defesa, ficando o ataque mais curto com a saída de Cardozo -, e, nesse intervalo, até deu para Jesualdo substituir um trinco (Fernando) por um avançado (Hulk). As dificuldades físicas dos encarnados cresceram nos últimos 20', com as lesões de Léo e Yebda e as mazelas de Reyes, Di María e Carlos Martins. Já com Rúben Amorim a fazer de lateral-direito e Maxi no papel que era de Léo, o Benfica uniu-se numa empreitada de sacrifício para salvar o ponto e, garantido pelo desempenho positivo de Quim na baliza, conseguiu bloquear o assomo final dos dragões, que foram então muito precipitados no último passe e, aqui ao ali, pagaram também pelo excesso de individualismo - principalmente de Hulk.

Benfica 1-1 FC Porto

Estádio da Luz

relvado em bom estado

53 496 mil espectadores

Árbitro Jorge Sousa (AF porto) >> Assistentes José Ramalho e José Luís Melo

4.º árbitro Duarte Gomes

Treinador Quique Flores

12 Quim GR 7

14 Maxi Pereira LD 6

4 Luisão DC 5

8 Katsouranis DC 1

5 Léo LE a 69' 6

26 Yebda MD 5

24 Carlos Martins MO 4

6 Reyes AD 4

20 Di María AE 6

10 Aimar AV a 50' 4

7 Cardozo AV a 66' 6

1 Moreira GR

27 Sidnei DC d 66' 6

18 Binya MD

11 Balboa AD

15 Rúben Amorim AD d 69' 6

19 Makukula AV

21 Nuno Gomes AV d 50' 5

Golos

56' Cardozo [1-1]

amarelos 11' Katsouranis, 51' Cardozo, 59' Katsouranis, 84' Nuno Gomes

vermelhos 59' Katsouranis

Treinador Jesualdo Ferreira

1 Helton GR 4

21 Sapunaru LD 5

14 Rolando DC 8

2 Bruno Alves DC 7

13 Fucile LE 6

25 Fernando MD a 62' 7

16 Raul Meireles MD a 83' 6

20 Tomás Costa AD a INT 4

8 Lucho MO 8

10 Rodríguez AE 7

9 Lisandro AV 6

33 Nuno GR

15 Lino LE

3 Pedro Emanuel DC

6 Guarín AD d INT 6

23 Candeias AE d 83' 5

12 Hulk AV d 62' 7

19 Farías AV

Golos

11' Lucho [0-1 g.p.]

amarelos 17' Sapunaru, 20' Fernando, 27' Rodríguez, 70' Lucho, 82' Lisandro

vermelhos Nada a assinalar

Lances-chave

3' Aimar aparece bem no interior da área e cabeceia por cima, após centro da direita, de Carlos Martins.

18' Livre à Camacho de Carlos Martins: o passe atrasado para Reyes é perfeito, o remate do espanhol bate num jogador do FC Porto e sai pela linha de fundo.

18' Outra vez Carlos Martins, agora no canto: primeiro desvio, de cabeça, de Cardozo; segundo, de pé direito, de Aimar para Lisandro parar no peito e cortar, de qualquer maneira, em cima do risco.

21' Carlos Martins remata forte, na marcação de um livre frontal, e Helton, que está na direcção da bola, agarra.

45'+1' Aimar solta-se e centra da direita. Cardozo salta mais alto do que Rolando e atira por cima da barra.

46' Di María lança Aimar, que se esforça para atingir a bola e remata para Helton. O argentino fica caído e é substituído.

48' Lance individual de Di María, a disparar cruzado, para fora, após passar por vários adversários.

52' Reyes avança no terreno e ganha enquadramento, mas o remate sai ao lado

56' [1-1] Yebda progride pela esquerda, cruza, e Helton defende para a frente, onde está Cardozo. O "Tacuara" cabeceia, Helton ainda toca na bola, e Bruno Alves afasta-a, só que já para lá da linha de golo.

63' Nuno Gomes surge na área, em boa posição, e, em esforço, chuta ao lado.

71' Maxi Pereira, já a defesa-esquerdo, arrisca o remate do meio da rua, sem perigo para Helton.

FC Porto

11'[0-1] Penálti de Katsouranis sobre Lucho. Bola larga para a grande área benfiquista, onde o grego agarra o argentino. Este, na conversão, atira para o lado direito de Quim. O 12 da Luz adivinha o lado, mas não consegue defender.

19' Rodríguez quase silencia a Luz: primeiro, ganha a bola, após remate de Lisandro, e dispara forte para boa defesa de Quim; depois, na recarga, vê Quim desarmá-lo no último instante.

41' Lisandro desmarca-se sobre o lado direito e é assistido por Lucho. O remate do 9 dos dragões sai cruzado e só pára no poste mais distante da baliza do já batido Quim.

43' Remate de Tomás Costa, ainda de meia-distância, com a bola a acabar atrás dos placares de publicidade.

49' Cavalgada impressionante de Guarín, a romper pela direita e a oferecer o golo, num passe atrasado (e açucarado), a Lisandro. Este, sem oposição, atira por cima.

61' Rodríguez em foco, agora a conseguir romper pela esquerda e a chutar forte para nova intervenção apertada de Quim. Canto.

64' Eis Hulk, recém-entrado, num tiro à entrada da área, obrigando Quim a arrojar-se para segurar.

66' Hulk, agora de pé direito, novamente com um bom remate para Quim defender... outra vez.

89' Fucile, em apoio ao ataque, capta a bola e nem pensa duas vezes em visar a baliza. A bola sai ao lado.

90'+3' Candeias perto da vitória. O extremo ganha espaço e posição: o tiro, em arco, passa perto do poste.

O Benfica um a um

Luvas de Quim contra uma tragédia grega

FILIPE PEDRAS

Quim 7

Ainda nem tinha feito uma defesa e já estava com Lucho à frente na marca de grande penalidade (10'). Até adivinhou o lado, mas não conseguiu suster o disparo. Impecável a sair dos postes, de registar as enormes intervenções a tirar o pão da boca a Rodríguez (19'): primeiro com uma estirada, depois já aos pés do uruguaio. O resto, foi pura segurança.

Maxi Pereira 6

Ganhou os duelos individuais que foi tendo com o amigo Rodríguez durante toda a primeira metade e a história repetiu-se na segunda metade, onde acabou mesmo como lateral-esquerdo. Certinho, nunca permitiu grandes veleidades nos terrenos que pisou.

Luisão 6

Exibição marcada pelo desperdício escandaloso quando tinha a baliza à sua mercê (18'). Não fosse tão clamorosa falha e até veria a avaliação inflacionada, pois esteve (quase) sempre bem no cumprimento do seu dever, fosse pelo ar ou à flor da relva.

Katsouranis 1

Um verdadeiro desastre. Primeiro, complicou o que parecia simples e, de uma falta infantil cometida na grande área resultou a vantagem dos azuis e brancos. Depois, entre outros desacertos pontuais, viu o segundo cartão amarelo aos 59' (!) com nova entrada imponderada, obrigando a equipa a correr o dobro quando até procurava a reviravolta.

Léo 6

Muito bem a apoiar o ataque, sempre que para isso teve oportunidade, viu-se apenas em trabalhos quando - a espaços - lhe eram colocadas bolas nas costas. Acabou por sair lesionado aos 69', mas até aí não foi por si que surgiram sobressaltos.

Yebda 5

Até parecia estar já habituado ao ambiente dos grandes clássicos, mas demorou a perceber que a ligação com a defesa não estava oleada. Quando ainda faltava quase meia hora para o final do jogo, já apresentava nítido desgaste físico, mas é dele a jogada que resulta no tento do empate encarnado.

Carlos Martins 4

Talvez receoso pelas subidas de Lucho, pareceu - durante largos minutos - inibido no assumir do jogo encarnado. Bem na cobrança das bolas paradas, a exemplo do lance estudado que esteve perto de resultar em golo (18'), não viu a história repetir-se com o esférico em movimento. Afinal, os passes a "rasgar" nunca saíram e o precoce desgaste físico só veio agudizar a desinspiração.

Reyes 4

Em noite de estreia oficial, muito coração e pouca objectividade. Mostrou que se sente mais à vontade na esquerda e também que está longe da melhor forma física, tais as dificuldades que manifestou em dar rápido seguimento aos contra-ataques.

Di María 6

Directo de Pequim para o onze inicial, deu sempre que fazer à defesa portista. Teve o golo nos pés (18') entre os vários pormenores de recorte técnico - o sinal de alerta ligava-se sempre que tinha a bola - e nunca teve pejo de partir para cima dos adversários. Terminou, também ele, esgotado, mais entregue a tarefas defensivas.

Aimar 4

Teve sempre honras de atenção especial de Fernando e até poderia ter marcado logo aos 3', não fosse o cabeceamento sair por alto. Não muito depois (18') viu o que parecia ser um golo cortado em cima da linha de baliza e pouco mais se viu, até que acabou por se lesionar no seguimento de um lance potencialmente perigoso para as redes de Helton (47').

Cardozo 6

Muito desacompanhado durante largos minutos, teve a difícil tarefa de lutar entre Bruno Alves e Rolando. Trabalhou sempre, contudo, e acabou por ser precisamente na zona de finalização que aceitou a prenda de Helton para festejar o único tento encarnado. Saiu apenas porque Quique Flores foi "obrigado" a lançar Sidnei.

Nuno Gomes 5

Entrou aos 50' para acabar de aquecer já no relvado e mexeu com o futebol encarnado, dando que fazer aos centrais portistas. Exemplo disso o remate na passada, às malhas laterais (64'), quando já enfrentava a ingrata tarefa de jogar muito só na frente. Assim foi durante meia hora de muita entrega.

Sidnei 6

Entrou bem. Excelente na leitura dos lances sempre que foi chamado a intervir, com o mérito de ter sido esta a sua estreia oficial. Uma limpeza.

Rúben Amorim 6

Permeável aqui e ali às investidas pelo seu flanco, acabou por ser muito importante, todavia, na fase final do encontro.

O FC Porto um a um

A jogar assim, Lucho pode renovar até à eternidade

TOMAZ ANDRADE

Helton 4

Exibição manchada pelo lance do golo benfiquista. Saiu mal ao cruzamento e colocou a bola na cabeça de Cardozo. Entre os postes, não sentiu dificuldades e parou todos os remates que foram à baliza. Arriscou a jogar com os pés em algumas saídas.

Sapunaru 5

Jogo intermitente do romeno. Com Di María pela frente, ganhou e perdeu lances, mas foi com Yebda que ficou com um sabor amargo na boca, quando o francês passou por ele no golo do Benfica. Ainda a apalpar terreno, ficou a ideia de poder atacar mais.

Bruno Alves 7

Nota-se que gosta deste tipo de jogos, disputados até à última pinga de suor. Foi isso que fez, sem perder a concentração. Excelente o passe longo para Lucho, que depois sofreu falta de Katsouranis na grande área benfiquista. Ainda tentou tirar a bola de dentro da baliza no golo do empate, mas foi impossível fazer melhor.

Tomás Costa 4

A exibição menos conseguida. Se, em termos defensivos, ainda foi útil, porque tapou bem os espaços na pressão sobre o adversário, com a bola nos pés acumulou erros e passes. Destaque para um remate muito forte que saiu ligeiramente ao lado da baliza de Quim. Foi substituído sem surpresa ao intervalo, entrando Guarín para o seu lugar.

Raul Meireles 6

É talvez o jogador mais útil do meio-campo do FC Porto. Joga em qualquer lado e fá-lo sempre bem. Desta vez, subiu mais no relvado e dividiu a acção entre a pressão constante sobre o adversário e rápidas saídas para o ataque. Tentou, sem sucesso, o remate de longa distância. Acabou a trinco.

Lisandro 6

É possível ficar cansado só de olhar para o argentino, em constante movimento, e é impossível que alguém não se admire com a sua vontade de jogar. Logo no início, impediu o golo de Aimar. Destaque para um remate ao poste, após excelente trabalho, e para uma perdida incrível frente a Quim.

Rodríguez 7

O uruguaio fez ouvidos de mercador aos constantes e ruidosos assobios dos adeptos encarnados e partiu para uma grande exibição. Duas jogadas soberbas só foram paradas por Quim, sendo ainda responsável pela expulsão de Katsouranis. Baixou um pouco na segunda parte, mas deixou sempre a ideia de poder criar pânico.

Guarín 6

Entrou bem num jogo que estava eléctrico, adaptando-se rapidamente à equipa. Melhor do que Tomás Costa, ajudou a encurtar a distância entre o meio-campo e o ataque. Fruto de uma grande capacidade física, apareceu na construção ofensiva com muita frequência. Excelente jogada aos 50', servindo Lisandro em plena área, mas o remate do argentino saiu torto. No fim, deu uma ajuda à defesa.

Hulk 7

Apesar do pouco tempo em campo, a nota justifica-se pela sensação de pânico que criou no adversário. Cheio de técnica, colou a bola ao pé esquerdo e deixou adversários para trás em várias ocasiões. Valeu Quim por duas vezes, parando dois remates do brasileiro, um com o pé esquerdo e outro com o direito. Na parte final, ainda foi servido por Candeias, mas perdeu tempo de remate.

Candeias 5

Com o Benfica partido e desgastado, a ideia de Jesualdo Ferreira ao lançar Candeias foi a de aproveitar a sua velocidade de ponta. O extremo esqueceu-se do nervosismo e entrou sem medo. Boa jogada a passar por Rúben Amorim, aos 83', e a colocar a bola em Hulk. Em cima do apito final, rematou cruzado, e a bola não passou longe da baliza de Quim.

Os rostos da revolução

Fernando 7

Estreia promissora. Fez um jogo tão simples e eficiente que, a dada altura, pareceu estar Paulo Assunção em campo. Venceu praticamente todos os duelos individuais. Demonstrou ainda uma boa leitura de jogo, com passes acertados.

Fucile 6

Outra surpresa. Jogou no lugar de Benítez e deu outra segurança à defesa. Com Reyes ou Di María, não tirou os olhos do adversário e ganhou muitos lances. Explorou bem os espaços concedidos e atacou com frequência.

Rolando 8

Soberba estreia. Surgiu com surpresa no lugar de Pedro Emanuel, para tentar anular o forte jogo aéreo do adversário, e esteve praticamente intransponível. Impressionante a serenidade que colocou em cada lance.

A ESTRELA

Lucho 8

Um dia depois de ter prolongado o contrato que o liga ao FC Porto, voltou a demonstrar que é um jogador brilhante. No campeonato português, não tem concorrência, quando se trata de ler o jogo. Escolhe os ritmos, faz os passes e constrói o ataque com precisão incrível. Sem grandes preocupações defensivas, surgiu a apoiar o ataque, como no lance que deu origem ao golo portista. Sofreu falta de Katsouranis e encarregou-se de bater Quim. De forma irrepreensível.

O Tribunal de O JOGO

Um erro grave na fase inicial No seu quarto clássico, Jorge Sousa foi muito bem assistido por José Luís Melo e por José Ramalho, mas cometeu um erro grave. É esta, sinteticamente, a opinião de três dos especialistas na matéria. Por estar indisponível, Soares Dias não fez a habitual análise ao trabalho do árbitro. O erro grave cometido por Jorge Sousa verificou-se na fase inicial, quando não expulsou Luisão, por agressão ao romeno Sapunaru. De resto, foi totalmente positivo o trabalho do árbitro que nasceu e reside em Lordelo, freguesia do concelho de Paredes.

Momento mais complicado
6'

Luisão devia ser expulso por alegada agressão sobre Sapunaru? E devia ter sido marcado penálti?

JORGE COROADO

-

Com o braço esquerdo, Luisão atingiu deliberdamente Sapunaru. O jogo estava interrompido para execução de um canto. Somente a acção disciplinar se impunha, que seria cartão vermelho. De referir ser o lance visível por acção das câmaras. Para além desta agressão, verificaram-se vezes de mais agarrões e empurrões aquando da execução de pontapés de canto. Os árbitros têm instruções para advertir de imediato.

ROSA SANTOS

-

Luisão dá uma chapada na cara de Sapunaru. Não ficam dúvidas de que o defesa-central do Benfica merecia ser expulso na sequência deste lance. O árbitro parou o jogo e, infelizmente, não terá visto a atitude do jogador do Benfica.

ANTÓNIO ROLA

-

Sendo um lance de muito difícil julgamento para o árbitro, na verdade Luisão, sem que esteja a disputar a bola, com o cotovelo atinge a cara do adversário. Caso o árbitro tivesse visto o lance, teria de agir no aspecto disciplinar.

Outros casos

10'

É bem assinalada a grande penalidade, por falta de Katsouranis sobre Lucho?

20'

Um adepto encarnado aperta o pescoço ao assistente José Ramalho. Que consequências para o Benfica?

30'

Disputa de bola entre Raul Meireles e Di María na área portista. Há penálti?

55'

Golo do Benfica. Bruno Alves tira a bola de dentro da baliza, após cabeceamento de Cardozo?

58'

Katsouranis entra sobre Rodríguez. Bem mostrado o segundo amarelo?

JORGE COROADO

+Inquestionável e incontestável. O grego agarrou o braço esquerdo e a camisola do argentino em acção desnecessária e absurda, penalizante para a sua equipa. Exibição do cartão amarelo adequa-se à situação.

+

Está previsto no Regulamento Disciplinar da Liga. Árbitro e delegados mencionarão o caso nos respectivos relatórios; causará prejuízos aos locais. Os árbitros não são responsáveis.

+

Não houve qualquer infracção do jogador portista; apenas uma disputa mais determinada de Raul Meireles, da qual saiu vencedor.

+

Não deixa dúvidas.O assistente, por aquilo que foi dado a observar, para além de ter acompanhado convenientemente a jogada, estava muito bem colocado.

+

Inequívoca a exibição do segundo cartão amarelo. Aliás, em critério uniforme, com a exibição efectuada, aos 26', a Rodriguez.

ROSA SANTOS

+

A grande penalidade é bem assinalada. Ficou, no entanto, por exibir o cartão vermelho a Katsouranis. Decisão incorrecta do árbitro internacional do Porto.

+

É um problema da Comissão Disciplinar da Liga. Há um mau policiamento. Não seria agradável para o Benfica se fosse um jogo da UEFA. O árbitro, nestas ocasiões, não tem de interferir.

+

Não há nada. Raul Meireles não faz qualquer falta sobre Di María. Apenas procura jogar a bola e tem mérito na forma como a tira do argentino.

+

Sim. Não há dúvida de que a bola entra na baliza de Helton. Bruno Alves foi mesmo buscá-la para além da linha de golo. O árbitro-assistente estava bem posicionado e prestou o devido auxílio.

+

Bem mostrado o segundo cartão amarelo ao jogador grego. Jorge Sousa não poderia ter outra atitude que não fosse a de o mandar tomar banho mais cedo.

ANTÓNIO ROLA

+

Sim. É tão grande penalidade como desnecessária. No entanto, o árbitro esteve bem, tanto no aspecto técnico como no disciplinar.

+

Não sendo da responsabilidade do árbitro, este irá relatar o acontecimento no relatório. Compete às instâncias disciplinares da Liga decidir em conformidade.

+

Raul Meireles antecipa-se e ganha posição ao adversário. Todo e qualquer contacto que possa existir não justifica sanção técnica. Esteve bem o árbitro ao nada assinalar.

+

Efectivamente, quando o jogador do FC Porto tentou tirar a bola, esta já estava completamente dentro da baliza. De destacar aqui a boa informação do árbitro-assistente José Ramalho.

+

Sim. Sem quaisquer hipóteses de jogar a bola, o jogador do Benfica atingiu o adversário de forma perigosa. Para além da sanção técnica, o árbitro também esteve bem no aspecto disciplinar.

Transcrito de http://www.ojogo.pt/24-192/artigo743446.asp